terça-feira, 14 de maio de 2013

Manifesto dos Surdos Usuários da Língua Portuguesa continua sendo divulgado mostrando nossas necessidades específicas


Recebemos cópia da seguinte mensagem a respeito do Manifesto dos Surdos Usuários da Língua Portuguesa: 

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3657


Dirigida ao Professor Teófilo Galvão Filho e a vários destinatários:


Obrigada por compartilhar o manifesto. Vou assinar porque comungo com eles a necessidade de reconhecimento da diversidade com compõe o universo da pessoa surda/com deficiência auditiva.

Aproveito para compartilhar um texto que escrevi em 2009, para o capítulo "Acessibilidade na Comunicação" no livro: Atores da Inclusão na Universidade. Ele está focado na escola, porém, denota a forma como nos aprisionamos ou cristalizamos determinadas "identidades".


Comunicação com a pessoa surda: um universo diverso

“Não há uma única identidade na qual repercute a surdez. O respeito às diferentes maneiras de ser surdo que a escola deve potencializar baseia-se no conhecimento das características comuns e das específicas de cada uma delas.” (SILVESTRE, 2007, p.165).

Quando nos reportamos à acessibilidade na comunicação de pessoas surdas é necessário termos em mente que esse coletivo é extremamente diverso, e que, muitas vezes, na nossa formação ou nas informações que temos sobre esse universo, tentamos reduzi-lo.

Devemos levar em consideração que existem várias formas da pessoa surda interagir (há pessoas surdas que utilizam a Língua de Sinais como primeira língua; há os que têm a Língua Portuguesa como primeira língua –são denominados oralizados – e aprenderam a língua de Sinais enquanto adultos;os surdos bilíngües; os que não são oralizados e não conhecem a Língua de Sinais e ainda utilizam gestos criados no seu entorno familiar, etc.)

Portanto, para pensarmos em uma universidade ou qualquer ambiente escolar inclusivo, devemos partir dessa multiplicidade e entender quais são as características das pessoas com surdez às quais tentamos nos comunicar e/ou prover o acesso às informações. Ao enveredarmos por uma educação que contemple a diferença como ponto de partida, vamos imprimindo na escola inclusiva amplas possibilidades de comunicação, seja com surdos que se comunicam através da Língua de Sinais ou não. Pois em consonância com Silvestre (2007), entendemos que o posicionamento dessa vertente não consolida essa divisão entre surdos/ouvintes, pois entende que os alunos de forma geral apresentam uma diversidade, que não apenas deriva da surdez, mas de outros fatores (diferenças de origem social, cultural, étnica, dificuldades de conduta, visual etc).

Quando nos fechamos em di-visões, caímos numa cilada que nos aprisiona em um dos lados e dificulta nossa percepção e nossa
ação em direção a uma escola que atenda a todos. Se, por exemplo, nós nos ativermos que a identidade da pessoa surda se compõe a partir da Língua de Sinais, estaríamos excluindo todas as outras pessoas com surdez que não utilizam a Língua de Sinais ou que a utilizam em situações específicas.
Na compreensão de Santana (2007), o que forma a identidade da pessoa surda não é necessariamente a Língua de Sinais e sim a presença de uma língua que possibilite a constituição da pessoa como sujeito “falante”, ou seja à constituição de sua própria subjetividade pela linguagem e às implicações dessa constituição nas suas relações sociais.

Entendemos que a inclusão requer mais que estratégias específicas para a comunicação em determinada língua; requer comunicação
constante com os conhecimentos que trazemos da nossa formação acadêmica e continuada; requer questionarmos sobre as formas
lineares que os conhecimentos nos foram trazidos e requer uma interação constante com os nossos pares, que a nosso ver são os que
fazem parte do contexto que estamos inseridos (sejam alunos surdos ou ouvintes, cegos ou videntes, professores, familiares etc).

Portanto, pensar em um escola inclusiva requer que desatemos os nós que nos prendem a uma única visão de sujeito, para que possamos encarnar os acontecimentos e vê-los a partir de outros pontos de vista que não estejam enraizados nas nossas velhas concepções.

Lilia Barreto
Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva - CNRTA
Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer

domingo, 12 de maio de 2013

LEGENDAS PARA AUDIOVISUAIS E EVENTOS - QUAL A MELHOR TECNOLOGIA?


PROPONHO A GENTE DISCUTIR A MELHOR FORMA DE LEGENDAGEM PARA CINEMA, TEATRO, ETC
Porque minha preocupação? Geralmente quem sugere aos grupos de trabalho
 do governo são os vendedores de equipamentos e o governo acaba 
desconhecendo as diferentes opções, e tem também os lobbies infiltrados em 
órgãos do governo. Temos que estar antenados porque afinal se trata de 
NOSSA ACESSIBILIDADE!
Vídeo em que surdos discutem em língua de sinais (mas tem legendas em inglês) as diferentes opções de legendas.  Acho que temos que discutir o assunto também.
http://vimeo.com/61603348

Legendas no teatro, foto de apresentação de ópera. Lembramos que legendas para ópera não são somente para pessoas surdas...como as obras são cantadas em diferentes línguas as legendas facilitam a compreensão.



