OS TEXTOS NÃO SÃO FECHADOS:SE HOUVER ATUALIZAÇÃO COLOCAREMOS JUNTO À POSTAGEM ORIGINAL. PROCURAMOS PESQUISAR E DIVULGAR RECURSOS QUE POSSAM MELHORAR A ACESSIBILIDADE DOS SURDOS USUÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL. ESTÃO À DISPOSIÇÃO LINKS DE TEXTOS E ASSOCIAÇÕES DE OUTROS PAÍSES REFERENTES AO NOSSO FOCO PRINCIPAL: SOMOS SURDOS E DEFICIENTES AUDITIVOS ORALISTAS E ORALIZADOS, PÓS LINGUAIS, QUE USAM PRÓTESES, IMPLANTES E OUTRAS AJUDAS TÉCNICAS. Logotipo:jvicttor E-MAIL soramires@gmail.com
sábado, 31 de janeiro de 2009
Ajudas técnicas: amplificador de indução magnética
Soramires (para SULP)
Para algumas pessoas, até parece que no Brasil só existe surdo que se comunica por Libras e leitura orofacial.
Por favor não esqueçam o grande número de deficientes auditivos póslinguais, das pessoas da terceira idade, pessoas que usam aparelhos auditivos ou implantes, gente que pode ouvir com ajudas técnicas e que lê e escreve em português.
Não encontrei nenhuma informação brasileira a respeito deste equipamento de amplificação por indução magnética.
O "Aro Magnético" ou "hearing loop" tão difundido na Argentina, Europa, Austrália, EUA parece ser desconhecido no Brasil.
Peço por favor que se algúem sabe se é vendido no Brasil e que nome recebe me avise!!!!!
Quem sabe alguma empresa resolve patrocinar a instalação desses equipamentos? Afinal existem facilidades impositivas que impulsionam acões inclusivas, patrocínios, etc.
Não acho justo que na Argentina eu possa acompanhar concertos, cinema, conferências, aulas, cultos religiosos, etc usando meu aparelho auditivo e aqui no Brasil quando pergunto sobre o equipamento ninguém sabe me responder se existe, que nome tem, etc.
Como deficiente auditiva peço que as políticas públicas e normas de acessibilidade levem em conta este equipamento tão útil para quem usa implante ou aparelho auditivo.
Nem todo surdo conhece LIBRAS.
A informação abaixo vem do site:
http://www.mah.org.ar/
Sem Barreiras
A MAH - Mutualidad Argentina de Hipoacúsicos sempre considerou a audição uma parte fundamental da saúde. Dela depende em grande medida o processo de comunicação que as pessoas estabelecem com o mundo que as rodeia, sua interação e a plena integração social.
Contud0, a cada dia, a comunidade de hipoacúsicos se depara com muitas barreiras para o acesso aos diferentes meios de expressão culturais, principalmente os que se referem às artes audiovisuais como o cinema e o teatro.
Na maioria dos casos as salas onde se apresentam estes espetáculos não estão preparadas para atender a este tipo de deficiência.
Então, a Comissão Diretora da MAH, decidiu desenvolver o programa "Sem Barreiras". Seu objetivo principal foi conseguir uma aproximação real entre a pessoa hipoacúsica e a cultura.
Para concretizá-lo foi necessário recorrer a uma tecnologia específica adquirida pela MAH para iniciar uma série de importantes doações do equipamento chamado "amplificador de aro magnético" ou "aro de indução magnética"
Para matar a sua curiosidade clique abaixo e vai saber quantos teatros e cinemas da Argentina oferecem essa ajuda técnica aos deficientes auditivos:
CONSULTE LAS DIRECCIONES DE LAS SALAS EQUIPADAS CON ARO MAGNÉTICO
A primeira doação de aro magnético ocorreu em agosto de 1998, ao Teatro Maipo da Cidade de Buenos Aires. Nessa ocasião houve um festejo duplo: o espetáculo de Enrique Pinti "Pinti canta las cuarenta y el Maipo cumple 90" chegava às 100 representações e também se inaugurava o novo sistema no teatro.
A partir dessa ocasião a MAH continuou seu compromisso, fazendo sucessivas doações a diferentes espaços relacionados à arte, à cultura e à educação.
Em 2008 se comemora o décimo aniversário desse projeto tão importante, que segue proporcionando tanta satisfação.
O que é um aro magnético?
O aro magnético é um amplificador adaptado especialmente para levar seu sinal de saída (amplificada) a um cabo que se instala ao redor do perímetro da sala de um teatro, cinema, sala de aula, auditório, etc
O resultado dessa instalação é que se produz na superfície do espaço um campo magnético que copia exatamente o sinal audível. Esse sinal é captado pela bobina telefônica do aparelho auditivo, quando este é colocado na posição "T".
O uso deste tipo de amplificador permite uma transmissão direta do som ao aparelho auditivo sem os efeitos adversos da distância, do eco ou do ruído ambiente.
Para saber mais:
http://www.hearingloop.org/
Para algumas pessoas, até parece que no Brasil só existe surdo que se comunica por Libras e leitura orofacial.
Por favor não esqueçam o grande número de deficientes auditivos póslinguais, das pessoas da terceira idade, pessoas que usam aparelhos auditivos ou implantes, gente que pode ouvir com ajudas técnicas e que lê e escreve em português.
Não encontrei nenhuma informação brasileira a respeito deste equipamento de amplificação por indução magnética.
O "Aro Magnético" ou "hearing loop" tão difundido na Argentina, Europa, Austrália, EUA parece ser desconhecido no Brasil.
Peço por favor que se algúem sabe se é vendido no Brasil e que nome recebe me avise!!!!!
Quem sabe alguma empresa resolve patrocinar a instalação desses equipamentos? Afinal existem facilidades impositivas que impulsionam acões inclusivas, patrocínios, etc.
Não acho justo que na Argentina eu possa acompanhar concertos, cinema, conferências, aulas, cultos religiosos, etc usando meu aparelho auditivo e aqui no Brasil quando pergunto sobre o equipamento ninguém sabe me responder se existe, que nome tem, etc.
Como deficiente auditiva peço que as políticas públicas e normas de acessibilidade levem em conta este equipamento tão útil para quem usa implante ou aparelho auditivo.
Nem todo surdo conhece LIBRAS.
A informação abaixo vem do site:
http://www.mah.org.ar/
Sem Barreiras
A MAH - Mutualidad Argentina de Hipoacúsicos sempre considerou a audição uma parte fundamental da saúde. Dela depende em grande medida o processo de comunicação que as pessoas estabelecem com o mundo que as rodeia, sua interação e a plena integração social.
Contud0, a cada dia, a comunidade de hipoacúsicos se depara com muitas barreiras para o acesso aos diferentes meios de expressão culturais, principalmente os que se referem às artes audiovisuais como o cinema e o teatro.
Na maioria dos casos as salas onde se apresentam estes espetáculos não estão preparadas para atender a este tipo de deficiência.
Então, a Comissão Diretora da MAH, decidiu desenvolver o programa "Sem Barreiras". Seu objetivo principal foi conseguir uma aproximação real entre a pessoa hipoacúsica e a cultura.
Para concretizá-lo foi necessário recorrer a uma tecnologia específica adquirida pela MAH para iniciar uma série de importantes doações do equipamento chamado "amplificador de aro magnético" ou "aro de indução magnética"
Para matar a sua curiosidade clique abaixo e vai saber quantos teatros e cinemas da Argentina oferecem essa ajuda técnica aos deficientes auditivos:
CONSULTE LAS DIRECCIONES DE LAS SALAS EQUIPADAS CON ARO MAGNÉTICO
A primeira doação de aro magnético ocorreu em agosto de 1998, ao Teatro Maipo da Cidade de Buenos Aires. Nessa ocasião houve um festejo duplo: o espetáculo de Enrique Pinti "Pinti canta las cuarenta y el Maipo cumple 90" chegava às 100 representações e também se inaugurava o novo sistema no teatro.
A partir dessa ocasião a MAH continuou seu compromisso, fazendo sucessivas doações a diferentes espaços relacionados à arte, à cultura e à educação.
Em 2008 se comemora o décimo aniversário desse projeto tão importante, que segue proporcionando tanta satisfação.
O que é um aro magnético?
O aro magnético é um amplificador adaptado especialmente para levar seu sinal de saída (amplificada) a um cabo que se instala ao redor do perímetro da sala de um teatro, cinema, sala de aula, auditório, etc
O resultado dessa instalação é que se produz na superfície do espaço um campo magnético que copia exatamente o sinal audível. Esse sinal é captado pela bobina telefônica do aparelho auditivo, quando este é colocado na posição "T".
O uso deste tipo de amplificador permite uma transmissão direta do som ao aparelho auditivo sem os efeitos adversos da distância, do eco ou do ruído ambiente.
