terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

GUIA DO IMPLANTE COCLEAR - PORTAL DO OTORRINO

http://portalotorrino.com.br/guia-online-do-implante-coclear/

IMPLANTE COCLEAR BINAURAL


TEXTO encontrado por

Diéfani Favareto Piovezan

HCFMRP-USP faz primeiras cirurgias de implante coclear binaural

coclearPossibilidades de redução de custo do implante e melhora a detecção do som em ambientes com ruído.
No início do segundo semestre, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP realizou duas cirurgias com o implante coclear binaural em pacientes adultos com perda total da audição nas duas orelhas. A técnica chegou este ano ao Brasil e pode ser uma alternativa mais eficiente ao implante unilateral (em apenas uma orelha), além de custar mais barato do que o bilateral (duas orelhas).
Segundo o médico Miguel Angelo Hyppolito, professor do Setor de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, muitos serviços de saúde públicos e centros especializados recomendam o implante coclear unilateral (ao invés do bilateral) devido a questões de não cobertura pelo SUS, pelo custo, possibilidade de preservação da outra orelha para tecnologias futuras, risco adicional de uma segunda cirurgia. “Porém, o implante bilateral melhora a percepção da fala em ambientes ruidosos quando comparado ao unilateral. Além disso, há o ‘efeito sombra’ no unilateral: o som que chega do lado sem implante não chega da mesma forma na orelha com implante”.
A alternativa do implante coclear binaural deve beneficiar os pacientes com a possibilidade de, em um procedimento único, as duas orelhas serem implantadas com menores custos aos serviços de saúde. “Neste tipo de implante um único implante é responsável por promover estimulação em ambas as cócleas (parte interna do ouvido).”
O implante binaural é indicado para as pessoas com mais de 18 anos, com “perda auditiva neurossensorial grave a profunda”; aquela em que se “perde” as células de dentro do ouvido, sem a possibilidade de recuperação. “Neste tipo e grau de perda o aparelho auditivo da pessoa fica normal, mas quando o som tem que ser transmitido para a orelha interna, não existem as células que vão captar esse som e transformá-lo em  sinal elétrico para o nervoauditivo”, explica o professor.
Para receber o implante binaural, a pessoa precisa ter perda total da audição nos dois ouvidos ou uma perda que não pode ser resolvida pelos aparelhos auditivos convencionais. O procedimento ainda não é indicado para crianças.
Binaural - O dispositivo do implante binaural corresponde a um único receptor-estimulador conectado a dois feixes de eletrodos, responsáveis por estimular as fibras neurais remanescentes em ambas as cócleas, simultaneamente e sincronicamente. Cada feixe apresenta 12 eletrodos, conectados a um eletrodo terra, totalizando 24 canais ativos de estimulação e velocidade de até 24.000 pulsos por segundo. Um microfone contralateral é conectado ao processador de fala convencional, que analisa separadamente os sinais de entrada originados das duas orelhas, e os envia de forma sincrônica para os eletrodos posicionados nas diferentes cócleas, proporcionando, dessa forma, uma audição binaural.
Funcionamento – “O implante binaural capta o som, que é uma onda mecânica, transforma-o em sinal elétrico e esse estimula os neurônios que ficam dentro do ouvido, os chamados neurônios do gânglio espinhal. São esses neurônios que encaminham para o cérebro a resposta elétrica com os tipos de som, determinados pela frequência”, explica.
A cirurgia para implantar o bianural é semelhante à bilateral, mas é mais rápida. Dura cerca de duas horas. O eletrodo maior fica embaixo do couro cabeludo. São feitas duas incisões, uma em cada orelha para introduzir os eletrodos. “O dispositivo é ligado 30 ou 40 dias após a cirurgia. Não é de imediato que a pessoa começa a ouvir. É preciso esse prazo para que ocorra a cicatrização, diminuição do inchaço e estabilização do aparelho, que é a unidade interna implantada”.
O paciente já começa a perceber os sons com a ativação do implante e progressivamente os estímulos são aumentados para o cérebro ir se adaptando. “A pessoa passa a ouvir os sons muito próximos ao natural”.
O professor informou que o implante binaural passou a ser adotado no Hospital das Clínicas, mas dentro das limitações do SUS. Atualmente, o hospital é autorizado a realizar 40 procedimentos cirúrgicos de implantes auditivos por ano.
Mais informações: site www.fmrp.usp.br/auditivo
Referência: Portal de Informações da USP / Ribeirão Preto – Por : Hérika Dias – Imagem: www.brainwavelove.com



http://www.fmrp.usp.br/hcfmrp-usp-faz-primeiras-cirurgias-de-implante-coclear-binaural/