Legendas no teatro
http://semanal.cermi.es/noticia/cesya-creando-mundo-audiovisual-para-todos.aspx

Equipamentos usados na apresentação de óperas:
Há discussões sobre cada uma dessas formas de exibir legendas, embora o assunto seja ópera e legendas para ouvintes os equipamentos para os surdos serão os mesmos ou semelhantes, por isso é bom a gente conhecê-los.
http://nouveautempolibero.skynetblogs.be/archive/2012/04/20/sur-titres-sous-titres-ou-rien.html






Será que este equipamento abaixo no cinema ou teatro nos obriga a mover a cabeça ou desviar os olhos para a imagem e para a legenda alternativamente? Se for assim eu não acho confortável.


TEM TAMBÉM ESTA PROPOSTA:
http://www.youtube.com/watch?v=UsVAv2L_FjM
No Cinesesc SP vi o  sistema de open caption que se pode ver na

 foto: abaixo da tela normal de exibição do filme há uma telinha 

estreita onde se projeta a legenda feita para os deficientes 

auditivos, além das falas transcritas são identificados os sons do 

filme.

Vi 3 filmes brasileiros com essa tecnologia e gostei demais, além 

desses legendas especiais não estarem sobrepostas ao filme, 

atrapalhando os espectadores que podem ouvir a qualidade das 

legendas produzidas pela Iguale** é muito boa.


**


domingo, 28 de abril de 2013

Acessibilidade em Museus de São Paulo - falta muita coisa para os deficientes auditivos - legendas para os audiovisuais, estenotipia para eventos ao vivo e aro magnético para quem usa aparelhos auditivos e iimplantes cocleares

A matéria abaixo trata de pontos importantes que faltam nos Museus de São Paulo para permitir a acessibilidade de pessoas com vários tipos de deficiência.
Quanto ao assunto acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva quase nada é citado...falam de libras e vídeo guias. Mas sabemos que existem vários recursos para pessoas surdas que não usam língua de sinais: legendagem em todo material audiovisual, sinalização de emergência com luzes e avisos escritos, estenotipia presencial para palestras e cursos (aquele telão reproduz o que o estenotipista digita no momento ), sonorização através de aro magnético* para concertos, palestras, etc. 
Percebemos pela leitura da matéria que a acessibilidade cultural para pessoas surdas ainda se limita a intérpretes de língua de sinais. Precisamos insistir neste ponto: nem todo surdo usa língua de sinais e existem recursos dirigidos aos surdos oralizados, usuários da língua portuguesa e aos que podem ouvir através de próteses.

*Aro Magnético
http://www.youtube.com/watch?v=8hQta_ZXX14

Acessibilidade nos museus de São Paulo se restringe à estrutura física

Dos dez museus estaduais mais visitados na capital, apenas três possuem um conjunto de materiais complementares para portadores de necessidades especiais


Breno Pires e Danielle Villela
SÃO PAULO - Sete dos dez museus mantidos pelo governo de São Paulo mais visitados na capital não desenvolvem ações de acessibilidade além das adaptações na estrutura física. Apenas a Pinacoteca, o Museu do Futebol e o Museu da Casa Brasileira possuem um conjunto de materiais complementares para auxiliar pessoas com deficiências mentais, visuais, auditivas e físicas na compreensão das obras de arte exibidas. Além desses três, o Estado visitou o Catavento Cultural, o Museu da Língua Portuguesa, o Museu de Arte Sacra, o Museu Afro Brasil, o Museu da Imagem e do Som, o Memorial da Resistência e a Casa das Rosas.
Deficientes auditivos, por exemplo, só encontram videoguia explicativo na Pinacoteca. É possível ter visitas guiadas por um educador habilitado na língua brasileira de sinais (LIBRAS) em sete dos dez museus, mas a recomendação é que o portador de deficiência auditiva faça o agendamento prévio da visita. O acompanhamento só não é oferecido no Catavento Cultural, na Casa das Rosas e no Museu da Casa Brasileira.
Piso tátil e audioguias para auxiliar pessoas com deficiência visual só são encontrados na Pinacoteca e no Museu do Futebol. Nesses dois espaços culturais e no Museu da Casa Brasileira são oferecidos também conteúdos em Braille.
De forma geral, o recurso mais utilizado pelos museus é a interação através do tato com obras originais, maquetes arquitetônicas, miniaturas e réplicas dos objetos em exposição. Esses materiais são utilizados em visitas guiadas com portadores de deficiências intelectuais, visuais e auditivas. Apenas três dos museus visitados não apresentam o recurso - a Casa das Rosas, o Museu da Língua Portuguesa e o Museu da Imagem e do Som.
No Museu Afro Brasil, por exemplo, os visitantes podem manipular esculturas e máscaras africanas, instrumentos musicais, maquetes tridimensionais com legendas em tinta e Braille, reproduções de obras de arte e jogos educativos. Já no Museu da Casa Brasileira, os portadores de deficiência visual recebem luvas plásticas para tocar nos móveis originais em exposição. "É fundamental desenvolver metodologias de acesso ao conteúdo em exposição e não apenas ao espaço", disse Thelma Lobel, coordenadora do Núcleo Educativo do MCB.
Apesar da carência de recursos para pessoas com necessidades especiais interagirem com as obras de arte, todos os museus visitados pela reportagem possuem rampas e elevadores de acesso, além de banheiros adaptados para cadeirantes. Algumas seções do Catavento Cultural só podem ser acessadas através de escadas. Na entrada da Casa das Rosas, há um lance de cinco degraus, sem rampa contígua. O Museu Afro Brasil não dispõe de elevador em suas instalações, mas é possível locomover-se apenas pelas rampas.
Melhorias