Para saber mais:
http://www.hearingloop.org/
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
CONCURSO DE FOTOGRAFIA
<http://agenciainclusive.wordpress.com/2009/01/27/concurso-de-fotografia-a-beleza-da-vida-diversidade-e-inclusao/>
Concurso de Fotografia
"A beleza da vida: diversidade e inclusão"
Inscrições: de 01 de dezembro a 03 de abril de 2009Divulgação dos resultados: 28 de abril de 2009Participantes: público em geral, residente no BrasilInformações: Secretaria do Depto. de Biologia Celular e Genética, Centro de Biocências, UFRN
Concurso de Fotografia
"A beleza da vida: diversidade e inclusão"
Inscrições: de 01 de dezembro a 03 de abril de 2009Divulgação dos resultados: 28 de abril de 2009Participantes: público em geral, residente no BrasilInformações: Secretaria do Depto. de Biologia Celular e Genética, Centro de Biocências, UFRN
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Sobre TV e cinema nacional legendados

Porque preferimos as legendas aos programas dublados?
Soramires (para o Sulp)
Legendar programas de TV, filmes e produções audiovisuais ajudam a promover o acesso à informação, cultura, diversão, ensino, etc. do deficiente auditivo.
A legenda ajuda também as pessoas de terceira idade que perderam parte da audição.
A legenda incentiva o aprendizado do português para crianças e adultos que estão se alfabetizando, igualmente ajuda o estrangeiro a assimilar nosso idioma.
Como devem ser as legendas?
Alguns consideram que a pessoa surda tem dificuldade de compreensão do português escrito e defendem legendas condensadas.
Mesmo levando em conta que existam esses casos de dificuldades, acreditamos que uma legenda de boa qualidade, sem resumir idéias, incentiva a aquisição da língua de uma maneira mais completa, desafiando o deficiente auditivo a se superar e a superar as barreiras de comunicação. E esse tipo de legenda será útil também para as pessoas que por outras razões necessitam ver filmes legendados.
Em obras de ficção
O que deve ser colocado nas legendas além das conversas?
Transcrever todo e qualquer som? Por exemplo colocar notinhas musicais ou escrever música alegre, triste, animada, ritmada, batucada, coral...
Se aparece um leão rugindo, deve-se legendar "rugido de leão" ou isso é redundância?
Se vemos uma ambulância ou carro de bombeiros com sirena tocando, deve-se colocar "sirena de ambulância"? Se aparece um raio e depois o trovão colocamos ou não "ruído de trovão"?
Legendar absolutamente todos os sons não vai criar uma sobrecarga de texto atrapalhando mais do que informando?
Acho que o bom senso e o conhecimento da narrativa cinematográfica devem conduzir o processo de legendagem.
Se o som "off" é importante para a narrativa deve ser indicado:
Num filme de terror, uma família ouve lobos uivando e se assusta. Se os lobos não aparecem e somente o som indica sua presença é óbvio que isso deve ser indicado nas legendas.
Se o personagem ouve uma música que traz lembranças, se o par romântico ouve a "sua música", se o motor do avião "falha"...esse ruídos não são enfeites, fazem parte da história, são necessários à compreensão da trama.
Outro tema que gera polêmica: muitos acham que no caso do filme estrangeiro a tradução legendada deve ser literal, o que não é viável. Existem expressões idiomáticas que devem ser adaptadas, o tradutor deve conhecer muito bem os idiomas com os quais está trabalhando, o estilo do filme, etc.
Há questões técnicas como a quantidade ideal de caracteres que se for ultrapassada torna a leitura impossível.
E ainda questões de estilo: um cineasta valoriza a literatura e faz seus personagem citarem poemas, a tradução deve seguir essa lógica; outro apresenta personagens que falam gírias muito específicas e assim por diante.
Traduzir um filme é um trabalho criativo, de pesquisa que não pode ser feito por qualquer tradutor automático, não por enquanto.
Filmes e vídeos didáticos e científicos
Nesses casos o mais importante é a informação, então parece que o melhor é sintetizar o menos possível, se forem citados termos ou conceitos científicos devem ser escritos corretamente assim como o nome de autores e obras.
Vale até para maior clareza intercalar painéis informativos, mais ou menos como aquelas legendas de filmes mudos...
Outra coisa que mais atrapalha do que informa é a sobreposição da fala traduzida à fala original. Nesse caso a legenda é muito útil até para quem ouve bem.
Tenho visto filmes ou vídeos preparados para aprender idiomas estrangeiros onde a legenda reproduz fielmente cada palavra dita, nesse caso não há tradução, há transcrição para a mesma língua.
São todas situações que devem ser estudadas e levadas em conta ao se preparar legendas de um modo geral.
O que foi dito acima vale apenas para a legendagem feita antes da exibição e não para o processo feito no momento da transmissão que geralmente aparece como closed caption ou legenda oculta.
No caso de transmissão ao vivo, telejornais, entrevistas, etc os recursos de estenotipia ou programas de reconhecimento de voz geram legendas que têm características específicas, objeto de outras indagações.
Lamentavelmente algumas pessoas defendem a dublagem em lugar da legendagem usando o argumento do analfabetismo de uma parte da população.
Não seria melhor investir na alfabetização dessas pessoas? Usando para isso exatamente os recursos audiovisuais e a TV?
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Querer escutar: Exemplo de Ação Solidária
Grupo solidário argentino coleta aparelhos auditivos e pilhas para doação a crianças e pessoas de terceira idade que não podem adquirí-los.
Quando a escolha está entre comprar comida ou pilhas para os aparelhos...
http://www.desearescuchar.com.ar/
Quando a escolha está entre comprar comida ou pilhas para os aparelhos...
http://www.desearescuchar.com.ar/
domingo, 18 de janeiro de 2009
Ouvir com os óculos?
Quando perdi a audição, na década de 70 do século passado, existiam aparelhos auditivos embutidos em hastes de óculos...mas eram meio pesadões, modelos meio masculinos e os retroauriculares, embora grandes, a gente podia esconder sob os cabelos.
Mas na verdade eu nunca quis esconder nada e usava cabelos curtos ou presos e os aparelhos lá pendurados para quem quisesse ver, até me poupava ficar explicando porque eu pedia para repetir alguma coisa ...
Afinal eram tempos em que a atriz Leila Diniz ia à praia com o barrigão de grávida exposto ao sol, a herança libertária de 1968 circulava por toda parte, porque querer esconder aparelhos auditivos?
Agora algo que parecia ultrapassado volta a circular e com edição melhorada. Estou curiosa para ver esses óculos, quem sabe sejam mais bonitinhos?
Sô
Clipping Eletrônico - Departamento de Comunicação, PUC-Campinas
Inventos facilitam vida de deficientes
20/04/2006
Quer escutar melhor? Coloque os óculos. Pesquisadores holandeses criaram um novo aparelho auditivo que vem embutido nas hastes desse acessório.
O dispositivo, desenvolvido por cientistas da Universidade Delft em parceria com empresas e já em fase de comercialização, é constituído por quatro pequenos microfones interligados. Por uma questão estética, decidiu-se fabricar óculos em cujas hastes essa aparelhagem poderia ser escondida. Chamado Varibel, o novo produto tem uma sensibilidade direcional de 8.2 decibéis -segundo os pesquisadores, os equipamentos tradicionais apresentam apenas 4.2 decibéis.
O objetivo foi criar um equipamento auditivo mais potente e capaz de filtrar melhor os ruídos de um ambiente com muitas pessoas falando ao mesmo tempo -resolvendo, assim, a dificuldade que muitos portadores de deficiência auditiva têm para reconhecer de onde vem a voz da pessoa que está falando.
Fonte: Universia - Brasil
Mas na verdade eu nunca quis esconder nada e usava cabelos curtos ou presos e os aparelhos lá pendurados para quem quisesse ver, até me poupava ficar explicando porque eu pedia para repetir alguma coisa ...
Afinal eram tempos em que a atriz Leila Diniz ia à praia com o barrigão de grávida exposto ao sol, a herança libertária de 1968 circulava por toda parte, porque querer esconder aparelhos auditivos?
Agora algo que parecia ultrapassado volta a circular e com edição melhorada. Estou curiosa para ver esses óculos, quem sabe sejam mais bonitinhos?
Sô
Clipping Eletrônico - Departamento de Comunicação, PUC-Campinas
Inventos facilitam vida de deficientes
20/04/2006
Quer escutar melhor? Coloque os óculos. Pesquisadores holandeses criaram um novo aparelho auditivo que vem embutido nas hastes desse acessório.
O dispositivo, desenvolvido por cientistas da Universidade Delft em parceria com empresas e já em fase de comercialização, é constituído por quatro pequenos microfones interligados. Por uma questão estética, decidiu-se fabricar óculos em cujas hastes essa aparelhagem poderia ser escondida. Chamado Varibel, o novo produto tem uma sensibilidade direcional de 8.2 decibéis -segundo os pesquisadores, os equipamentos tradicionais apresentam apenas 4.2 decibéis.
O objetivo foi criar um equipamento auditivo mais potente e capaz de filtrar melhor os ruídos de um ambiente com muitas pessoas falando ao mesmo tempo -resolvendo, assim, a dificuldade que muitos portadores de deficiência auditiva têm para reconhecer de onde vem a voz da pessoa que está falando.