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

VOLTAR A OUVIR COM O IMPLANTE COCLEAR - LAK LOBATO ENTREVISTADA POR JAIRO MARQUES

RESUMO - A publicitária Lakshmi Lobato, 37, viveu a maior parte da vida entendendo as palavras faladas apenas com leitura labial. Ficou surda aos nove, após uma caxumba. Há dois anos, fez cirurgia de implante coclear, com maior taxa de sucesso em crianças, e voltou a se encontrar com sons. O caso é considerado exemplar por médicos. Escreveu "Desculpe, Não ouvi!" e foi a Londres falar inglês.
*
Até 23 anos, achei que jamais falaria outro idioma, porque não ouvia os sons. Aprendi a ler e a escrever em inglês, mas falar, nem pensar. Poder agora realizar esse sonho me deixou em pânico, mas é um desafio. Vou testar meus limites

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sábado, 21 de fevereiro de 2015

PALESTRAS SOBRE LEGENDAGEM E AUDIODESCRIÇÃO 12 E 13 DE MARÇO NA CINEMATECA BRASILEIRA

SEXTA-FEIRA, 20 DE FEVEREIRO DE 2015

Inscrições abertas para ciclo de palestras sobre legendagem e audiodescrição na Cinemateca Brasileira

A Cinemateca Brasileira, localizada no bairro de Vila Mariana em São Paulo, realiza, nos dias 12 e 13 de março, o 1º Encontro Latino-Americano de Legendas e Audiodescrição, dirigido a profissionais e estudantes de tradução, legendagem, audiodescrição e audiovisual. O evento conta com profissionais renomados, como a argentina Monica Bartolomé (tradutora do castelhano para o inglês do filme “O Segredo de seus Olhos”, de Juan José Campanella) e as brasileiras Élida Gama, Sabrina Martinez e Soraya Ferreira Alves.
Ministério da Cultura - Cinemateca Brasileira
Serão enfocados temas como legenda para surdos e ensurdecidos e a audiodescrição como meios de acesso ao conteúdo audiovisual; as particularidades da tradução para legendas; a legenda como forma de internacionalização do audiovisual; a responsabilidade do legendador, além da formação e da qualificação necessárias para um bom profissional da área.
O evento será composto por palestras, mesas redondas e oficinas, com uma carga horária de nove horas. Serão oferecidas 25 vagas para profissionais e estudantes. Interessados em participar devem enviar currículo para o e-mail 1legaudio@gmail.com até 26 de fevereiro. Mais informações pelo telefone: (61)2024 2821/2024 2758.
Fonte: Cinemateca Brasileira

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

É UM MITO QUE ALUNO SURDO NÃO ESCREVE BEM...SE UMA MINORIA TEM DIFICULDADE ISSO NÃO PODE SER ATRIBUIDO A TODOS.





CANSEI DE LER ALEGAÇOES DE ALGUNS GRUPOS PEDINDO UMA CORREÇÃO MAIS FACILITADA PARA ALUNOS SURDOS EM PROVAS DE LÍNGUA PORTUGUESA.
O FATO DE QUE ALGUNS ALUNOS, QUE USAM A LÍNGUA DE SINAIS NÃO SE SAIAM BEM EM PROVAS DE PORTUGUÊS NÃO PODE SER ESTENDIDO A TODOS OS SURDOS, DE MANEIRA GERAL.
A MAIORIA DOS SURDOS QUE PODE OUVIR USANDO PRÓTESES AUDITIVAS,QUE TEM LEITURA LABIAL E FREQUENTA ESCOLAS REGULARES NÃO ENCONTRA DIFICULDADES. MUITA LEITURA, USO DE DICIONÁRIO E ESFORÇO PESSOAL AJUDAM A SUPERAR POSSÍVEIS DIFICULDADES DE QUEM NÃO OUVE.

Selecionei algumas matérias que mostram justamente isso, alunos surdos que escrevem muito bem e tiram ótimas notas.








Aos 14, garoto com 50% da audição tira nota mil na redação do Enem



Vários elementos na história de Cezar Vitor Vieira Pinheiro, 14, poderiam ter empurrado sua nota na redação do Enem para o grupo de meio milhão de candidatos que tiraram zero: ele ainda não cursa o ensino médio, é de uma região pobre e tem uma deficiência. Mesmo assim, cravou mil, a nota máxima, feito de apenas 250 candidatos.
Filho de uma família de classe média baixa -o pai é comerciante, e a mãe, professora- Cezar faz o 9º ano do ensino fundamental em São Sebastião do Maranhão, cidade com cerca de 10 mil habitantes nas proximidades do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
Estuda em uma escola estadual com nota 4,4 no Ideb, índice nacional de qualidade da educação, abaixo da média do Estado, de 4,7.
Alexandre Rezende/Folhapress
Cezar Pinheiro, na casa de seu tio; o estudante afirma que 'vai além da escola
Cezar Pinheiro, na casa de seu tio; o estudante afirma que 'vai além da escola'
Aos três anos de idade, perdeu parte da audição após uma febre alta repentina. Atualmente, sua perda auditiva é de 50% em cada ouvido. Usa aparelho, mas tem dificuldade de falar ao telefone e precisa prestar atenção extra para entender o conteúdo passado por professores.
No ano passado, fez o Enem para testar seu desempenho. Além da redação perfeita, tirou notas acima da média em todas as áreas.
"Sempre fui estudioso e com frequência estou com um livro na mão ou lendo uma reportagem. Vou além do que a escola me dá", diz.
Uma das suas obras preferidas é o best-seller "A Cabana", de William P. Young, e um de seus autores nacionais preferidos é Machado de Assis. Gosta de filmes de ação e sobre história.
O estilo nerd, porém, não cola totalmente em Cezar, que se diz "muito vaidoso" e trabalha o cabelo minuciosamente com gel, ao estilo de seu ídolo, o jogador Cristiano Ronaldo, do Real Madrid. "Faz sucesso com a mulherada."
FUTURO
Daqui a três anos, quando fará o Enem para valer, o tema de redação dos sonhos de Cezar seria "eficácia dos programas sociais" -no ano passado, ele teve que escrever sobre publicidade infantil.
Cezar pensa em cursar medicina ou direito. Antes disso, quer fazer o ensino médio em uma escola federal de BH.
"O fato de ter passado por muitos médicos me faz querer ajudar outras pessoas com a medicina. Mas ainda não decidi", conta o garoto.
O apoio dos pais, a dedicação ao estudo e o amor à leitura são os recursos de Cezar para se sobrepor às dificuldades aparentes que tem para ser um bom aluno.
"Sei muito bem tudo o que tenho de superar e contra o que eu tenho de lutar", diz.
Para ele, muita gente tira zero na redação porque não se dedica. "Adolescentes se empolgam com as surpresas dessa fase da vida e se esquecem de dividir o tempo entre o lazer e o estudo." 