O secretário de Estado da Cultura, Marcelo Araújo, admite que muitos museus estaduais ainda não realizam ações que garantam um acesso amplo à pessoa com deficiência. "Muitas vitórias já foram conseguidas, mas tem uma imensidão de melhorias a serem feitas", disse Araújo ao Estado na quarta-feira, 24, durante o I Seminário sobre Cultura e Acessibilidade, na Oficina Oswald de Andrade, no Bom Retiro.
No evento foi anunciada a criação de um fundo de R$ 2 milhões a fim de viabilizar a implantação de recursos de acessibilidade em produtos culturais diversos, em um plano conjunto da Secretaria de Estado da Cultura e da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Apesar de não ter sido definida uma cota para os museus, o secretário afirmou que será criado um edital específico para projetos que desenvolvam estratégias que tornem os conteúdos dessas instituições mais acessíveis a pessoas com diferentes tipos de deficiência.
"Nossa expectativa é que os recursos possam atingir aqueles museus que ainda não desenvolvam as atividades e que ainda, infelizmente, não têm esses programas, para que eles possam tomar consciência da necessidade de implantação e criar esses processos de acessibilidade comunicacional plena", afirmou Araújo.



sexta-feira, 26 de abril de 2013

ESTENOTIPISTAS E AUDIODESCRITORES: PROFISSIONAIS PARA A ACESSIBILIDADE DE DEFICIENTES SENSORIAIS SURDOS E CEGOS


CAROS AMIGOS, ESTIVE NUM SEMINÁRIO OFERECIDO PELO GOVERNO DE SÃO PAULO SOBRE ACESSIBILIDADE CULTURAL, participei das palestras sobre estenotipia e legendagem. Estes são recursos inclusivos que permitem às pessoas deficiente auditivas acompanharem em tempo real eventos culturais, escolares, sessões de tribunais, etc. O estenotipista ouve o que está sendo dito e usando equipamento especial digita as falas que aparecem um telão. Esse material pode ser posteriormente impresso.
A ESTENOTIPIA REQUER UMA LONGA E ESPECIALIZADA FORMAÇÃO QUE LEVA UNS 4 ANOS. Há poucos e caros profissionais, as máquinas para digitar são caras e também os programas, POR SEREM IMPORTADOS. Estando na mão de poucas empresas os preços são proibitivos e também não existem técnicos nos órgãos do governo. O governo contrata essas empresas. 
Assim como o governo investe na formação de pessoas especializadas em libras deveríamos começar campanha para que o governo ofereça em universidades, área de Letras por exemplo, a formação de especialistas em ESTENOTIPIA. 
Pergunto como poderíamos fazer uma campanha assim. Junto ao Mec? Percebi que empresas que oferecem esse serviço poderiam formar estenotipistas mas ao mesmo tempo vejo que enquanto forem poucos os profissionais os ganhos dessas empresas serão altos. Essa formação não poderia ficar a cargo somente de escolas privadas. As universidades que investem em libras também poderiam oferecer a formação de estenotipistas. O que acham? Vejam a matéria da Diéfani Favareto Piovezan sobre o assunto.
http://igualmentediferentes.com/2013/04/25/entrevista-cart-reporter-estenotipista-21-de-marco-de-2009

Sobre a audiodescrição peço que leiam mais em:

http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/

http://www.bengalalegal.com/


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Acessibilidade para surdos na Espanha - Aro magnético e legendas