Fonte: Universia - Brasil
terça-feira, 13 de janeiro de 2009

GENTE! Olha quem está vestindo a camiseta da LEGENDA NACIONAL!!!!!!!
http://www.legendanacional.com.br/
fotinho copiada do blog do Jairo
http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br
http://www.legendanacional.com.br/
fotinho copiada do blog do Jairo
http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
CÃES PARA SURDOS
"Foi nos Estados Unidos que apareceram os primeiros cães para surdos. Efetivamente a formação de cães para surdos começou em 1976, com a American Humane Association, em Denver, Colorado.
Com o objetivo de responder à crescente requisição deste serviço, a associação adquiriu uma fazenda no estado de Massachussets para instalar um centro de formação chamado Hearing Dog.
O programa norte-americano dirige-se , prioritariamente, para a educação de cães destinados a pessoas que sofrem de uma surdez grave e buscam uma independência. Cada cão é minuciosamente escolhido em função das necessidades e possibilidades do futuro dono.
Como o cão sai em companhia do surdo, deve usar obrigatoriamente algo que o identifique com um cão especial. Nos Estados Unidos, convencionou-se o uso de uma coleira e de uma guia cor de laranja, o que lhe permite o acesso aos lugares públicos oficialmente proibido aos animais."
http://www.solbrilhando.com.br/Animais/Caes/A_Servico_do_Homem/Caes_a_S_dos_Surdos.htm
Cães guias para surdos e cegos: Na Catalunha ESP legislação sobre o acesso desses animais a lugares acompanhando os deficientes.
http://www.lavanguardia.es/lv24h/20090114/imp_53619152190.html
"Foi nos Estados Unidos que apareceram os primeiros cães para surdos. Efetivamente a formação de cães para surdos começou em 1976, com a American Humane Association, em Denver, Colorado.
Com o objetivo de responder à crescente requisição deste serviço, a associação adquiriu uma fazenda no estado de Massachussets para instalar um centro de formação chamado Hearing Dog.
O programa norte-americano dirige-se , prioritariamente, para a educação de cães destinados a pessoas que sofrem de uma surdez grave e buscam uma independência. Cada cão é minuciosamente escolhido em função das necessidades e possibilidades do futuro dono.
Como o cão sai em companhia do surdo, deve usar obrigatoriamente algo que o identifique com um cão especial. Nos Estados Unidos, convencionou-se o uso de uma coleira e de uma guia cor de laranja, o que lhe permite o acesso aos lugares públicos oficialmente proibido aos animais."
http://www.solbrilhando.com.br/Animais/Caes/A_Servico_do_Homem/Caes_a_S_dos_Surdos.htm
Cães guias para surdos e cegos: Na Catalunha ESP legislação sobre o acesso desses animais a lugares acompanhando os deficientes.
http://www.lavanguardia.es/lv24h/20090114/imp_53619152190.html
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Palavras da Patty, nossa fonoaudióloga
'A FONOAUDIOLOGIA E O DEFICIENTE AUDITIVO, PARCERIA NA AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM"
"Não existiria som, se não houvesse o silêncio, não haveria luz, se não fosse a escuridão..."Lulu Santos
Esta música retrata nossa interação, me faz crer que somos parte de um todo, cada um com sua particularidade ensina e aprende num círculo infinito ... só assim nos completamos...Patty
Uma das grandes formas de aprender e crescer, é desenvolvendo duas capacidades; a de observar e a de interagir. Observando podemos saber o que a pessoa tem latente e o que ela precisa para melhor se adaptar à sua condição; interagindo, mergulhamos ainda mais fundo no conhecimento da pessoa com a qual estamos lidando, aprendemos com ela e construimos "caminhos" para melhor condição de vida e de socialização.
Tratar, habilitar, desenvolver e reabilitar são termos comuns na Fonoaudiologia, para a facilitar tais processos, é preciso respeitar cada um, cada caso clínico e cada história de vida. Olhando sempre para o que a pessoa tem de positivo, sendo na questão psicológica, social, cognitiva, auditiva e de linguagem. Assim, serão fortalecidas as bases, os "pilares", só se constrói seres humanos positivos e seguros, desenvolvendo neles bases positivas e fortes.Cabe a nós, reabilitadores, acreditar na pessoa e na família. Acreditar e estimular, para que se dê o processo da habilitação do indivíduo dentro da sua condição, trabalhando suas facilidades para melhor adaptar suas dificuldades. Acolhendo a família tentando abrandar seus medos e ansiedades.
No Serviço Público temos grande diversidade de histórias de vida e condição de trabalho, tendo em vista que lidamos com um número considerável de pessoas, porém, hoje aprendi que a grande mágica é saber observar, quanto mais interação, mais aprendizado...nada é impossível assim como nada é fácil, as melhorias são conquistadas no dia a dia com paciência e um pouco de teimosia rs! Já se vão 12 anos de Serviço Público muitas mudanças ocorreram e muitas ainda estão por vir.
Até aqui aprendi que a luta é de todos, família, escola, profissional de saúde e pacientes, não fazemos nada sozinhos e que melhorar é sempre possível...vamos seguir fortes reenvindicando mais, reclamando menos e sempre acreditando que dias melhores virão.
O trabalho dentro da Fonoaudiologia é uma caixinha de surpresas, cada uma mais linda e surpreendente que a outra, é um trabalho que nunca cansa pelo fato de nunca ser igual, eis a mágica que é trabalhar com gente e suas peculiaridades! É um caminho que nunca se trilha igual, pois em cada paciente temos uma fonte inesgotável de aprendizado. Nem preciso dizer que a estimular a questão comunicativa me encanta, que ajudar a facilitar o processo "sentimento, pensamento e expressão" é tudo de mais rico ao meu ver!
Deixo meus parabéns pela iniciativa deste espaço dedicado a informação e a troca! Só colocando as nossas dificuldades somos "socorridos" então vamos falar, comunicar e plantar boas sementes.
Beijocas!
Patrícia Escobar
"Não existiria som, se não houvesse o silêncio, não haveria luz, se não fosse a escuridão..."Lulu Santos
Esta música retrata nossa interação, me faz crer que somos parte de um todo, cada um com sua particularidade ensina e aprende num círculo infinito ... só assim nos completamos...Patty
Uma das grandes formas de aprender e crescer, é desenvolvendo duas capacidades; a de observar e a de interagir. Observando podemos saber o que a pessoa tem latente e o que ela precisa para melhor se adaptar à sua condição; interagindo, mergulhamos ainda mais fundo no conhecimento da pessoa com a qual estamos lidando, aprendemos com ela e construimos "caminhos" para melhor condição de vida e de socialização.
Tratar, habilitar, desenvolver e reabilitar são termos comuns na Fonoaudiologia, para a facilitar tais processos, é preciso respeitar cada um, cada caso clínico e cada história de vida. Olhando sempre para o que a pessoa tem de positivo, sendo na questão psicológica, social, cognitiva, auditiva e de linguagem. Assim, serão fortalecidas as bases, os "pilares", só se constrói seres humanos positivos e seguros, desenvolvendo neles bases positivas e fortes.Cabe a nós, reabilitadores, acreditar na pessoa e na família. Acreditar e estimular, para que se dê o processo da habilitação do indivíduo dentro da sua condição, trabalhando suas facilidades para melhor adaptar suas dificuldades. Acolhendo a família tentando abrandar seus medos e ansiedades.
No Serviço Público temos grande diversidade de histórias de vida e condição de trabalho, tendo em vista que lidamos com um número considerável de pessoas, porém, hoje aprendi que a grande mágica é saber observar, quanto mais interação, mais aprendizado...nada é impossível assim como nada é fácil, as melhorias são conquistadas no dia a dia com paciência e um pouco de teimosia rs! Já se vão 12 anos de Serviço Público muitas mudanças ocorreram e muitas ainda estão por vir.
Até aqui aprendi que a luta é de todos, família, escola, profissional de saúde e pacientes, não fazemos nada sozinhos e que melhorar é sempre possível...vamos seguir fortes reenvindicando mais, reclamando menos e sempre acreditando que dias melhores virão.
O trabalho dentro da Fonoaudiologia é uma caixinha de surpresas, cada uma mais linda e surpreendente que a outra, é um trabalho que nunca cansa pelo fato de nunca ser igual, eis a mágica que é trabalhar com gente e suas peculiaridades! É um caminho que nunca se trilha igual, pois em cada paciente temos uma fonte inesgotável de aprendizado. Nem preciso dizer que a estimular a questão comunicativa me encanta, que ajudar a facilitar o processo "sentimento, pensamento e expressão" é tudo de mais rico ao meu ver!
Deixo meus parabéns pela iniciativa deste espaço dedicado a informação e a troca! Só colocando as nossas dificuldades somos "socorridos" então vamos falar, comunicar e plantar boas sementes.
Beijocas!
Patrícia Escobar
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Carteira de habilitação especial
PESQUISA DE:
CRISTINA FERBER
http://agenda.saci.org.br/index2.php?=modulo=akemi¶metro=1737#Carteira%20de%20habilita%E7%E3o%20especial
Carteira de habilitação especial
Como tornar minha carteira de habilitação especial?
No caso do deficiente auditivo, é necessário, antes dos exames comuns do Detran, fazer um exame que chama-se "Otoneurológico". É só depois deste exame que você deve procurar o Detran.