OUTRA ALUNA COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA E ÓTIMO RESULTADO: 






quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

ÓTIMO TEXTO DE LAK LOBATO SOBRE A "COMPETIÇÃO" ENTRE TECNOLOGIAS PARA AJUDAR A OUVIR...

Implante Coclear (IC) Versus Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI)

sábado, 3 de janeiro de 2015

APARELHO AUDITIVO FABRICADO NO BRASIL = QUE FIM LEVOU O PROJETO?

http://www.usp.br/agen/?p=17808


FMUSP desenvolve aparelho auditivo digital de baixo custo
Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) desenvolveram um aparelho auditivo digital de baixo custo a partir de componentes padronizados. Trata-se de um modelo “genérico” de aparelho auditivo retroauricular (usado atrás da orelha), batizado de Manaus, que apresenta, entre os diferenciais, autonomia de 440 horas com uma bateria e quatro programas de adaptação, além de baixo custo operacional (aquisição e manutenção). Outra vantagem é ser um produto nacional em um mercado dominado por empresas internacionais.
Podem ser criados vários produtos a partir da plataforma eletrônica genérica
“O Manaus apresenta um custo de produção artesanal de US$140,13, considerado baixo quando comparado aos disponíveis no mercado”, conta o engenheiro eletrônico Sílvio Penteado, do Laboratório de Investigações Acústicas (LIA) da FMUSP e autor de uma tese de doutorado sobre o tema. “Numa produção seriada esse preço poderia chegar a US$100,00”, completa. De acordo com Penteado, o projeto envolve uma plataforma eletrônica genérica, a qual permite o desenvolvimento de próteses auditivas de vários tipos.
A pesquisa de Penteado foi defendida em agosto de 2009, sob a orientação do professor Ricardo Ferreira Bento, do Departamento de Otorrinolaringologia da FMUSP, coordenador geral do projeto. A pesquisa teve a co-orientação do professor Nilton Nunes Toledo, da Escola Politécnica da USP.
Penteado conta que a Portaria 587 do Ministério da Saúde classifica os aparelhos auditivos como tecnologia A (básica), tecnologia B (intermediária) e tecnologia C (avançada), de acordo com seus recursos eletroacústicos. Segundo o engenheiro, os aparelhos auditivos disponíveis no mercado são comercializados no varejo com preços que podem chegar a até R$12.000,00 (tecnologia C). Já para o Sistema Único de Saúde (SUS), os valores são de R$525,00 (tecnologia A), R$700,00 (tecnologia B) e R$1.100,00 (tecnologia C). “Esses valores foram definidos pela Nota Técnica Informativa n°004, do Ministério da Saúde, datada de 01 de fevereiro de 2007. Antes disso, os aparelhos eram adquiridos exatamente pelo dobro do preço”, informa Penteado.
“Os aparelhos de tecnologia A são os modelos analógicos e representam 50% das prescrições do SUS. O tipo B é o intermédiário e têm 35% das prescrições. Já o tipo C é o de tecnologia um pouco mais avançada e responde por 15% das prescrições”, explica o pesquisador. “O nosso projeto foi idealizado e desenvolvido para atender a Portaria 587 do Ministério da Saúde. O modelo que desenvolvemos atende às especificações das tecnologias A e B. Isso representa 85% da demanda de aparelhos auditivos do SUS”, completa.
De acordo com o pesquisador, o Manaus poderá ser usado por pessoas com perdas auditivas classificadas como discretas, moderadas, e moderadas severas. “O aparelho já está em processo de patente e apresenta um ganho auditivo de 62 decibéis (dB)”, conta.
No Brasil, de cada 10 aparelhos auditivos vendidos, 6 são adquiridos pelo SUS. Em 2008, o País importou cerca de 242 mil próteses auditivas. Penteado explica que o custo de manutenção das próteses auditivas importadas é muito alto para os pacientes do SUS. “Se a prótese apresenta algum defeito após o prazo de garantia, que é de cerca de um ano, o usuário acaba desprezando aquele aparelho e solicita um novo para o SUS. Um dos objetivos do projeto é oferecer também uma manutenção de baixo custo”, destaca.
Além do Manaus, os pesquisadores também desenvolveram outros aparelho, a partir de componentes padronizados: o Florianópolis (tecnologia C), e o Rio de Janeiro e o Sabará (tecnologia B), sendo que estes dois últimos são intracanais (ficam na parte interna da orelha). “É possível fazer uma família de produtos a partir do mesmo conceito de plataforma eletrônica genérica” garante. Os componentes do aparelho são microfone, processador digital de sinais e receptor, desenvolvidos pelos pesquisadores, e que funcionam com uma programação específica que define o comportamento da prótese.
Software
Penteado explica que para os fonoaudiólogos — os profissionais responsáveis por adaptar os aparelhos auditivos para as necessidades dos pacientes — foi desenvolvido um software simples, autoexplicativo e que não necessita de recursos avançados de informática. “Alguns softwares são tão complexos que exigem que o fonoaudiólogo seja treinado para usar o recurso adequadamente, além de exigirem um computador mais avançado”, diz. Outra vantagem é que software foi desenvolvido com quatro programas de conforto, e o usuário pode selecioná-los de acordo com o ambiente em que estiver “Os aparelhos convencionais apresentam apenas dois ou três programas.”
Os testes com o Manaus foram realizados pela pesquisadora Isabela de Souza Jardim, com 60 pessoas portadoras de deficiência auditiva. O Manaus foi comparado a outros aparelhos disponíveis no mercado, classificados nas categorias A e B. “Os resultados foram considerados satisfatórios de acordo com protocolos internacionais”, destaca Penteado. Este trabalho faz parte do doutorado de Isabela, defendido no dia 3 de agosto na FMUSP, também sob a orientação do coordenador geral do projeto, o professor Ricardo Ferreira Bento.
Segundo Penteado, o conceito de equipamentos genéricos pode ser usado para outros produtos médicos como marcapasso, desfibrilador, bombas de infusão e equipamentos de diagnóstico, como audiômetros. “É um projeto que está inserido na Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde do Ministério da Saúde que recomenda o desenvolvimento de tecnologias de reabilitação de baixo custo”, aponta. De acordo com os pesquisadores, no último dia 6 de dezembro houve uma reunião com representantes do Ministério da Saúde, e a receptividade foi muito boa. “A idéia é propormos um modelo semelhante ao dos remédios genéricos para as próteses”, finaliza o professor Ricardo Bento.
Mais informações: (11) 3068-9855, (11) 6523-3007, ou emailspenteado@usp.br">penteado@usp.br, com Sílvio Penteado, ourbento@gmail.com">rbento@gmail.com, com o professor Ricardo Ferreira Bento

