OS TEXTOS NÃO SÃO FECHADOS:SE HOUVER ATUALIZAÇÃO COLOCAREMOS JUNTO À POSTAGEM ORIGINAL. PROCURAMOS PESQUISAR E DIVULGAR RECURSOS QUE POSSAM MELHORAR A ACESSIBILIDADE DOS SURDOS USUÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL. ESTÃO À DISPOSIÇÃO LINKS DE TEXTOS E ASSOCIAÇÕES DE OUTROS PAÍSES REFERENTES AO NOSSO FOCO PRINCIPAL: SOMOS SURDOS E DEFICIENTES AUDITIVOS ORALISTAS E ORALIZADOS, PÓS LINGUAIS, QUE USAM PRÓTESES, IMPLANTES E OUTRAS AJUDAS TÉCNICAS. Logotipo:jvicttor E-MAIL soramires@gmail.com
sábado, 23 de janeiro de 2010
mais assinaturas...
ALEXANDRE
MARIA ÂNGELA
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
CONSULTA PÚBLICA SOBRE TV PAGA
Postagem do Blog da Advogada do Consumidor e Diretora da Pró-Teste Maria Inês Dolci em http://mariainesdolci.folha.blog.uol.com.br/
21/01/2010
Chance de sugerir mudanças
Quem está insatisfeito com o excesso de publicidade e a programação repetitiva na televisão por assinatura agora, além de pacotes que não atendem ao interesse, tem a chance de sugerir mudanças.
Está em andamento consulta pública aberta pelo Ministério Público Federal intitulada "televisão por assinatura e transparência das relações de consumo: quantidade de programação, quantidade de publicidade e o direito do consumidor à informação".
Serão coletadas informações e opiniões para instruir procedimento do Ministério Público sobre o assunto. As contribuições devem ser enviadas pelo e-mail : consulta, ou por carta para a rua Peixoto Gomide, 768 - São Paulo-SP, CEP 01409-904. O envelope deve conter o assunto "Consulta Pública Procedimento 1.34.022.000025/2007-04.publica_mssa@prsp.mpf.gov.br
COMO SUGERIU DRAUZIO:
PODEMOS ESCREVER TAMBÉM SOLICITANDO QUE TODO PROGRAMA EMITIDO POR TV ABERTA OU A CABO TENHA A OPÇAO DE LEGENDAS EM PORTUGUÊS.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Inscrições abertas para seminário sobre gestão de pessoas com deficiência
Estão abertas as inscrições para o Seminário: Gestão de Pessoas com Deficiência - Desafios da Inclusão que ocorrerá na cidade de São Paulo no dia 3 de fevereiro. O evento irá tratar sobre as melhores práticas e estratégias de inclusão e gestão de pessoas com deficiência que vêm sendo desenvolvidas em algumas empresas. Esse assunto ganhou destaque no meio empresarial a partir da Lei de Cotas que determina a contratação de 2 a 5% de pessoas deficientes para empresas com mais de cem funcionários.
Se você está interessado, os pedidos de inscrições, informações e reservas devem ser feitos com Luciana Souza pelos seguintes meios:
-Fone/fax: (11) 4121-9990
-Cel: (11) 9936-0044
-SKYPE: lucianasouza61
-email: lucianasouza.treinamento@uol.com.br (solicite a ficha de inscrição)
Para inscrições efetivadas e pagas entre os dias 12/01 e 27/01/2010 haverá desconto, sendo pago o valor de R$ 1.890,00. Os pagamentos podem ser realizados por boleto, depósito bancário ou cartão de crédito. As inscrições devem ser pagas antes da data de realização do evento. A inscrição inclui almoço, coffee break, material, certificado e estacionamento.
Data e local
O seminário acontecerá no dia 3 de fevereiro de 2010 no Hampton Park Residence Hotel - Al. Campinas, 1213 - Jardins - São Paulo - SP.
Programação
8h30 - Credenciamento.
9h00 - Lei de Cotas: atuação em SP e perspectivas para 2010.
A atuação da Superintência do Trabalho .
A legislação e uma gestão mais eficaz.
José Roberto de Melo - Superintendente do Trabalho e Emprego Regional de São Paulo.
10h20 - Coffee break.
10h40 - Caso Grupo Medial: Gestão eficiente de Pessoas com Deficiência.
Conheça o modelo implantado de Gestão do Grupo Medial que atualmente conta com quase 400 colaboradores com deficiência.
Fátima Seyfarth - Gerente Estratégica de Consultoria Interna de Seleção - Grupo Medial
Kelly Cristina Hidalgo - Analista de Recursos Humanos - Grupo Medial
12h00 - Almoço
13h30 - Como contratar Pessoas com Deficiência.