No Detran, é obrigatório a apresentação do CPF (Cadastro de Pessoa Física), do condutor interessado, não será aceito CPF de terceiros, como por exemplo do pai, esposo (a) e outros.
Procedimento:
Original da C.N.H., devidamente registrada.
Original e cópia do RG.
Original e cópia do CPF.
Uma foto 3X4 colorida e recente com fundo branco.
Cópia e original (para simples conferência) do comprovante de residência, que poderá ser: extrato bancário, conta de luz, gás, telefone, condomínio, IPTU, contrato de locação, ou declaração de próprio punho do proprietário, com firma reconhecida, e anexar um comprovante de endereço. Será aceito em nome de terceiros, somente se for: cônjuge, pais ou filhos do interessado, o que será comprovado através da cópia do RG.
Dirigir-se ao Serviço Médico no (3º andar do prédio principal), para marcar o exame.
Dirigir-se ao Setor de Renovação da C.N.H. para preencher a planilha médica.
Dirigir-se ao Banco Banespa ou Nossa Caixa com o CPF do interessado, para efetuar o pagamentos das taxas referentes ao exame médico e à expedição da C.N.H.
O banco emitirá um comprovante de pagamento com a devida autenticação digital. O interessado poderá tirar cópia deste documento se julgar necessário, pois o original deverá ser entregue junto com os outros documentos. Realizado o exame médico, retornar ao Setor de Renovação da C.N.H., para apresentar a planilha com laudo do médico e os documentos acima citados. Prazo de entrega: 1 dia útil.
O condutor poderá realizar seu exame médico em qualquer clínica. Não é necessário nenhum tipo de encaminhamento, a escolha da clínica é livre.
O DETRAN-SP divulga aos interessados os endereços das clínicas credenciadas, agrupadas por região na capital.
Em São Paulo, o setor de renovação e 2ª Via da C.N.H. funciona das 8:00 às 17:00. O telefone para informações dos endereços das clínicas: (11) 3889- 3140 / 3141/3237 ou direto no Balcão de Informação do DETRAN ou consulte o site http://www.detran.sp.gov.br/
No Rio de Janeiro, o procedimento inicia-se pela marcação de uma perícia médica no Detran, através dos telefones (0xx21) 2399-7241 e 2399-7243. Após conseguir o laudo médico emitido por essa perícia, o candidato a motorista deverá procurar uma auto-escola apropriada. No Rio não são muitas as auto-escolas com veículos adaptados. Uma delas é a Auto Escola Floresta, cujo telefone é (0xx21) 567.6070. Outras dicas poderão ser obtidas no CVI-Rio pelo telefone (0xx21) 512 10 88, fax (0xx21) 239 65 47 ou pelo e-mail cvirj@cvi.puc-rio.com.br.
PARA INFORMAÇÃO ATUALIZADA PROCURE O DETRAN DE SUA LOCALIDADE.
MAINS INFORMAÇÃO:
http://ouvidobionico.wordpress.com/2011/04/11/a-permissao-para-conduzir-seu-automovel-a-carteira-nacional-de-habilitacao-cnh-especial/
CRISTINA FERBER
http://agenda.saci.org.br/index2.php?=modulo=akemi¶metro=1737#Carteira%20de%20habilita%E7%E3o%20especial
Carteira de habilitação especial
Como tornar minha carteira de habilitação especial?
No caso do deficiente auditivo, é necessário, antes dos exames comuns do Detran, fazer um exame que chama-se "Otoneurológico". É só depois deste exame que você deve procurar o Detran.
No Detran, é obrigatório a apresentação do CPF (Cadastro de Pessoa Física), do condutor interessado, não será aceito CPF de terceiros, como por exemplo do pai, esposo (a) e outros.
Procedimento:
Original da C.N.H., devidamente registrada.
Original e cópia do RG.
Original e cópia do CPF.
Uma foto 3X4 colorida e recente com fundo branco.
Cópia e original (para simples conferência) do comprovante de residência, que poderá ser: extrato bancário, conta de luz, gás, telefone, condomínio, IPTU, contrato de locação, ou declaração de próprio punho do proprietário, com firma reconhecida, e anexar um comprovante de endereço. Será aceito em nome de terceiros, somente se for: cônjuge, pais ou filhos do interessado, o que será comprovado através da cópia do RG.
Dirigir-se ao Serviço Médico no (3º andar do prédio principal), para marcar o exame.
Dirigir-se ao Setor de Renovação da C.N.H. para preencher a planilha médica.
Dirigir-se ao Banco Banespa ou Nossa Caixa com o CPF do interessado, para efetuar o pagamentos das taxas referentes ao exame médico e à expedição da C.N.H.
O banco emitirá um comprovante de pagamento com a devida autenticação digital. O interessado poderá tirar cópia deste documento se julgar necessário, pois o original deverá ser entregue junto com os outros documentos. Realizado o exame médico, retornar ao Setor de Renovação da C.N.H., para apresentar a planilha com laudo do médico e os documentos acima citados. Prazo de entrega: 1 dia útil.
O condutor poderá realizar seu exame médico em qualquer clínica. Não é necessário nenhum tipo de encaminhamento, a escolha da clínica é livre.
O DETRAN-SP divulga aos interessados os endereços das clínicas credenciadas, agrupadas por região na capital.
Em São Paulo, o setor de renovação e 2ª Via da C.N.H. funciona das 8:00 às 17:00. O telefone para informações dos endereços das clínicas: (11) 3889- 3140 / 3141/3237 ou direto no Balcão de Informação do DETRAN ou consulte o site http://www.detran.sp.gov.br/
No Rio de Janeiro, o procedimento inicia-se pela marcação de uma perícia médica no Detran, através dos telefones (0xx21) 2399-7241 e 2399-7243. Após conseguir o laudo médico emitido por essa perícia, o candidato a motorista deverá procurar uma auto-escola apropriada. No Rio não são muitas as auto-escolas com veículos adaptados. Uma delas é a Auto Escola Floresta, cujo telefone é (0xx21) 567.6070. Outras dicas poderão ser obtidas no CVI-Rio pelo telefone (0xx21) 512 10 88, fax (0xx21) 239 65 47 ou pelo e-mail cvirj@cvi.puc-rio.com.br.
PARA INFORMAÇÃO ATUALIZADA PROCURE O DETRAN DE SUA LOCALIDADE.
MAINS INFORMAÇÃO:
http://ouvidobionico.wordpress.com/2011/04/11/a-permissao-para-conduzir-seu-automovel-a-carteira-nacional-de-habilitacao-cnh-especial/
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
CAMPANHA NACIONAL DE SAÚDE AUDITIVA
Aparelhos auditivos e a falta de conhecimento
A questão de aparelhos auditivos é uma das mais requisitadas por deficientes no Brasil, devido ao grande número de pessoas que possuem perda total ou parcial da audição – são 5 735 099 de pessoas com deficiência auditiva no Brasil, sendo as maiores na faixa etária de 70 a 74 anos e 80 anos ou mais. Mas, quem pensa que o problema é a “fila” para se conseguir um aparelho gratuito está enganado. Mara Rocha Gândara, otorrinolaringologista, e que atua na área da saúde pública - no Hospital das Clínicas da USP - revela que não existe fila de espera para se conseguir aparelhos auditivos gratuitos, diferente do que muitos pensam. “Não há fila de espera, o que nos parece ocorrer é que grande parte da população continua desinformada a respeito do Programa de Saúde Auditiva do Governo”, diz Mara.
O “programa” a qual a médica se refere é a Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva, que desde 2004 visa organizar o atendimento aos deficientes auditivos como triagem e monitoramento da audição de neonatos, pré-escolares e escolares, diagnóstico de perda auditiva de crianças, jovens, adultos, trabalhadores expostos a ruídos e idosos, tratamento clínico em otorrinolaringologia, concessão de prótese (AASI – Aparelho de Amplificação Sonora Individual) e acompanhamentos, respeitando as especificidades na avaliação exigidas para cada um desses segmentos. Neste programa se inclui, também, a disponibilização gratuita de aparelhos auditivos às pessoas de baixa renda. Por outro lado, muitas pessoas não usam o aparelho por vaidade. “No mundo atual, onde padrões estéticos determinam o grau de sucesso ou fracasso, a utilização do "velho" aparelho de surdez ainda remete à imagem de incapacidade a que está associada incorretamente.
Texto reproduzido da:
CAMPANHA NACIONAL DE SAÚDE AUDITIVA
SAIBA MAIS:
http://www.saudeauditiva.org.br/novo_site/?s=release.php&pag=19
A questão de aparelhos auditivos é uma das mais requisitadas por deficientes no Brasil, devido ao grande número de pessoas que possuem perda total ou parcial da audição – são 5 735 099 de pessoas com deficiência auditiva no Brasil, sendo as maiores na faixa etária de 70 a 74 anos e 80 anos ou mais. Mas, quem pensa que o problema é a “fila” para se conseguir um aparelho gratuito está enganado. Mara Rocha Gândara, otorrinolaringologista, e que atua na área da saúde pública - no Hospital das Clínicas da USP - revela que não existe fila de espera para se conseguir aparelhos auditivos gratuitos, diferente do que muitos pensam. “Não há fila de espera, o que nos parece ocorrer é que grande parte da população continua desinformada a respeito do Programa de Saúde Auditiva do Governo”, diz Mara.