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

PROTEÇÃO DE APARELHOS AUDITIVOS CONTRA TRANSPIRAÇÃO

PROTEÇÃO AASI CONTRA TRANSPIRAÇÃO... como no Brasil não vendem protetores específicos o negócio é improvisar...dedeiras que se compram em farmácias ou casas cirúrgicas. Eu visto essas "camisinhas" e assim evito que o suor entre nos aparelhos oxidando componentes internos. NÃO CONFIO NA PROTEÇÃO ANTI UMIDADE ALARDEADA POR ALGUMAS MARCAS.

ALÉM DE EMBRULHAR OS APARELHOS AUDITIVOS EM FILME DESSE USADO PARA EMBALAR ALIMENTOS TEM A DICA DE USAR O BICO DESSES BALÕES USADOS EM FESTAS




dedeiras compradas em farmácia também protegem os aparelhos auditivos da transpiração...










além das sugestões acima podemos fazer capinhas em casa com tecido de toalha ou jeans...mas materiais impermeáveis são melhores. 
EM SITES AMERICANOS EXISTEM VÁRIAS CAPINHAS DE PROTEÇÃO CONTRA A UMIDADE E TRANSPIRAÇÃO PARA APARELHOS AUDITIVOS E IMPLANTES COCLEARES...NÃO ENTENDO PORQUE NO BRASIL AS LOJAS DE APARELHOS AUDITIVOS NÃO OFERECEM ESSA PROTEÇÃO TÃO NECESÁRIA.