Saiba o que sua empresa deve observar na contratação.
Flavio Gonzalez - Gerente de Processos de Inclusão da AVAPE - Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência.
14h50 - Critérios para a Implementação de Programa de Inclusão para Deficientes Físicos.
Alguns casos de sucesso.
Maria do Carmo Celico - Consultora. Psicóloga e pós-graduada em Gestão de Recursos Humanos
16h00 - Coffee break
16h30 - Programa Diversidade da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Roberta Cracco - Gerente de Desenvolvimento de Pessoas da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Mariana Rezende - Analista de Recursos Humanos da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
18h00 - Encerramento
Fonte: http://www.cavenaghi.com.br/acontece/detalhes.asp?id=39
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
NOVO APARELHO DE SURDEZ É INVISÍVEL
CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo
O equipamento só é indicado para pessoas com perda auditiva moderada ou severa. É colocado através de um corte atrás da orelha e fica totalmente imperceptível. O aparelho promete mais qualidade sonora.
Segundo o otorrinolaringologista Ricardo Ferreira Bento, professor da Faculdade de Medicina da USP e responsável pelas primeiras cirurgias no país, ele permite uma distinção mais eficiente dos diversos ruídos que ocorrem ao mesmo tempo.
"O som é muito mais natural do que no aparelho eletrônico comum. E a pessoa fica 24 horas com o aparelho ligado. Não precisa tirá-lo para dormir, para tomar banho ou para fazer esporte, como acontece com o aparelho comum", afirma.
Outra vantagem é que a bateria do implante dura de sete a dez anos (é trocada com uma nova cirurgia, mais simples). A dos aparelhos eletrônicos atuais dura, no máximo, 15 dias.
"Esse é o primeiro passo para o futuro. Em 20 anos, ninguém mais vai andar com aparelho pendurado no ouvido."
O implante pode ser ajustado por controle remoto. A pessoa pode aumentar ou diminuir o volume, ligar e desligar. Também tem programas que se ajustam automaticamente em locais ruidosos ou silenciosos.
Por enquanto, o implante é vendido a US$ 18 mil apenas na Europa. Nos EUA, a FDA (agência americana que regula fármacos e equipamentos) ainda não o aprovou. Espera mais testes de segurança, especialmente se houver a necessidade de reverter a cirurgia.
Segundo a médica Mariana Hausen, representante da Câmara Técnica de Implantes da AMB (Associação Médica Brasileira) na área de otorrinolaringologia, durante a cirurgia é feito um corte em um dos ossículos do ouvido, a bigorna.
"A FDA quer saber, por exemplo, se esse osso pode ser reconstituído se houver uma falha e o aparelho tiver que ser retirado", explica.
Das 300 cirurgias feitas até agora, apenas três foram revertidas, com a reconstrução da bigorna-todas com sucesso, segundo Hausen. "A FDA ainda considera esse número pequeno. Mas acontece que a reconstrução só pode ser feita se houver falha. E o índice de falhas foi pequeno. Não se pode quebrar a bigorna de alguém que escuta e reconstrui-la só para teste."
No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve avaliá-lo a partir de fevereiro de 2010, quando termina o estudo clínico realizado USP. O trabalho é financiado pela empresa Envoy Medical, fabricante do implante.
Na opinião de Hausen, dificilmente o SUS ou os convênios médicos brasileiros irão custear o aparelho em razão do alto custo e do fato de existirem alternativas mais baratas.
"Ele é uma nova opção, mas não é o único tratamento. Oferece mais qualidade de som e resolve a questão estética. Muitas pessoas, especialmente as mais jovens, relatam preferir não escutar direito a ter que usar os aparelhos externos."
Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u673441.shtml
domingo, 3 de janeiro de 2010
Novos artigos sobre audição...
4 de diciembre 2009:
Los audífonos bajo control
La percepción que se tiene sobre la tecnología influye enormemente en relación con el uso de audífonos. Una iniciación y asesoramiento exhaustivos son sumamente importantes para lograr los mejores resultados de la utilización de los audífonos, según demuestra un estudio científico.