O “programa” a qual a médica se refere é a Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva, que desde 2004 visa organizar o atendimento aos deficientes auditivos como triagem e monitoramento da audição de neonatos, pré-escolares e escolares, diagnóstico de perda auditiva de crianças, jovens, adultos, trabalhadores expostos a ruídos e idosos, tratamento clínico em otorrinolaringologia, concessão de prótese (AASI – Aparelho de Amplificação Sonora Individual) e acompanhamentos, respeitando as especificidades na avaliação exigidas para cada um desses segmentos. Neste programa se inclui, também, a disponibilização gratuita de aparelhos auditivos às pessoas de baixa renda. Por outro lado, muitas pessoas não usam o aparelho por vaidade. “No mundo atual, onde padrões estéticos determinam o grau de sucesso ou fracasso, a utilização do "velho" aparelho de surdez ainda remete à imagem de incapacidade a que está associada incorretamente.
Texto reproduzido da:
CAMPANHA NACIONAL DE SAÚDE AUDITIVA
SAIBA MAIS:
http://www.saudeauditiva.org.br/novo_site/?s=release.php&pag=19
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Audiologistas que usam próteses auditivas
http://desafiodaalma.blogspot.com/2008/07/quando-experincia-faz-diferena.html
Veja uma reportagem muito interessante sobre profissionais que trabalham adaptando próteses auditivas e que também usam esse tipo de próteses.
Como no mundo da Net muita coisa interessante desaparece copiei a matéria e deixo o link acima com os créditos do autor do blog.
Polliana faz parte de um raro grupo de audiologistas que é usuário de AASI
“Influência positiva”
Samira Camargo Baus, do Hermany Audiologic Instruments, de Florianópolis, também faz parte deste grupo. Usuária de aparelhos auditivos desde 2002, ela tem plena consciência de como o fato de ser adaptada otimizou sua prática terapêutica. “Isto influencia de maneira positiva no processo de adaptação com meus pacientes. O fato de eu ser uma jovem-adulta, usar aparelhos há anos e ter uma excelente adaptação e aceitação dos mesmos contribui para quebrar o estigma e preconceito de que próteses são para pessoas idosas e que é muito difícil de se adaptar aos aparelhos auditivos...” Ela dá um exemplo: “Um jovem tinha dificuldades em aceitar a perda auditiva e o uso dos aparelhos. Quando ele me conheceu, e soube que eu usava aparelhos auditivos, sentiu-se seguro para fazer perguntas (...). Hoje, além de ter tido sucesso na adaptação bilateral, este rapaz se apresenta como uma pessoa mais segura e confiante.” Ela garante que a sua experiência foi bastante válida não só para sua formação, como a de suas próprias colegas de classe. “ No período acadêmico, fui convidada a dar depoimentos para colegas de graduação. A relação da teoria com a prática foi muito proveitosa”. Apesar de ter consciência do seu diferencial, ela está sempre se aprimorando. E dá um recado a outros profissionais: “No caso do fonoaudiólogo atuar com aparelhos auditivos, minha recomendação é atualizar-se técnico-cientificamente. Isto é o que tenho procurado fazer, pois as mudanças tecnológicas nessa área são muito rápidas.”
De fato, um universo em constante mutação – e não só da tecnologia. Seja pelo imperativo de conhecer melhor o produto, seja pela necessidade prática de vivenciar a experiência de seus pacientes, alguns audiologistas, não satisfeitos em apenas ´escutar´ o acessório, estão tentando novas abordagens com o aparelho auditivo, a fim de ter uma experiência mais real e próxima da de uma pessoa adaptada.
Testar o acessório em si mesma
Larissa Coutinho Fonseca, da clínica Limiar, de Porto Velho, é um deles. Por ter um irmão mais novo usuário de aparelho auditivo, ela acabou se habituando desde cedo com o universo da fonoaudiologia, e foi assim que se apaixonou pela área e decidiu seguir a profissão. Apesar de toda sua prática – tanto pessoal como profissional – e mesmo não tendo perda auditiva, ela resolveu dar um passo além: testar o acessório em si mesma. “Não gosto de usar o termo ‘deficiência auditiva’ e também não concordo quando a Fonoaudiologia tenta “clinicalizar” a surdez, como algo ruim que precisa ser curado. Conheço pessoas que usam aparelho auditivo que são tão ou mais brilhantes que muitas pessoas aparentemente sem nenhum problema. Foi por isso que me interessei imediatamente pelo livro Manual Bem-Humorado dos Privilegiados Auditivos. Ouvir a história do ponto de vista de alguém que sente na pele diariamente o que nós podemos apenas imaginar ou estudar em livros... Foi por causa dessa obra que um dia resolvi usar o aparelho um dia inteiro, desligado, para ver como era”. A experiência a marcou para sempre: “Ao usá-lo em mim mesma, percebi que pode ser uma experiência bastante incômoda! As pessoas ficam olhando, temerosas em dirigir a palavra a alguém que usa aparelho (...). Foi uma experiência única, porque cheguei ao fim do dia louca pra tirar ‘aquilo’ da orelha!” Ela aprendeu a ser mais flexível com seus pequenos pacientes: “Antes eu sempre obrigava minhas crianças a usarem o aparelho o tempo todo e não tirá-los de jeito nenhum... Resultado: elas arrancavam os aparelhos no primeiro deslize da mãe! Hoje, já não exijo que elas o usem o dia todo”.
Compreender melhor seus pacientes
Se as pessoas atendidas por este seleto grupo de fonoaudiólogas acabam tendo uma percepção mais realista do aparelho auditivo e encarando, dessa forma, de maneira mais positiva o processo de adaptação, talvez se possa tirar algumas lições desta experiência. Os profissionais que a conhecem, com efeito, acabaram compreendendo melhor seus pacientes, não só por experimentarem a amplificação sonora, mas também o desconforto associado à prótese e – igualmente importante – a inevitável sensação de estranheza causada pelo preconceito. Em outras palavras, adentraram de fato no muitas vezes intangível universo da pessoa com déficit auditivo.
Para a fonoaudióloga Sandra Braga, da Audibel, isso está se tornando uma tendência entre os profissionais, até porque “algumas queixas dos pacientes são relativas à qualidade do som e para tanto temos que avaliar o som escutando o aparelho”. Camila Quintino, da Starkey, concorda: “Eu trabalho muito com treinamento (...) e sempre recomendo escutar os aparelhos. Enfatizo sempre que, somente quando escutamos os aparelhos, entendemos realmente o que está acontecendo ou mudando, conforme alteramos os controles. Acredito que essa é a melhor forma de relacionar a teoria com a prática, ou seja, entender realmente as mudanças e funcionamento do circuito do aparelho auditivo. Na minha opinião isso se tornou mais claro desde que comecei a atuar com aparelhos auditivos, eu aprendi e aprendo melhor desta forma. Muitas ‘fonos’ do meu convívio fazem isso também.”
“É fácil falar, difícil é agir !”
De fato, nada como a própria experiência. Mas, ao que tudo indica, levará algum tempo para que os profissionais não-adaptados a vejam com mais naturalidade. Embora alguns temam, não sem razão, o risco de trauma causado pela amplificação sonora numa audição normal, a experiência de usar o aparelho auditivo merece ser conhecida, e é possível que venha a surpreender muitos audiologistas, fazendo-os pensar duas vezes antes de mandar uma criança em processo de adaptação usar a prótese o dia inteiro... Afinal, a teoria é uma coisa e a prática, outra. Como disse Polliana: É fácil falar, difícil é agir !”
Realmente. Como qualquer nova abordagem, esta também tem encontrado certa resistência, e a experiência de usar a prótese auditiva permanece desconhecida para muitos fonoaudiólogos. Seja como for, não resta dúvida de que os poucos que tiveram um contato mais a fundo com o aparelhinho auditivo tiraram preciosas lições da experiência. Como lembra Polliana: “Certa vez, uma criança viu que eu estava com o AASI e, por ela estar com uma otite, perguntou o que era aquilo nos meus ouvidos. Ela parecia confusa, mas quando eu respondi que era para ouvir melhor, ela imediatamente abriu um sorriso e pediu um igual pro pai... aquele momento foi realmente gratificante – inesquecível”.
Veja uma reportagem muito interessante sobre profissionais que trabalham adaptando próteses auditivas e que também usam esse tipo de próteses.
Como no mundo da Net muita coisa interessante desaparece copiei a matéria e deixo o link acima com os créditos do autor do blog.
QUANDO A EXPERIÊNCIA FAZ A DIFERENÇA
Polliana faz parte de um raro grupo de audiologistas que é usuário de AASI
Existe, no Brasil, um seleto grupo de audiologistas que, por serem usuários de aparelhos auditivos, acabam tendo uma maior aproximação com os pacientes durante a prática terapêutica. A experiência pessoal com o AASI, de fato, revela tantas nuances do processo de adaptação auditiva que pode estar se tornando uma tendência entre os outros profissionais.