Red de Promoción de la Accesibilidad >> Servicio de Apoyo a la Accesibilidad >>
http://fiapas.es/FIAPAS/accesibilidad.html
SERVICIO DE APOYO A LA ACCESIBILIDAD - FIAPAS (SAC)
Más del 95% de las personas sordas comunica en lengua oral, considera ésta su lengua materna y, en su mayoría, son usuarios de prótesis auditivas*. Las prótesis auditivas constituyen el instrumento básico de interacción e integración con el entorno y para el acceso a otras ayudas técnicas auxiliares y nuevas tecnologías que normalizan la interacción personal y la participación social. A través de las propias prótesis, de las ayudas técnicas auditivas auxiliares y de los recursos de apoyo que se puedan aplicar, se aprovechan al máximo todos los canales de acceso a la comunicación y a la información**.
Las ayudas técnicas y los productos de apoyo a la comunicación oral son herramientas que proporcionan autonomía a las personas sordas, favoreciendo su integración y participación social a través del acceso a la información y al conocimiento, a la cultura y al ocio, garantizando así mismo los principios de normalización, accesibilidad universal y diseño para todos (Ley 51/2003 LIONDAU, en su artículo 2).
Hoy podemos afirmar que dichos medios facilitan a las personas sordas su participación en el entorno y el disfrute de distintos productos y servicios, en igualdad de condiciones y con las mismas oportunidades que el resto de ciudadanos.
  • El bucle magnético es la ayuda técnica que facilita la accesibilidad auditiva en el entorno en espacios y/o situaciones contaminadas por el ruido ambiente y/o en las que la distancia con el interlocutor o la presencia de varios interlocutores dificulta o impide dicha comunicación y el acceso a la información.
    El bucle es un producto de apoyo a la comunicación y para el acceso a la información de probada eficacia en su empleo para hacer accesiblesactos públicos (congresos, conferencias, cursos de formación, actos electorales, espectáculos…) y espacios y servicios de concurrencia pública donde la megafonía está contaminada por el ruido.
  • Por su parte, el subtitulado es la fórmula más extendida para garantizar el máximo de accesibilidad a la información a todas las personas sordas, siendo imprescindible para la población con discapacidad auditiva cuyo vehículo de comunicación es la lengua oral, pues facilita la literalidad de la información en la expresión de la propia lengua oral.
    El empleo del subtitulado es necesario, útil, eficaz y viable, tanto en cualquier medio audiovisual (televisión en directo o diferido, cine, DVD, materiales educativos…), como en los actos públicos (congresos, conferencias, cursos de formación, actos electorales, espectáculos…) y enespacios y servicios de concurrencia pública donde la megafonía está contaminada por el ruido.
En la sociedad actual ha cobrado mucha importancia la información audiovisual, sobre todo a través de Internet y su difusión es muy superior respecto a cualquier otro medio. La información se ofrece a través de imagen y sonido, con contenidos concebidos para que se puedan ver y escuchar. En consecuencia, hay soportes y materiales audiovisuales que no son accesibles para las personas sordas.
Lamentablemente, todavía se cuenta con una muy escasa oferta de actos accesibles para todas las personas con discapacidad auditiva, con independencia del sistema de comunicación que utilicen. De hecho, las personas sordas, y especialmente, en este caso, las que comunican en lengua oral, se encuentran en clara desventaja y desigualdad de trato respecto al resto de ciudadanos.
Por este motivo en 2010 se puso en marcha el Servicio de Apoyo a la Accesibilidad, gracias a  la financiación del Ministerio de Sanidad y Política Social, actual Ministerio de Sanidad, Servicios Sociales e Igualdad, con cargo a la asignación tributaria IRPF, y de la Fundación ONCE, así como la colaboración de la Fundación Vodafone y Vodafone. Permite a través de la instalación eventual del bucle magnético y el subtitulado en directo que cualquier acto, en cualquier ubicación, sea accesible para las personas sordas, a través de recursos de apoyo a la audición y a la comunicación oral. Provocando que además estos medios se conozcan y penetre en la conciencia social su reconocimiento como recursos para la eliminación de barreras.
La aplicación de este servicio favorece la normalización, la integración y la vida autónoma de las personas sordas.
Desde el SAC, así mismo, presta un servicio de subtitulado para contenidos audiovisuales.
   Folleto informativo del Servicio de Apoyo a la Accesibilidad – FIAPAS (SAC)
* Encuesta sobre Discapacidades, Autonomía personal y situaciones de Dependencia-EDAD (INE 2008),
** JÁUDENES, Carmen. ”Alumnado con discapacidad auditiva: accesibilidad a la comunicación, a la información y el conocimiento” en CNICE Serie informes: Accesibilidad, TIC y Educación (on line). Madrid, CNICE-MEC, 2007 http://ares.cnice.mec.es/informes/17/contenido/17.htm#up
CONTACTAR
Para más información y tarifas:
Servicio de Apoyo a la Accesibilidad-FIAPAS. Tel.: 91-5765149. E-mail: sac@fiapas.es.
El servicio que se oferta tiene cobertura nacional e incluye la asistencia técnica de profesionales especializados en imagen y sonido, que se responsabilizan de proporcionar:
  •  Asistencia Técnica Profesional:
    • Equipamiento técnico para el subtitulado en directo (subtitulado en castellano y/o en inglés), y el servicio en remoto de estenotipia. Tanto  en cuanto no exista un suficiente y nutrido colectivo de estenotipistas, expertos en subtitulado en directo, estos subtitulan a distancia, desde su puesto de trabajo, sin necesidad de desplazarse, y los profesionales de los distintos Equipos de Soporte apoyan la prestación del servicio de subtitulado desde el lugar donde se lleva a cabo el evento.
    • Instalación eventual del bucle magnético, bajo la normativa técnica que fija los estándares de calidad en esta materia.
    • Instalación fija de bucle magnético en espacios públicos, culturales y de ocio, conforme a los estándares de calidad, e instaladores homologados de bucles de inducción magnética Ampetronic.
    • Validación de sistemas de inducción magnética ya instalados con el fin de asegurar que se ajustan a los estándares de calidad vigentes.
  • Accesibilidad en soportes y materiales audiovisuales. Se procederá a la digitalización del material recibido y, a través de un programa de edición, se proporcionará el vídeo aplicando los subtítulos adaptados para personas sordas según la norma AENOR 153010:2003.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Laudo Médico para pessoas com deficiência


Laudo Médico, Laudo Médico para Deficientes, CID para Deficientes

http://www.deficienteonline.com.br/como-incluir-a-deficiencia-fisica-e-o-laudo-no-curriculo___81.html
Indicação da página Tati S-H da Comunidade dos Surdos Oralizados (Facebook)
O MÉDICO DO TRABALHO E A CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS – CID

Para que se cumpram as cotas de contratação de colaboradores com deficiência, a legislação especifica quem pode atestar e de que maneira as deficiências serão comprovadas. Compete ao Ministério do Trabalho e Emprego estabelecer a sistemática de fiscalização, a avaliação e o controle das empresas, assim como instituir os procedimentos e formulários necessários à contratação.