USO PARA PROTEGER OS AASI DA TRANSPIRAÇÃO EXCESSIVA NESTES DIAS DE CALOR. E À NOITE NÃO DEIXO DE COLOCÁ-LOS NO POTINHO DE SÍLICA GEL.
A TRANSPIRAÇÃO ENTRA PELAS RANHURAS E FRESTAS DOS AASI PROVOCANDO A OXIDAÇÃO DOS ELEMENTOS INTERNOS.


https://www.google.com.br/search?q=hearing+aid+protection+from+moisture&espv=2&biw=1366&bih=659&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=RKnBVIbIGqbksAScooGgDQ&ved=0CAcQ_AUoAg


http://www.gearforears.com/

sábado, 20 de dezembro de 2014

LEGENDAS AUDIODESCRIÇÃO E LIBRAS INSTRUÇÃO NORMATIVA ANCINE PARA PROJETOS AUDIOVISUAIS

http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2014/12/ancine-publica-instrucao-normativa-116-de-18-12-2014.html


Ancine publica a Instrução Normativa 116 DE 18/12/2014


Dispõe sobre as normas gerais e critérios básicos de acessibilidade a serem observados por projetos audiovisuais financiados com recursos públicos federais geridos pela ANCINE; altera as Instruções Normativas nº 22/03, 44/05, 61/07 e 80/08, e dá outras providências.
A DIRETORIA COLEGIADA DA AGÊNCIA NACIONAL DO CINEMA - ANCINE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos V, VI, VII, VIII e IX do art. 7º, assim como o postulado no inciso VII do art. 6º e no inciso II do art. 9º, todos da Medida Provisória nº 2.228- 1, de 6 de setembro de 2001, em consonância com o disposto na Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, e no Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, em sua 552ª Reunião Ordinária, realizada em 16 de dezembro de 2014,
Resolve:
Art. 1º Todos os projetos de produção audiovisual financiados com recursos públicos federais geridos pela ANCINE deverão contemplar nos seus orçamentos serviços de legendagem descritiva, audiodescrição e LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais.
§ 1º Entende-se audiodescrição como uma narração, em língua portuguesa, integrada ao som original da obra audiovisual, contendo descrições de sons e elementos visuais e quaisquer informações adicionais que sejam relevantes para possibilitar a melhor compreensão da obra.
§ 2º Legendagem descritiva corresponde à transcrição, em língua portuguesa, dos diálogos, efeitos sonoros, sons do ambiente e demais informações da obra audiovisual que sejam relevantes para possibilitar a melhor compreensão da obra.
§ 3º Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.
Art. 2º Os art. 36-F e 47-A da Instrução Normativa nº 22, de 30 de dezembro de 2003, passam a vigorar com as seguintes redações:
Artigo 36-F. (...)
(...)
"§ 5º Em projetos de produção de obras audiovisuais deverá ser incluído no item 4 - pós-produção a previsão dos serviços de legendagem descritiva, libras e audiodescrição." (NR)
"Artigo 47-A. (...)
(...)
I - (...)
a) finalização em película cinematográfica com bitola de 35 mm (trinta e cinco milímetros), com versão em sistema digital de alta definição; ou
(...)
§ 1º Nos casos de projetos cujo mercado prioritário seja o de vídeo doméstico, o suporte e sistema de gravação de menor qualidade válido para o depósito legal - Inciso II do art.47 - corresponde ao da fita magnética BETA digital.
§ 2º O material entregue para fins de depósito legal em sistema digital seja ou não de alta definição, deverá conter necessariamente legendagem descritiva, libras e audiodescrição, ambos gravados em canais dedicados de dados, vídeo e áudio e respectivamente, que permitam o seu acionamento e desligamento." (NR)
Art. 3º Os art. 1º e 10 da Instrução Normativa nº 44, de 11 de novembro de 2005, passam a vigorar com as seguintes redações:
"Artigo 1º (...)
(...)
Parágrafo único. Todos os projetos de produção audiovisual que empregarem recursos provenientes do Prêmio Adicional de Renda deverão prever recursos técnicos de legendagem descritiva, libras e audiodescrição, conforme regras estabelecidas nos Editais que tratam o art. 4 desta Instrução Normativa." (NR)
"Artigo 10. (...)
(...)
f) recursos técnicos de legendagem descritiva, libras e audiodescrição." (NR)
Art. 4º Fica alterado o § 3º do art. 4º e acrescentado o inciso IX no art. 14, todos da Instrução Normativa nº 61, de 7 de maio de 2007, os quais passam a valer com as seguintes redações:
"Artigo 4º (...)
(...)
§ 3º Os projetos audiovisuais disciplinados por esta Instrução Normativa deverão possibilitar a fruição individual de legendagem descritiva, libras e audiodescrição." (NR)
"Artigo 14. (...)
(...)
IX - comprovação da adequação do projeto quanto ao disposto no § 3º do art. 4º." (NR)
Art. 5º O art. 12 da Instrução Normativa nº 80, de 20 de outubro de 2008, passa a vigorar com a seguinte redação:
"Artigo 12. (...)
(...)
§ 4º Em projetos de produção de obras audiovisuais deverão ser previstos necessariamente no item II - orçamento analítico os serviços de legendagem descritiva, libras e audiodescrição." (NR)
Art. 6º Os casos omissos referentes a esta Instrução Normativa serão decididos pela Diretoria Colegiada da ANCINE.
Art. 7º Esta Instrução Normativa será aplicada a projetos apresentados à ANCINE para fins de aprovação após a entrada em vigor da presente norma.
Art. 8º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
Publicado no DOU em 18/dez/2014
MANOEL RANGEL
Diretor-Presidente
Agência Nacional do Cinema - ANCINE