“Ser usuária de AASI”, diz a fonoaudióloga Polliana Capellini Saccon, “tem enorme influência na terapia e no entendimento com o paciente. Ele vê que eu estou bem, falo normalmente, sou ‘bem resolvida’, é possível acertar na adaptação, é possível o uso ser ‘confortável’...”. Pós-graduanda em audiologia clínica pelo Hospital AC Camargo e atualmente atendendo em clínicas de Laranjal e Tietê, no interior paulista, Polliana faz parte de um raro grupo de profissionais da área da reabilitação e mesmo da audiologia. Por ser uma das poucas fonoaudiólogas do país com perda auditiva bilateral e usuária da própria prótese que recomenda na prática clínica, ela tem mais facilidade para se pôr no lugar – e assim compreender melhor – os seus pacientes.
“Ser usuária de AASI”, diz a fonoaudióloga Polliana Capellini Saccon, “tem enorme influência na terapia e no entendimento com o paciente. Ele vê que eu estou bem, falo normalmente, sou ‘bem resolvida’, é possível acertar na adaptação, é possível o uso ser ‘confortável’...”. Pós-graduanda em audiologia clínica pelo Hospital AC Camargo e atualmente atendendo em clínicas de Laranjal e Tietê, no interior paulista, Polliana faz parte de um raro grupo de profissionais da área da reabilitação e mesmo da audiologia. Por ser uma das poucas fonoaudiólogas do país com perda auditiva bilateral e usuária da própria prótese que recomenda na prática clínica, ela tem mais facilidade para se pôr no lugar – e assim compreender melhor – os seus pacientes.
A audiologista Samira Camargo Baus:
"Usar aparelhos auditivos influencia de maneira positiva no processo de adaptação"
“Influência positiva”
Samira Camargo Baus, do Hermany Audiologic Instruments, de Florianópolis, também faz parte deste grupo. Usuária de aparelhos auditivos desde 2002, ela tem plena consciência de como o fato de ser adaptada otimizou sua prática terapêutica. “Isto influencia de maneira positiva no processo de adaptação com meus pacientes. O fato de eu ser uma jovem-adulta, usar aparelhos há anos e ter uma excelente adaptação e aceitação dos mesmos contribui para quebrar o estigma e preconceito de que próteses são para pessoas idosas e que é muito difícil de se adaptar aos aparelhos auditivos...” Ela dá um exemplo: “Um jovem tinha dificuldades em aceitar a perda auditiva e o uso dos aparelhos. Quando ele me conheceu, e soube que eu usava aparelhos auditivos, sentiu-se seguro para fazer perguntas (...). Hoje, além de ter tido sucesso na adaptação bilateral, este rapaz se apresenta como uma pessoa mais segura e confiante.” Ela garante que a sua experiência foi bastante válida não só para sua formação, como a de suas próprias colegas de classe. “ No período acadêmico, fui convidada a dar depoimentos para colegas de graduação. A relação da teoria com a prática foi muito proveitosa”. Apesar de ter consciência do seu diferencial, ela está sempre se aprimorando. E dá um recado a outros profissionais: “No caso do fonoaudiólogo atuar com aparelhos auditivos, minha recomendação é atualizar-se técnico-cientificamente. Isto é o que tenho procurado fazer, pois as mudanças tecnológicas nessa área são muito rápidas.”
De fato, um universo em constante mutação – e não só da tecnologia. Seja pelo imperativo de conhecer melhor o produto, seja pela necessidade prática de vivenciar a experiência de seus pacientes, alguns audiologistas, não satisfeitos em apenas ´escutar´ o acessório, estão tentando novas abordagens com o aparelho auditivo, a fim de ter uma experiência mais real e próxima da de uma pessoa adaptada.

A experiência de usar a prótese mudou a abordagem profissional de Larissa
Testar o acessório em si mesma
Larissa Coutinho Fonseca, da clínica Limiar, de Porto Velho, é um deles. Por ter um irmão mais novo usuário de aparelho auditivo, ela acabou se habituando desde cedo com o universo da fonoaudiologia, e foi assim que se apaixonou pela área e decidiu seguir a profissão. Apesar de toda sua prática – tanto pessoal como profissional – e mesmo não tendo perda auditiva, ela resolveu dar um passo além: testar o acessório em si mesma. “Não gosto de usar o termo ‘deficiência auditiva’ e também não concordo quando a Fonoaudiologia tenta “clinicalizar” a surdez, como algo ruim que precisa ser curado. Conheço pessoas que usam aparelho auditivo que são tão ou mais brilhantes que muitas pessoas aparentemente sem nenhum problema. Foi por isso que me interessei imediatamente pelo livro Manual Bem-Humorado dos Privilegiados Auditivos. Ouvir a história do ponto de vista de alguém que sente na pele diariamente o que nós podemos apenas imaginar ou estudar em livros... Foi por causa dessa obra que um dia resolvi usar o aparelho um dia inteiro, desligado, para ver como era”. A experiência a marcou para sempre: “Ao usá-lo em mim mesma, percebi que pode ser uma experiência bastante incômoda! As pessoas ficam olhando, temerosas em dirigir a palavra a alguém que usa aparelho (...). Foi uma experiência única, porque cheguei ao fim do dia louca pra tirar ‘aquilo’ da orelha!” Ela aprendeu a ser mais flexível com seus pequenos pacientes: “Antes eu sempre obrigava minhas crianças a usarem o aparelho o tempo todo e não tirá-los de jeito nenhum... Resultado: elas arrancavam os aparelhos no primeiro deslize da mãe! Hoje, já não exijo que elas o usem o dia todo”.
Compreender melhor seus pacientes
Se as pessoas atendidas por este seleto grupo de fonoaudiólogas acabam tendo uma percepção mais realista do aparelho auditivo e encarando, dessa forma, de maneira mais positiva o processo de adaptação, talvez se possa tirar algumas lições desta experiência. Os profissionais que a conhecem, com efeito, acabaram compreendendo melhor seus pacientes, não só por experimentarem a amplificação sonora, mas também o desconforto associado à prótese e – igualmente importante – a inevitável sensação de estranheza causada pelo preconceito. Em outras palavras, adentraram de fato no muitas vezes intangível universo da pessoa com déficit auditivo.
Para a fonoaudióloga Sandra Braga, da Audibel, isso está se tornando uma tendência entre os profissionais, até porque “algumas queixas dos pacientes são relativas à qualidade do som e para tanto temos que avaliar o som escutando o aparelho”. Camila Quintino, da Starkey, concorda: “Eu trabalho muito com treinamento (...) e sempre recomendo escutar os aparelhos. Enfatizo sempre que, somente quando escutamos os aparelhos, entendemos realmente o que está acontecendo ou mudando, conforme alteramos os controles. Acredito que essa é a melhor forma de relacionar a teoria com a prática, ou seja, entender realmente as mudanças e funcionamento do circuito do aparelho auditivo. Na minha opinião isso se tornou mais claro desde que comecei a atuar com aparelhos auditivos, eu aprendi e aprendo melhor desta forma. Muitas ‘fonos’ do meu convívio fazem isso também.”
“É fácil falar, difícil é agir !”
De fato, nada como a própria experiência. Mas, ao que tudo indica, levará algum tempo para que os profissionais não-adaptados a vejam com mais naturalidade. Embora alguns temam, não sem razão, o risco de trauma causado pela amplificação sonora numa audição normal, a experiência de usar o aparelho auditivo merece ser conhecida, e é possível que venha a surpreender muitos audiologistas, fazendo-os pensar duas vezes antes de mandar uma criança em processo de adaptação usar a prótese o dia inteiro... Afinal, a teoria é uma coisa e a prática, outra. Como disse Polliana: É fácil falar, difícil é agir !”
Realmente. Como qualquer nova abordagem, esta também tem encontrado certa resistência, e a experiência de usar a prótese auditiva permanece desconhecida para muitos fonoaudiólogos. Seja como for, não resta dúvida de que os poucos que tiveram um contato mais a fundo com o aparelhinho auditivo tiraram preciosas lições da experiência. Como lembra Polliana: “Certa vez, uma criança viu que eu estava com o AASI e, por ela estar com uma otite, perguntou o que era aquilo nos meus ouvidos. Ela parecia confusa, mas quando eu respondi que era para ouvir melhor, ela imediatamente abriu um sorriso e pediu um igual pro pai... aquele momento foi realmente gratificante – inesquecível”.
Artigo publicado na revista Audio-Infos #10.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Beethoven e Goya - Como perderam a audição
Surdez em Viena
Foi em Viena que lhe surgiram os primeiros sintomas da sua grande tragédia. Foi-lhe diagnosticado, por volta de 1796, tinha Ludwig os seus 26 anos de idade, a congestão dos centros auditivos internos, o que lhe transtornou bastante o espírito, levando-o a isolar-se e a grandes depressões.
Ó homens que me tendes em conta de rancoroso, insociável e misantropo, como vos enganais. Não conheceis as secretas razões que me forçam a parecer deste modo. Meu coração e meu ânimo sentiam-se desde a infância inclinados para o terno sentimento de carinho e sempre estive disposto a realizar generosas acções; porém considerai que, de seis anos a esta parte, vivo sujeito a triste enfermidade, agravada pela ignorância dos médicos.