Uma das determinações é a necessidade do laudo médico, que pode ser emitido por médico do trabalho da empresa ou outro médico, que ateste a deficiência de acordo com as definições do Decreto nº 3.298/99 (artigos 3º e 4º) e com as alterações dadas pelo Decreto nº 5.296/2004.

O laudo deverá especificar o tipo de deficiência, com o código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID), e ter autorização expressa do empregado para tornar pública a sua condição. A CID é publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e fornece códigos relativos à classificação de doenças e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais, queixas, circunstâncias sociais e causas externas para ferimentos ou doenças. A cada estado de saúde é atribuída uma categoria única, à qual corresponde um código, que contém até seis caracteres.

A CID é revista periodicamente e no momento está em vigor a sua décima edição, a CID-10. Dependendo da deficiência, a avaliação deverá ser feita por um especialista e os laudos devem ser recentes, emitidos a menos de um ano. Nos casos de pessoas com deficiência auditiva e visual é necessário apresentar os exames de audiometria e oftalmológico, respectivamente. Quanto à deficiência intelectual, é aceito o laudo elaborado por um psicólogo.

A audiometria deve comprovar a perda auditiva superior a 41 decibéis, nas frequências 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz, e 3.000Hz, e em ambos os ouvidos. Ou seja, o médico não deve considerar a média aritmética, mas sim a perda em todas as frequências.

O laudo oftalmológico deve comprovar a acuidade visual, não são as doenças do campo visual que atestam a deficiência, mas sim a somatória da perda visual nos dois olhos. Ainda assim, o médico deve levar em conta a acuidade com o uso da melhor correção: óculos ou lentes de contato. Atestados para obtenção de gratuidade em transporte público, como o Bilhete Único Especial (SPTrans), exames médicos do Detran para obtenção de Carteira Nacional de Habilitação ou perícias médicas judiciais não comprovam a deficiência para as cotas porque usam critérios diferentes.

O laudo médico pode ser emitido por qualquer médico, empregado da empresa ou não, porém em alguns casos é necessária a avaliação de um especialista.

Laudo/Atestado Médico – Pessoas com Deficiência

• Nem todas as deficiências enquadram-se na Lei de Cotas, portanto, os laudos devem estar muito bem explicados para que não haja problemas na admissão tampouco com o Ministério Público do Trabalho e/ou Ministério do Trabalho e Emprego.
• O laudo deve ser o mais atual possível.
• O laudo precisa fornecer, além do código da CID, detalhes sobre as limitações funcionais da pessoa na prática, ou seja, a deficiência e sua sequela. Por exemplo: se consta do laudo encurtamento no membro inferior direito, é importante especificar quantos centímetros, se utiliza prótese ou órtese, muletas, cadeira de rodas, se apresenta “dificuldade para ambular”, “dificuldade para subir escadas”, “impossibilidade de ficar em pé por longos períodos”, “distúrbios da marcha”, etc.

Outros exemplos de preenchimento incompleto e como devem ser detalhados os laudos para melhor caracterização da deficiência:

Amputação do Membro Inferior Esquerdo (MIE) – não fica claro se é no dedo, perna, pé. É necessário descrever a partir de onde houve amputação e, no caso de dedos, quais foram os atingidos. Além disso, descrever a sequela ocasionada: dificuldade em subir escadas, ficar muito tempo em pé, etc.

Amputação no Membro Superior Direito (MSD) – a mesma questão: não fica claro se é apenas um dedo, a mão ou todo o braço. Especificar a altura da amputação, assim como a sequela decorrente: dificuldade para escrever, dificuldade motora, falta de força na mão, não consegue fazer o movimento de pinça ou garra, etc.

Sequela de acidente automobilístico – é necessário descrever os membros atingidos, se foi necessário colocar prótese, detalhar se ficou com dificuldade em algum movimento, por exemplo, se não consegue elevar o braço em mais de 25º.

Deficiência auditiva moderada – quando se trata de deficiência auditiva, sempre encaminhar uma audiometria atualizada. A audiometria deve apontar que a deficiência é bilateral, parcial ou total, e sempre abaixo de 41 decibéis, conforme determina a lei.

Hemiparesia, sequela de AVC – caracteriza a paralisia parcial, mas não diz em qual lado ou membro. É importante também ressaltar o nível de dificuldade motora, as limitações, etc.
Sequela de poliomielite – é necessário oferecer o maior número de detalhes – qual a sequela, membros atingidos e em qual proporção.

Fratura do fêmur – necessita informar a sequela, se possui dificuldades de locomoção, se tem limitação nos movimentos e quais são.

Malformação congênita – completar com mais informações: em qual membro, descrever a deformidade e quais as limitações ou dificuldades geradas.

Encurtamento na perna – informar em quantos centímetros, porque é necessário ser acima de 4,0 cm para enquadrar na cota. Dizer também se precisa de adaptações, se utiliza prótese ou muletas e as dificuldades decorrentes do encurtamento.