Outras informações sobre audiodescrição:

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

ACESSIBILIDADE CULTURAL EM SÃO PAULO

Este é o Guia de Acessibilidade Cultural da cidade de São Paulo - 2ª edição, atualizado, ampliado e com informações relevantes sobre a acessibilidade dos mais diversos espaços de cultura da cidade de São Paulo. Aqui, além de prestarmos um serviço de informação de interesse público referente às pessoas com deficiência, destacamos as instituições que investem para garantir o acesso de toda população nos equipamentos e dispositivos culturais.


http://acessibilidadecultural.com.br/

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

MÚSICOS E PREVENÇÃO DA SURDEZ

http://portalotorrino.com.br/prevencao-da-surdez-e-orquestra-sinfonica-da-australia/

Prevenção da Surdez e a Orquestra Sinfônica da Austrália

foto de Simon.
Um artigo publicado nesse mês de novembro na Annals of Occupational Hygiene e liderado por Ian O’Brien da Universidade de Sydney, apresenta os detalhes um programa pioneiro paraprevenção da surdez nos músicos da orquestra sinfônica da Austrália.
É sabido que nossas orelhas podem ser danificadas definitivamente quando expostas à ruídos superiores a 85 decibéis. Considerando-se que uma orquestra sinfônica podem haver picos que ultrapassam os 130 dB, fica fácil perceber o risco que correm aqueles que mais precisam de captar as nuances melódicas e harmônicas que compõem a música erudita. Um grande estudo alemão recente demonstrou que músicos têm um risco 57% maior de desenvolver perda auditiva quando comparados a população em geral.
Os 3 primeiros anos do programa, que já dura 9, foram para mapear e monitorar a exposição sonora nos diversos pontos da orquestra e de cada um de seus membros. Levando-se em conta que o risco da surdez varia com a predisposição genética de cada músico e com o instrumento tocado por ele, foram desenvolvidos protetores auditivos eletrônicos personalizados e de alta performance, bem como introduzidos no corpo da orquestra equipamentos chamados risers, capazes de transferir à plateia a música oriunda da parte de trás, sem que ela tenha que passar pelos músicos da frente. Institui-se também a rotação nas posições dos músicos e a instalação de telas absortivas em alguns espaços acústicos pobres.
A perda auditiva induzida pelo ruído pode se instalar lentamente, o que dificulta o seu diagnóstico no início. Além disso, o uso de protetores é muito raro em músicos que, entregues completamente a sua arte, têm dificuldades para se adaptarem a dispositivos que alteram a forma como percebem o som produzidos por eles. Entretanto, o conhecimento do risco e iniciativas como a australiana mostram que é possível unir música de qualidade e cuidado com audição.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

ARO MAGNÉTICO: TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA DEFICIENTES AUDITIVOS É DIVULGADA NO BRASIL

Câmara realiza curso de capacitação em aro magnético

Com o objetivo de promover cada vez mais a inclusão de pessoas com deficiência, a Câmara realizou, no final de janeiro, um curso de capacitação sobre a tecnologia chamada aro magnético, um sistema de escuta assistida para beneficiar pessoas com deficiência auditiva.
A intenção do Programa de Acessibilidade da Câmara é instalar o aro magnético em áreas de atendimento ao público e em plenários, auditórios e demais espaços de conferência da Casa, locais onde se realizam os grandes debates durante audiências públicas, sessões, seminários e eventos diversos.
O curso foi ministrado pelos professores Ivom Rodrigues Pereira Junior e Roberto Machado, engenheiros eletricistas do Centro Paula Souza, uma autarquia do Governo do Estado de São Paulo que administra escolas técnicas e faculdades de tecnologia estaduais. As aulas, teóricas e práticas, contaram com a participação de funcionários de diversas áreas (Detec, Cenin, Decom, Defin, Cedi e Aproge - Programa de Acessibilidade).
Aro magnético
Também conhecido como amplificador de indução magnética, essa tecnologia de baixo custo consiste em um sistema de transmissão sonora instalável em ambientes fechados para permitir que pessoas usuárias de aparelhos auditivos tenham acesso às informações com maior clareza.
O equipamento funciona com base em um receptor instalado em uma sala de aula, auditório, teatro, cinema, igreja, entre outros, onde o palestrante usa um microfone que permite que seu som amplificado seja captado pelo receptor e distribuído por ondas magnéticas aos aparelhos auditivos. Basta, para tanto, posicioná-los em uma determinada frequência. Dessa forma, eliminam-se interferências, ecos, reverberações e ruídos que muitas vezes prejudicam a audição e a compreensão. A tecnologia é bastante utilizada na Argentina e em países da Europa, como Inglaterra, Alemanha e Dinamarca.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Profissionais de audiodescrição e legendagem: estágio na Inglaterra.