— Ludwig van Beethoven, in Testamento de Heilingenstadt, a 6 de Outubro de 1802
Consultou vários médicos, inclusive o médico da corte de Viena. Fez curativos, realizou balneoterapia, usou cornetas acústicas, mudou de ares; mas os seus ouvidos permaneciam enrolados. Desesperado, entrou em profunda crise depressiva e pensou em suicidar-se.
Devo viver como um exilado. Se me acerco de um grupo, sinto-me preso de uma pungente angústia, pelo receio que descubram meu triste estado. E assim vivi este meio ano em que passei no campo. Mas que humilhação quando ao meu lado alguém percebia o som longínquo de uma flauta e eu nada ouvia! Ou escutava o canto de um pastor e eu nada escutava! Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou!
— Ludwig van Beethoven, in Testamento de Heilingenstadt, a 6 de Outubro de 1802
Beethoven, por Joseph Mähler
Embora tenha feito muitas tentativas para se tratar, durante os anos seguintes, a doença continuou a progredir e, aos 46 anos de idade (1816), estava praticamente surdo. Porém, ao contrário do que muitos pensam, Ludwig jamais perdeu a audição por completo, muito embora nos seus últimos anos de vida a tivesse perdido, condições que não o impediram de acompanhar uma apresentação musical ou de perceber nuances timbrísticas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwig_van_Beethoven
Livros8 de dezembro de 2004
Trecho do livro Beethoven, a Músicae a Vida, de Lewis Lockwood
O MUNDO INTERIOR E O MUNDO EXTERIOR DE BEETHOVEN
Isolamento e surdez
Dois elementos da vida doméstica de Beethoven preencheram os últimos dez anos como motivos persistentes de uma das suas obras mais importantes: o isolamento e a obsessão. À medida que seu ouvido se deteriorava, ele não podia mais compreender o que as pessoas diziam sem a ajuda de uma corneta acústica, e, mesmo assim, às vezes, de maneira precária. Acabou surgindo a necessidade de as pessoas escreverem o assunto e o propósito de suas conversas com ele. Então, a partir de 1818, Beethoven manteve blocos de papel e lápis prontos para os visitantes e os amigos registrarem suas declarações, mensagens e questões, em lugar de gritá-las. Beethoven lia o que eles escreviam e, em geral, respondia verbalmente, não escrevendo, a menos que eles quisessem que o comentário permanecesse confidencial, como ele mesmo queria de vez em quando. De uma maneira geral, os "Cadernos de Conversação", como foram chamados, consistiam em comunicações de mão única. Beethoven e aqueles que ficavam ao seu lado conseguiram juntar muitos desses cadernos ao longo dos anos, entre 1818 e 1827, e mesmo em sua forma unilateral eles fornecem uma reflexão sobre sua vida privada e os tópicos de interesse, dele e do seu círculo. Eles abordam com assuntos pessoais e gerais, desde música até política, de preços de vinhos a planos de publicação, de mexericos a opiniões sérias, emitidas pelo compositor e por aqueles que o cercavam. Como exemplo, em fevereiro de 1820, Carl Bernard, jornalista que freqüentava o círculo de Beethoven, escreveu que "a ópera de Meyerbeer (Emma von Leicester) fracassou feio - é pura imitação de Rossini". Uns meses depois, o mesmo Bernard deu a Beethoven sua opinião de que lorde Byron "certamente tem mais imaginação e sentimentos mais profundos do que qualquer outro poeta vivo. The Corsar (O corsário), sobretudo, daria uma boa ópera".
Goya e a surdez
A doença
Em 1792, numa viagem a Andaluzia, contraiu uma doença séria e desconhecida, transmitida por seu amigo Sebastián Martínez, ficando temporariamente paralítico, parcialmente cego e totalmente surdo. Com a doença, perdeu sua vivacidade, seu dinamismo, sua autoconfiança. A alegria desapareceu lentamente de suas pinturas, as cores se tornaram mais escuras e seu modo de pintar ficou mais livre e expressivo. Parcialmente recuperado, retornou a Madrid no verão de 1793 e continuou a trabalhar como artista da Corte, porém buscou outras inspirações para expressar sua fantasia e invenção sem limite, o que as obras sob encomenda não lhe permitiam.
Devido à doença, Goya passou a não ter mais muito respeito pela aristocracia, expondo nas suas pinturas as verdadeiras identidades e as fraquezas dos modelos. Um exemplo é o retrato do rei Fernando VII de Espanha. Seus retratos deste período mostram, todavia, a sua fascinação pelas mulheres e pelas crianças, não igualada por nenhum outro artista, com a possível exceção de Renoir. Dois retratos de mulheres, executados nessa época, mostram claramente essa qualidade: "Doña Antonia Zarate", orgulhosa, ereta, coquete e algo triste; e a "Condesa de Chinchón", o mais terno de seus retratos de mulheres, no qual o rosto infantil e a postura frágil dos ombros contrastam com o traje elegantemente pintado. Estes retratos foram como um último adeus às alegrias da vida, porque pouco depois Goya se exilou em sua Quinta Del Sordo, em Madrid. As guerras napoleônicas vieram e se foram, e os horrores sofridos pelos espanhóis deixaram um Goya amargo, transformando a sua arte em um ataque contra a conduta insana dos seres humanos, passando a retratar a falta de sentido do sofrimento humano, tanto injusto como não merecido.
Entre os anos de 1810 e 1814, produziu sua famosa série de pinturas "Los Desastres de la Guerra" e suas duas obras primas "El Segundo de Mayo 1808" e "El Tercero de Mayo 1808". Estas pinturas demonstram um uso de cores extremamente poderoso e expressivo. Pela primeira vez, a guerra foi descrita como fútil e sem glória, e pela primeira vez não havia heróis, somente assassinos e mortos.
Em 1821, a Inquisição abriu um processo contra Goya por considerar obscenas as suas "Majas", mas o pintor conseguiu livrar-se, sendo-lhe restituída a função de "Primeiro Pintor da Câmara".
http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Goya
sábado, 20 de dezembro de 2008
Deficiente auditivo ou surdo?

Porque preferimos usar a denominação SURDOS neste blog?
Há alguma controvérsia no assunto, alguns consideram SURDO quem nasceu surdo e usa preferencialmente a língua de sinais, preferindo chamar os demais de DEFICIENTES AUDITIVOS.
Depois de algumas discussões em nossa equipe, lendo textos legais, científicos e também o uso comum das palavras surdo e surdez optamos por essa denominação para sermos mais abrangentes.
Como nosso interesse é centrado no uso da Língua Portuguesa para nossa integração social e cultural e queremos acolher todos os surdos ou deficientes auditivos que nela se expressam chegamos ao SULP - Surdos Usuários da Língua Portuguesa.
Não importa seu grau de perda auditiva, se usa aparelhos, implantes, se nasceu surdo ou perdeu a audição mais tarde. Se você se comunica usando a Língua Portuguesa você é do nosso time: Sulp!
Há alguma controvérsia no assunto, alguns consideram SURDO quem nasceu surdo e usa preferencialmente a língua de sinais, preferindo chamar os demais de DEFICIENTES AUDITIVOS.
Depois de algumas discussões em nossa equipe, lendo textos legais, científicos e também o uso comum das palavras surdo e surdez optamos por essa denominação para sermos mais abrangentes.
Como nosso interesse é centrado no uso da Língua Portuguesa para nossa integração social e cultural e queremos acolher todos os surdos ou deficientes auditivos que nela se expressam chegamos ao SULP - Surdos Usuários da Língua Portuguesa.
Não importa seu grau de perda auditiva, se usa aparelhos, implantes, se nasceu surdo ou perdeu a audição mais tarde. Se você se comunica usando a Língua Portuguesa você é do nosso time: Sulp!
Deficiência auditiva
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Deficiência auditiva ou surdez é a incapacidade parcial ou total de audição. Pode ser de nascença ou causada posteriormente por doenças.
No passado, costumava-se achar que a surdez era acompanhada por algum tipo de déficit de inteligência. Entretanto, com a inclusão dos surdos no processo educativo, compreendeu-se que eles, em sua maioria, não tinham a possibilidade de desenvolver a inteligência em virtude dos poucos estímulos que recebiam e que isto era devido à dificuldade de comunicação entre surdos e ouvintes. Porém, o desenvolvimento das diversas línguas de sinais e o trabalho de ensino das línguas orais permitiram aos surdos os meios de desenvolvimento de sua inteligência.
Atualmente, a educação inclusiva é uma realidade em muitos países. Fato ressaltado na Declaração de Salamanca que culminou com uma nova tendência educacional e social.
Perda Auditiva e Hipoacúsia
Os conceitos gerais sobre surdez, classificações, técnicas e métodos de avaliação da perda auditiva, características dos diversos tipos de surdez, etc., são fundamentais para compreender as implicações da deficiência auditiva.