Fonte: Capitulo 5 - livro Como Vencer os Desafios da Contratação de Pessoas com deficiência. Livro da i.Social
SCHWARZ, Andrea & HABER, Jaques. Cotas: como vencer os desafios da contratação de pessoas com deficiência. São Paulo : i.Social, 2009. Baixe Gratuitamente no link (http://www.isocial.com.br/livro/versao-pdf.pdf)

Saiba mais sobre laudo médico e CID no Cadastro de Curriculos


quinta-feira, 18 de abril de 2013

VI SEMINÁRIO CIENTÍFICO POLÍTICAS PÚBLICAS, SERVIÇOS E SISTEMA EM SAÚDE AUDITIVA


Neste ano, o VI Seminário Científico “Políticas Públicas, Serviços e Sistemas em Saúde Auditiva” com o objetivo de valorizar e divulgar ações e iniciativas de sucesso adotadas na área da saúde auditiva para o aprimoramento do atendimento às pessoa com deficiência auditiva, inseriu em sua grade científica a atividade “Experiências de êxito: ações ou programas desenvolvidos na área de saúde auditiva em todo o país”.

Convidamos serviços e profissionais para fazerem a inscrição de sua proposta desenvolvida.

http://www.centrinho.usp.br/eventos/info/historico.php?id=32

DIVERSIDADE NA SURDEZ Acessibilidade para todos os surdos.


Há surdos que se comunicam usando a língua  brasileira de sinais, libras, para esses é necessário janela de libras nos audiovisuais e intérpretes para comunicação em geral. Como não fazem parte da minha vivência cotidiana desconheço se têm outras necessidades de comunicação. E lembro que muitos usuários de libras também conhecem e língua portuguesa, então podem  usar legendas e textos escritos.

Há surdos que são oralizados, fazem leitura labial e são alfabetizados em português: necessitam legendas escritas, usam leitura labial na conversação observando o rosto de quem fala e não necessitam intérpretes. 

Para as legendas existem as closed caption (legendas ocultas) usadas na televisão, que podem ser acionadas ou não, as open caption, usadas em cinema e teatro, e é possível o acompanhamento de aulas, palestras, sessões de tribunais, etc com legendas feitas por estenotipia por profissionais especializados e que podem posteriormente ser impressas.

Em todos os locais públicos necessitamos informações escritas e alarmes luminosos. Tudo que for dito por alto falantes deve aparecer também escrito em telões.

Entre os surdos oralizados  um grande número pode ouvir usando próteses, como aparelhos auditivos e vários tipos de implantes. 
Faço parte deste último grupo. 

Existem equipamentos de sonorização especial que enviam som diretamente para aparelhos auditivos e implantes, e assim podemos ouvir teatro, cinema, música, palestras, aulas...diretamente nas próteses, eliminando ecos, ruído ambiente, etc...
O FM é um equipamento individual e requer um microfone próximo à fonte sonora e um receptor para a pessoa surda;  o Amplificador de Indução Magnética, aro magnético * (hearing loop) transmite o som  para o ambiente. sendo captado pelo aparelho auditivo ou implante, sendo por isso  de uso coletivo. Nenhum deles interfere no som ambiente e não prejudica a audição das pessoas não surdas. 
* veja o que é Aro Magnético:




Nos ambientes de trabalho a comunicação escrita é fundamental. E-mails,  SMS e recursos semelhantes agilizam a comunicação. Existem também telefones com amplificação que alguns surdos podem utilizar com eficiência. No mercado existem ainda telefones com teclado cuja utilização é complicada por necessitar o mesmo tipo de equipamento nas duas pontas da comunicação, é caro e ineficiente, por isso seu uso é quase insignificante. Podemos ver alguns desses modelos em terminais de Metrô de São Paulo, mas sinceramente nunca usei nem vi ninguém usando. A comunicação via SMS e e-mail é mais ágil e precisa ser implantada no atendimento a clientes, na marcação de consultas, atendimento bancário, serviços de urgência, etc.

Levando em conta essas informações peço aos profissionais que trabalham com, escrevem sobre e militam pela inclusão de pessoas com deficiência que ao falar sobre surdos não falem somente de um segmento, os usuários de libras. 
Existe uma enorme diversidade na surdez  assim como soluções específicas para a acessibilidade de cada grupo. 
Dados do Censo do IBGE - 2010

DEFICIÊNCIA AUDITIVA
BRASIL  
NÃO CONSEGUE (OUVIR) DE MODO ALGUM ......347.481 
GRANDE DIFICULDADE (PARA OUVIR).........................1.799.885 
ALGUMA DIFICULDADE (PARA OUVIR) ........................7.574.717

OS NÚMEROS OFICIAIS ACIMA INDICADOS NADA DIZEM SOBRE QUEM É ORALIZADO, USA PRÓTESES AUDITIVAS, IMPLANTES, LEITURA LABIAL OU LÍNGUA DE SINAIS. 
MAS PODEMOS SUPOR QUE TANTO OS QUE APRESENTAM GRANDE DIFICULDADE OU ALGUMA DIFICULDADE PARA OUVIR PODEM SE BENEFICIAR DE AJUDAS TÉCNICAS QUE LHES PERMITAM OUVIR E APRENDER A FALAR, APRENDER A LÍNGUA PORTUGUESA, ETC. 