EXCELENTE NOTÍCIA

SÁBADO, 25 DE OUTUBRO DE 2014


Ministério da Cultura articulou estágio para audiodescritores e legendistas na Inglaterra


A Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura (SEC/MinC), em parceria com o British Council, articulou uma oportunidade de estágio sobre acessibilidade cultural em duas das mais renomadas instituições do Reino Unido: a Stagetext e VocalEyes, que promovem a acessibilidade cultural por meio da áudio-descrição e legendagem nos projetos de arte do Reino Unido. A iniciativa das organizações busca promover o acesso de pessoas com necessidades especiais à produção e difusão cultural e artística.

O selecionado poderá desenvolver modelos a serem implementados no Brasil no setor cultural. Para tanto, o profissional acompanhará a equipe da Stagetext e Vocaleyes em todo o processo de planejamento e produção das tecnologias de acessibilidade. Além disso, terá acesso aos materiais de treinamento para desenvolver um curso de formação semelhante no Brasil. Durante o intercâmbio, o selecionado terá a oportunidade de articular com os parceiros locais dessas organizações e aprenderá mais sobre os modelos de negócios do setor de acessibilidade cultural do Reino Unido.
Para se candidatar é preciso ter inglês intermediário. O estágio tem início em março de 2015 e sua duração é de até três meses. Os candidatos devem se inscrever no edital Conexão Cultura Brasil #Intercâmbios até o dia 7 de novembro e também no site do British Council.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura

http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2014/10/estagio-para-audiodescritores-e-legendistas-na-inglaterra.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+BlogDaAudiodescricao+%28Blog+da+Audiodescri%C3%A7%C3%A3o%29

Acessibilidade cultural é tema de estágio no Reino Unido

by Ricardo Shimosakai
Estagiários poderão aprender mais sobre legendagem em produtos culturais e trazer o conhecimento para o BrasilEstagiários poderão aprender mais sobre legendagem em produtos culturais e trazer o conhecimento para o Brasil
A Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura (SEC/MinC), em parceria com o British Council, articulou uma oportunidade de estágio sobre acessibilidade cultural em duas das mais renomadas instituições do Reino Unido: a Stagetext e VocalEyes.
Ambas promovem a acessibilidade cultural por meio da áudio-descrição e legendagem nos projetos de arte do Reino Unido. A iniciativa das organizações busca promover o acesso de pessoas com necessidades especiais à produção e difusão cultura e artística.
O selecionado poderá desenvolver modelos a serem implementados no Brasil no setor cultural. Para tanto, o profissional acompanhará a equipe da Stagetext e Vocaleyes em todo o processo de planejamento e produção das tecnologias de acessibilidade.
Além disso, terá acesso aos materiais de treinamento para desenvolver um curso de formação semelhante no Brasil. Durante o intercâmbio, o selecionado terá a oportunidade de articular com os parceiros locais dessas organizações e aprenderá mais sobre os modelos de negócios do setor de acessibilidade cultural do Reino Unido.
Para se candidatar é preciso ter inglês intermediário. O estágio tem início em março de 2015 e sua duração é de até três meses. Os candidatos devem se inscrever no edital Conexão Cultura Brasil #Intercâmbios até o dia 7 de novembro e também no site do British Council.
Fonte: Ministério da Cultura

terça-feira, 21 de outubro de 2014

TEATRO COM LEGENDAS, AUDIODESCRIÇÃO E LIBRAS NO RIO DE JANEIRO 26.10.2014 E 16.11.2014


Projeto Teatro Acessível terá sessão da peça Depois do Ensaio, de Ingmar Bergman, no dia 26 de outubro, às 20 horas, no Teatro Oi Futuro Flamengo.
Audiodescrição, interpretação em LIBRAS e legendas closed caption.


O Projeto Teatro Acessível realiza sessão com recursos de acessibilidade na peça Depois do Ensaio, de Ingmar Bergman, no domingo, dia 26 de outubro, às 20 horas no teatro Oi Futuro Flamengo. Serão disponibilizados os recursos de audiodescrição e programas em Braille para pessoas com deficiência visual; e intérprete de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e legendas closed caption para deficientes auditivos. O projeto, realizado pela Lavoro Produções, acontece uma vez por mês, durante todo o ano nos teatros Oi Futuro.

Encenada pela primeira vez no Brasil, a peça Depois do Ensaio, de Ingmar Bergman, tem direção de Mônica Guimarães e no elenco Denise Weinberg, Leopoldo Pacheco e Sophia Reis.

Para a diretora Mônica Guimarães, Depois do Ensaio “é uma oportunidade de refletir a própria profissão. E, nesta reflexão sobre nosso ofício, de revisitar as relações profissionais e as do quintal da sua própria casa. Exatamente como Vogler, o diretor, o faz na peça e também assim como Bergman insiste em sua obra - uma miscelânea de pensamentos, situações e reacessos das entranhas da sua própria vida. Depois do Ensaio é, sobretudo, uma celebração ao cinema e ao teatro”.