O deficiente auditivo é classificado como surdo, quando sua audição não é funcional na vida comum e hipoacústico aquele cuja audição, ainda que deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva. A deficiência auditiva pode ser de origem congênita, causada por viroses materna doenças tóxicas desenvolvidas durante a gravidez ou adquirida, causada por ingestão de remédios que lesam o nervo auditivo, exposição a sons impactantes, viroses, predisposição genética, meningite, etc.
As hipoacústicas classificam-se em função do grau da perda auditiva, sua ordem e localização. Quando a lesão se localiza no ouvido externo ou no médio é denominada como deficiência de transmissão ou deficiência mista dependendo da intensidade da lesão. Quando se origina no ouvido e no nervo auditivo é dita deficiência interna ou sensorioneural (estágio mais agudo da deficiência).
Mas o conceito de perda auditiva nem sempre é suficiente claro para a pessoa que se depara pela primeira vez com o problema da surdez.O grau de perda auditiva é calculado em função da intensidade necessária para amplificar um som de modo a que seja percebido pela pessoa surda. Esta amplificação mede-se habitualmente em decibéis, como já descrito anteriormente.
Para o caso do ouvido humano, a intensidade padrão ou de referência correspondem à mínima potência de som que pode ser distinguida do silêncio, sendo essa intensidade tomada como O dB. Uma pessoa com audição normal pode captar como limiar inferior, desde -10 dB até + 10 dB. Verifica-se essa progressão se dá de forma exponencial ou seja multiplicando-a por dez. Logo, pressupõem-se que 10 dB tenha uma intensidade dez vezes superior a 0 dB e 30 dB são de uma intensidade vinte vezes superior a 10 dB.
Dessa forma entende-se melhor a grande diferença entre uma pessoa com uma perda de 60 dB, que consideramos hipoacústico, e outro com 100 dB de perda. Tendo em vista que 60 dB é mais ou menos a intensidade de um grito a 1,5 m de distância. Portanto, compreendemos que a diferença entre uma perda de 60 dB e 100 dB.Á última sendo considerada bem mais difícil, para o prognóstico de reabilitação.
Contudo a medida da perda auditiva não é suficiente para medir o real problema de audição que uma pessoa apresenta. Faz-se necessário mensurar também qual o espectro de freqüência que está afetado pela surdez. Considera-se que as perdas auditivas nas freqüências baixas são mais prejudiciais do que as perdas nas freqüências altas. "Para compreendermos a causa disto teremos de analisar a relação entre a freqüência de um som e o tom com que este som se percebe". (CRYSTAL, 1983).
A freqüência de um som é medida em ciclos por segundo ou Hertz (Hz). O ouvido humano percebe sons nas freqüências entre 20Hz e 20.000Hz.
Entretanto a resposta perceptiva ao estímulo sonoro é denominada tom. Porém não há uma relação entre a escala de tons e a escala de freqüências. Mas, podemos tomar como parâmetros a escala de tons. Onde se compara o tom de uma nota musical a exemplo a nota “lá” que poderá apresentar um grau de entonação inferior ou superior dentro da mesma nota “lá”.
Essa variação denomina-se uma oitava. “Ora bem, percebe-se como uma oitava superior a um tom dado, o som, em termos físicos, dobra a freqüência do primeiro. Desta forma, embora entre 2000 Hz e 4000 Hz haja uma distância física de freqüência menos do que entre 100Hz e 2000Hz, porém à distância perceptiva de tons é muito maior”. (FRY et. al., 1982).
Comparando esses valores percebemos que entre 2000Hz e 100 Hz há mais de quatro oitavas, porque de 2000Hz para 1000Hz há uma oitava, ou seja, a metade da sua freqüência. Por tanto de 2000Hz para 1000Hz há uma oitava, de 1000Hz para 500Hz também há uma oitava, de 500Hz a 250Hz há outra e de 250Hz a 125Hz há outra. Entendemos agora por que as perdas auditivas nas freqüências baixas são de muito pior prognóstico do que as perdas nas altas freqüências.
Para um diagnóstico correto de uma surdez é preciso fazer uma exploração audiométrica do grau de perda por relação com um espectro de freqüência que vá pelo menos de 125 Hz a 4000 Hz, já que são estas as freqüências mais utilizadas na fala humana.(CASANOVA, 1988).
Outro problema que deve ser levado em consideração e a relação entre o limiar auditivo e o limiar doloroso, de forma, a saber, qual o tipo de resíduo auditivo que poderá ser aproveitado para a reabilitação indivíduo surdo. O limiar auditivo corresponde ao nível de intensidade necessário para que a pessoa surda perceba o som e este limiar pode ser diferente em cada freqüência. O limiar doloroso é o ponto em que a intensidade sonora produz dor à pessoa. A distância que vai do limiar auditivo ao limiar de dor é o que se chama de resíduo auditivo utilizável.
O professor pode suspeitar de casos de deficiência auditiva entre seus alunos quando observar os seguintes sintomas: Excessiva distração; freqüentes dores de ouvido ou ouvido purgante; dificuldade de compreensão; intensidade da voz, inadequada para a situação, muito alta ou baixa ou quando a pronúncia dos sons é incorreta.
Legendas na TV e no cinema
http://br.youtube.com/watch?v=HS67s4J1Ucopara ver vídeo da campanha por legendas no cinema nacional clique acima:
Proposição: PL-3395/2008 -> Íntegra disponível em formato pdf
Autor:
Dr. Talmir - PV /SP Data de Apresentação: 13/05/2008 Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário Regime de tramitação: PrioridadeApensado(a) ao(a): PL-3979/2000 Situação: CCJC: Tramitando em Conjunto.
Ementa: Dispõe sobre a veiculação de legendas ocultas em telejornais.
Explicação da Ementa: Altera a Lei nº 10.098, de 2000.
Indexação: Alteração, Lei da Acessibilidade, obrigatoriedade, emissora, televisão, televisão aberta, televisão por assinatura, televisão via cabo, inclusão, dispositivo, opção, legenda, telejornal, acesso, pessoa portadora de deficiência, deficiente auditivo, surdo.
Despacho: 20/5/2008 - Apense-se à(ao) PL-3979/2000. Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário Regime de Tramitação: Prioridade Legislação Citada Obs.: o andamento da proposição fora desta Casa Legislativa não é tratado pelo sistema, devendo ser consultado nos órgãos respectivos.
ESTENOTIPIA, O QUE É?
O termo estenotipia advém do grego "stenos" - que significa curto, abreviado e "typos", impressão. É utilizado para designar a maneira pela qual se obtém o registro do que é falado, através de uma máquina, em tempo real, ou seja, na mesma velocidade com que as palavras são pronunciadas.O trabalho do estenotipista consiste em ouvir as palavras que estão sendo ditas, traduzí-las para os códigos que aprendeu durante o curso e estenotipá-las na máquina, chamada estenótipo. O estenótipo é ligado a um computador através de um cabo especial que transmite os códigos estenotipados (digitado no estenótipo) para um programa próprio no computador que, por sua vez, traduz os códigos de volta para o português. Assim, à medida que a pessoa vai falando e o estenotipista vai transcrevendo sua fala é gerado um arquivo de texto no computador, o que possibilita que, logo terminada a exposição do falante, seja impresso tudo o que foi dito.Praticamente o único recurso de informática que um estenotipista usa, além do programa que transforma os códigos em português, é o Microsoft Word, encontrado na maioria dos computadores. É nele que é feita a correção e finalização dos textos apanhados que não são para Closed Caption, pois os que são para Closed Caption vão diretamente para as televisões, sem passar por uma correção antes, por isso algumas vezes aparecem erros na legenda.Enfim, onde houver uma palavra falada e a necessidade de seu registro e transcrição, a estenotipia é o melhor e mais rápido sistema para isso.Áreas de atuaçãoA estenotipia tem utilidade em diversas áreas. Ela pode ser usada para transcrever em:tribunais;casas legislativas;palestras;pesquisas;seminários;reuniões;entrevistasdegravação de fitas k7, de vídeo e CD's; etodo evento em que se necessite do que foi falado na forma de texto.Como pode ser observado, a estenotipia tem uma diversidade de utilização muito extensa, podendo ser usada para uma simples digitação de trabalho de faculdade como também para o registro de sessões plenárias no Senado Federal ou Câmara dos Deputados.Modalidades de serviço:(Para todas as modalidades é necessária a gravação da reunião em fitas k7).1. Transcrição em tempo real - O apanhamento é realizado no mesmo local onde ocorre a reunião. Após a reunião, os estenotipistas corrigem o apanhamento utilizando as fitas k7 e fazem a revisão ortográfica. O trabalho final é entregue encadernado e em disquete no prazo acordado entre as partes. A estrutura necessária para esta modalidade é mínima: uma mesa, duas cadeiras e ponto de energia.2. Transcrição em tempo real com entrega imediata - O apanhamento é realizado no mesmo local onde ocorre a reunião, sendo que a revisão do trabalho é feita simultaneamente. O trabalho final é entregue em disquete até 2 (duas) horas após o término da reunião. Para esta modalidade é necessária uma estrutura mais elaborada, se possível com disponibilização de uma sala contígua para abrigar dois computadores e os profissionais revisores.
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Postado por Cristina Ferber
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