Sô Ramires para o blog Sulp e Comunidade dos Surdos Oralizados. Abril/2013



__._,_.___

terça-feira, 16 de abril de 2013

PROFISSIONAIS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

SOU LEITORA DO BLOG DA PAULA "CRÔNICAS DA SURDEZ" E SEMPRE ENCONTRO MATÉRIAS INTERESSANTES PARA COMPARTILHAR.
A PARTIR DESTA POSTAGEM RESOLVI ARQUIVAR NO BLOG SULP MATÉRIAS QUE FALEM DE PROFISSIONAIS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA, PESSOAS QUE PUDERAM ESTUDAR, TER UMA FORMAÇÃO PROFISSIONAL E EXERCÊ-LA. PROCURO EVITAR A PALAVRA SUPERAÇÃO PORQUE ADQUIRIU UMA AURA PIEGAS, DE HISTÓRIAS DRAMÁTICAS E DEFICIENTES HERÓICOS. NADA DISSO VAMOS TRATAR DE PESSOAS, GENTE COMO A GENTE QUE VÃO TOCANDO SUA VIDA, ENCONTRANDO SOLUÇÕES PARA SUAS DIFICULDADES.
VAMOS À PRIMEIRA HISTÓRIA...SE QUISER CONTAR A SUA MANDE PARA MEU E-MAIL, mas lembro que só tratamos de deficiência auditiva e de surdos ORALIZADOS,  usuários da língua portuguesa  sramiresdealmeida@yahoo.com.br

..................................................................................................................................................................

"“Eu nunca imaginei que um dia eu estaria aqui, assumindo para o mundo a minha deficiência. Mas a vida é mesmo muito engraçada e, pesquisando na Internet, acabei encontrando o blog da Paula, que me deu forças para encarar a verdade.
Bem, sou Amanda Verena Carvalho Batista, 23 anos, sou de Teresina – Piauí, Psicóloga, estou concluindo uma especialização na área e, paralelamente, também faço faculdade de Direito. Tenho deficiência auditiva bilateral moderada a profunda, sou oralizada, ninja em leitura labial, nunca me interessei por Libras e, acreditem, faço uso de aparelhos auditivos há apenas um mês.
A Paula me pediu para contar como é ser Psicóloga e deficiente auditiva, então vou começar a falar um pouquinho como vim parar onde estou agora. Minha mãe me contou que, quanto eu tinha uns 3 ou 4 anos, tive uma infecção muito grave nos ouvidos e fiz uso prolongado de antibióticos. Por conta dessa doença, acabei perdendo um pouco a audição e minha família sabia disso, mas nunca me levaram para fazer algum tratamento ou algo do tipo. Nunca pensaram na possibilidade ou necessidade do uso de aparelhos e, assim, cresci sem ouvir muito bem. Eu apenas fazia a audiometria de vez em quando para acompanhar a evolução do quadro.
O engraçado é que, mesmo sem ouvir direito, sempre fui a melhor aluna da sala, as melhores notas sempre eram as minhas e nunca repeti ano. Por outro lado, sempre sofri MUITO preconceito por não escutar direito e não foram poucas as vezes que chorei no banheiro da escola por causa das grosserias dos colegas. Até mesmo os professores e coordenadores  não sabiam como agir quando as pessoas eram agressivas comigo, e olha que eu estudei a vida inteira lá e era uma das melhores escolas da cidade (caríssima, diga-se de passagem, e sem estrutura para lidar com deficientes auditivos!!!)...QUE LER MAIS? VÁ ATÉ O BLOG DA PAULA NO LINK ABAIXO.
http://cronicasdasurdez.com/uma-psicologa-com-deficiencia-auditiva/#comment-41906



domingo, 14 de abril de 2013

SEMINÁRIO SOBRE CULTURA E ACESSIBILIDADE 23 E 24 DE ABRIL


Seminário sobre Cultura e Acessibilidade


Assisti às palestras sobre LEGENDAGEM E ESTENOTIPIA. NOVIDADES? QUASE NENHUMA.

O serviço de ESTENOTIPIA continua sendo oferecido por poucas empresas privadas que atuam também no serviço público sob contrato. 
O serviço é caro, porque os equipamentos (teclados e programas) são importados e caros, porque o treinamento de um profissional leva por volta de 4 anos ou mais, porque temos poucos profissionais no mercado. 
Ouço esses argumentos há alguns anos e me pergunto se ter poucos e caros profissionais não seria também uma estratégia de mercado? A raridade aumenta o preço e mantém um mercado cativo. 

Mas não vejo esforço do poder público para melhorar essa situação. Não seria caso de fazer investimentos para a formação desses profissionais assim como vemos vários cursos de formação de intérpretes e profissionais ligados a língua de sinais?

Afinal tanto a estenotipia de eventos, cursos assim como a legendagem de TV e cinema têm como resultado final um texto escrito, acessível a surdos, idosos que perderam parte da audição, e a todos os interessados. 

O trabalho do profissional de estenotipia é muito especializado, deve conhecer a máquina, os programas, ter um grande conhecimento da língua portuguesa, um vocabulário extenso.

Muitas vezes o que é feito por programas de reconhecimento de voz que vemos nas legendas ocultas de TV,  com erros grosseiros e resultado até cômico, não pode ser atribuído ao profissional de estenotipia.  

De toda maneira é importante termos profissionais de ótima qualidade como pudemos ver no seminário: enquanto palestrantes (e público) falavam em São Paulo, o som era transmitido a um posto da empresa Steno em Brasília. Lá um estenotipista recebia o som por fone de ouvido e quase que imediatamente tínhamos no telão da sala a transcrição das falas, praticamente sem erros ou omissões. 