“Depois do Ensaio tem muito a ver com minha atitude, minha relação com a arte teatral, com este ofício bagunçado, sombrio e cruel”, explicou o próprio Bergman. “Enquanto eu escrevia, devo ter atingido um nervo ferido ou, se quiser um veio subterrâneo de água. Do meu inconsciente, surgiram estranhos cipós retorcidos e ervas daninhas; tudo se transformou no mingau de uma bruxa. De repente, surge a amante do diretor, que é a mãe da jovem atriz. Ela morreu há anos, e ainda assim ela entra no jogo. No palco escuro, vazio do teatro, durante a hora tranquila, entre quatro e cinco horas da tarde, muito pode voltar para assombrá-lo. O resultado desta mistura é uma obra de televisão dramática que trata da vida no teatro”, completa.

Sinopse

Henrik Vogler (Leopoldo Pacheco), um diretor de teatro experiente e perfeccionista, ensaia a peça O Sonho, de August Strindberg. Depois de um tarde de trabalho, Vogler está em um "quasecochilo" no palco quando volta ao teatro sua jovem protagonista, Anna (Sophia Reis), com a desculpa de procurar uma pulseira perdida. Durante o que seria uma conversa casual, surge uma avalanche de revelações pessoais. Inseguranças, quereres, desamores vão transformando o texto em obra confessional. Em uma licença poética, ou num devaneio, ou mesmo em um sonho, entra em cena Raquel (Denise Weinberg), mãe de Anna, que em outros tempos interpretou o papel que hoje é da filha. O que houve naquela época? Por que Raquel volta no devaneio de Vogler? Foi um amor? Houve algo que parece se repete agora na figura de Anna. Coisas de sonho. Coisas de teatro...


Sobre o projeto Teatro Acessível

O projeto disponibiliza nas peças em cartaz os seguintes recursos de acessibilidade: audiodescrição, legendas closed caption e interpretação em LIBRAS e programas em Braile. É produzido pela Lavoro Produções, que tem uma trajetória voltada para a realização de iniciativas culturais com  acessibilidade, a exemplo do Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência e do Projeto Acessibilidade no Teatro Carlos Gomes.

“Nós entramos com todos os recursos de acessibilidade sobre a programação já existente no teatro, justamente para poder proporcionar às pessoas com deficiência melhor acesso e participação na vida cultural da cidade”, explica a coordenadora da Lavoro Produções, Lara Pozzobon, que idealizou o projeto junto com a especialista em audiodescrição Graciela Pozzobon.

“A produção de recursos de acessibilidade é uma prática nova no Brasil e no mundo, e por isso precisa que pessoas sensíveis se aproximem. A audiodescrição é uma técnica muito interessante de se trabalhar e normalmente quem conhece não quer parar. Há um mercado de trabalho que se abre aos poucos e como existem poucas iniciativas que disponibilizam o recurso, há muito a ser feito. Em qualquer lugar há uma pessoa com deficiência visual ou auditiva querendo ser incluída plenamente nas manifestações culturais”, explica a coordenadora de acessibilidade Graciela Pozzobon.

O projeto é uma das grandes apostas do Oi Futuro na área da cultura. “Temos um posicionamento pioneiro no Brasil na promoção da acessibilidade à cultura de pessoas com deficiência, seja apoiando projetos que atendem a esse público, seja investindo na acessibilidade arquitetônica e informativa de seus centros culturais”, acrescenta Roberto Guimarães, diretor de cultura do Oi Futuro. “Com o projeto Teatro Acessível, que está sendo realizado mensalmente, durante um ano, no Rio de Janeiro, no Oi Futuro Flamengo e Ipanema, reafirmamos a vocação do instituto de responsabilidade social da Oi para a democratização do acesso à cultura e à valorização da diversidade”, completa Guimarães.

“Conseguimos criar um público cativo e que vai crescendo a cada edição, um público interessado. Percebemos que é um processo de construção, um trabalho crescente e progressivo e que as pessoas com deficiência estão abertas a isso”, avalia Lara Pozzobon. “É muito bonito ver quando as três acessibilidades acontecem porque não só as pessoas com deficiência se beneficiam, como o restante do público normalmente fica muito encantado de estar ali com as pessoas com deficiência, assistindo o espetáculo em pé de igualdade”, acrescenta.


Serviço:

Projeto Teatro Acessível
Espetáculo: Depois do Ensaio
Datas: 26 de outubro e 16 de novembro
Horário: 20 horas
Autor: Ingmar Bergman
Tradução: Amir Labaki e Humberto Saccomandi
Direção: Mônica Guimarães
Elenco: Denise Weinberg, Leopoldo Pacheco e Sophia Reis
Local: Oi Futuro Flamengo (Rua 2 de Dezembro, 63 – Flamengo – Tel: 21- 3131-3060)
Gênero: drama
Duração: 1h20 
Classificação: 16 anos
Capacidade: 72 lugares
Preços: R$ 20,00 (meia-entrada para pessoas acima de 65 anos, estudantes, professores da rede pública e pessoas com deficiência)
Formas de pagamento: dinheiro e cartão de débito ou crédito
Bilheteria do teatro:  terça a domingo, de 14hs às 20hs
Tel. (21) 3131-3060
Vendas: 4403-1212 / ingressorapido.com.br


Contatos:
Lavoro Produções
21 2235 5255