Tivemos também a exibição dos teclados, a explicação de todo o processo, de como é o aprendizado e treinamento de um profissional. 
Pena mesmo que não tenhamos essa tecnologia mais barata e disponível em universidades e outros eventos culturais. 



Seminário mostra como tornar espetáculos culturais acessíveis a pessoas com todo tipo de deficiência

Agradecemos à amiga Lara Gomes da Comunidade dos Surdos Oralizados do Facebook ter enviado essa importante informação
A Secretaria da Cultura e a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo realizam nos dias 23 e 24 de abril o I Seminário sobre Cultura e Acessibilidade, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Voltado a produtores e gestores culturais, o encontro irá demonstrar técnicas e debater formas de estimular a adoção de recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência.
No evento, o público aprenderá que um espetáculo cultural acessível ao público com deficiência não se limita a instalar rampas e reservar lugares especiais na plateia. Há uma série de técnicas e recursos tecnológicos capazes de garantir que pessoas cegas ou surdas tenham pleno acesso ao conteúdo de peças teatrais, balé, óperas, exposições e shows musicais.
O objetivo do seminário é apresentar o acesso à cultura como direito fundamental de todo cidadão, demonstrando como gerar espaços culturais públicos e privados bem equipados e devidamente preparados para recepcionar esse público.
O evento terá mesas-redondas abordando temas como Acessibilidade Comunicacional, suas características, recursos e tecnologias; Acessibilidade Física nos espaços culturais; cases de sucesso; e também o conceito de “arte inclusiva”.
Oficinas e linhas de fomento
No período da tarde, haverá oficinas mostrando como tornar acessível um produto cultural, através de recursos como legendagem, libras, audiodescrição, estenotipia, entre outros.
No dia 24, os secretários Marcelo Mattos Araújo (Cultura) e Linamara Rizzo Battistella (Pessoa com Deficiência) anunciam uma parceria entre as duas secretarias por meio de programas de fomento para estimular a adoção de recursos de acessibilidade em produtos culturais no Estado de São Paulo.
O seminário será realizado na Oficina Cultural Oswald de Andrade, das 9h às 18h30.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail generos.etnias@sp.gov.br ou pelo telefone (11) 2627-8024, informando nome do participante, e-mail para contato e indicando a oficina de que deseja participar.
PROGRAMAÇÃO
23 Abril
9h – 10h30
Mesa I – Apresentação Demográfica: Perfil das Pessoas com Deficiência no Estado de São Paulo
Cássio Rodrigo de Oliveira Silva – Secretaria de Estado da Cultura
Luiz Carlos Lopes – Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Camila Benvenuto – Instituto Mara Gabrilli
Rimar Segala – Mais Diferenças
Coffee break: 15 minutos

11h – 12h30
Mesa II – Acessibilidade Comunicacional
Amanda Tojal –  “Programa Educativo para Públicos Especiais” da Pinacoteca do Estado de São Paulo
Adriana Ferrari - Biblioteca São Paulo
Paulo Romeu – Blog da Audiodescrição
Almoço: 12h30 – 14h

Oficinas:
14h – 16h
Sala I:  Audiodescrição – Por Livia Motta
Sala II: Libras – Por Fernanda Wendy – Coordenadora do Instituto Educalibras
Sala III: Estenotipia – Wagner Medici
Coffee break: 15 minutos

16h30 – 18h30
Sala I:  Legendagem – Wagner Medici
Sala II:  Acessibilidade arquitetônica  Silvana Cambiaghi, Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) da Prefeitura de São Paulo
Sala III:  Recepção Por Museu do Futebol – Ialê Cardoso

24 de Abril 
09h – 10h15
Mesa I – Arte Inclusiva: existe?
Fernanda Bianchini – Ballet
Deto Montenegro – diretor dos grupos de teatro Menestréis e Up 
Glauco Matoso – poeta e escritor
Gonçalo Borges – pintor com os pés e a boca 
Ana Lúcia - Representante do Surdodum
Coffee break: 15 minutos

10h30 – 12h
Mesa II – O papel das novas tecnologias na democratização do acesso cultural e formação de público
Como os espaços se tornaram acessíveis? Estatísticas ou noções de volume de público. Cases de sucesso.  Recursos e tecnologias.
Sugestão de nomes:
Cássia Navas – Plataforma de Dança e acessibilidade;
Lara  Pozzobon – Festival Assim Vivemos ou representante do Cinesesc
Walter Siqueira – Centro Cultural São Paulo
SESC/SP

12h – 13h
Lançamento Programa Estadual de Acessibilidade em Espetáculos Culturais
Marcelo Araujo – secretário de Estado da Cultura
Linamara Rizzo Battistella – secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Com apresentação artística – Ballet Fernanda Bianchini

Almoço: 13h – 14h

Oficinas:
14h30 – 16h
Sala I: Audiodescrição Por Livia Motta
Sala II: Libras – Por Fernanda Wendy – Coordenadora do Instituto Educalibras
Sala III: Estenotipia – Por Wagner Medici

Coffee break: 15 minutos

16h30 – 18h30
Sala I: Legendagem – indicação Wagner Medici – Steno Brasil
Sala II: Acessibilidade arquitetônica Por Silvana Cambiaghi, Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) da Prefeitura de São Paulo