Si se considera que la tecnología es algo en lo que uno puede influir y que puede controlar, se tienen más probabilidades de tener éxito como usuario de audífonos. Si, por el contrario, se cree que la tecnología y los audífonos son objetos extraños que uno no puede controlar, es necesario tener más paciencia para adaptarse a ellos y las probabilidades de éxito diminuyen.Estas son algunas de las importantes conclusiones de la tesis “Coping with emergent hearing loss” (“Enfrentarse a una pérdida de audición emergente”), de Susanne Bisgaard, antropóloga que ha llevado a cabo un estudio con entrevistas a varios usuarios de audífonos.La importancia de una buena información “Los usuarios de audífonos que se dan cuenta de que pueden influir en la tecnología que utilizan tienen más probabilidades de continuación y suelen llevar a ajustar sus aparatos hasta que consiguen el mejor funcionamiento posible de ellos. Aquellos que son ajenos a la tecnología son más propensos a conformarse con menos, y en el peor de los casos, dejan de usar los audífonos”, explica Susanne Bisgaard.“Por este motivo, debemos asegurarnos de explicar a los nuevos usuarios que pueden controlar la tecnología y que sus aparatos auditivos están hechos para adaptarse a sus necesidades individuales. Igual de importante es hacerles saber qué clase de audición pueden esperar y explicarles que no todo va a ser igual que antes, cuando su audición era normal”.“Se les debe hacer comprender que la discriminación de los sonidos puede seguir siendo difícil en situaciones donde hay muchas personas, como en fiestas o reuniones de trabajo. Y que cuando se utiliza audífonos, pueden oírse de repente sonidos y ruidos que no se habían escuchado en años. Lo que puede ser un poco abrumador y molesto”.Un público más exigenteBisgaard cree que aunque cada vez más personas se van familiarizando y son más exigentes respecto a la tecnología, muchos, en particular en la generación de personas más mayores, seguirán considerando que la tecnología más avanzada está fuera de su control e influencia.Fuente: “Coping with emergent hearing loss, Expectations and experiences of adult, new hearing aid users; dissertation”, Universidad Johann Wolfgang Goethe-Universität, Frankfurt am Main, 2008.
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Nuevos artículos:
21 de diciembre 2009:
Los audífonos mejoran la vida en pareja
18 de diciembre 2009:
La vergüenza influye mucho a la hora de usar audífonos
14 de diciembre 2009:
La pérdida de audición afecta en las relaciones entre padres e hijos
4 de diciembre 2009:
Los audífonos bajo control
30 de noviembre 2009:
Las mutaciones genéticas causan tinnitus
26 de noviembre 2009:
Proteja sus oídos en las bodas
19 de noviembre 2009:
El médico de cabecera hace oídos sordos de la pérdida de audición del paciente
12 de noviembre 2009:
La pérdida de audición crea dificultades en el trabajo
5 de noviembre 2009:
Los jóvenes sensibilizados con la audición
29 de octubre de 2009:
Proteja sus oídos en el metro
22 de octubre de 2009:
Uno de cada tres escolares tiene problemas de audición
19 de octubre de 2009:
La mayoría de las personas se adaptan rápidamente a los audífonos
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
CAMPANHA EU SOU LEGAL NO TRÂNSITO - SEM LEGENDAS
Nesta campanha, muito bem bolada faltou uma coisa:
legendas em português.
Muita gente tem problemas de audição,como por exemplo pessoas da terceira idade ou quem usa aparelho auditivo.
Essa gente que não ouve pode dirigir ou é pedestre.
Por favor toda campanha desse tipo não pode deixar de ter legendas em português.
ESCREVA VOCÊ TAMBÉM PARA DENATRAN SOLICITANDO QUE AS CAMPANHAS NA TV SEJAM LEGENDADAS EM PORTUGUÊS:
denatran@denatran.gov.br
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Em 2010 nossa luta continua!
Temos que permanecer atentos e cobrando das autoridades deste país, de cada estado e de cada município a inclusão social de todos os deficientes.
Mas no nosso caso os SURDOS USUÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA, temos uma luta muito específica: nem todo surdo ou deficiente auditivo usa libras.
Precisamos inclusão através de legendas em língua portuguesa
(na tv, cinema nacional e teatro), sonorização especial para implantados e usuários de aparelhos auditivos (FM e transmissor por indução magnética) e uma série de equipamentos complementares como digitação de aulas porque nem todos usamos libras. E que todo equipamento e ajuda técnica seja isento de impostos e dedutível do Imposto de Renda.
Por favor leia e assine nosso documento no link abaixo:
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3657
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
CAMPAINHA AUXILIAR PARA TELEFONE FIXO
Existem no mercado "campainhas auxiliares para telefone fixo" (coloque no google exatamente assim que vai encontrar muitos produtos e lojas que vendem pela internet), custam entre R$ 12,oo e R$ 28,00 na rua Santa Ifigênia e imediações, em São Paulo.
http://www.google.com/search?q=%22+campainha+auxiliar+para+telefone%22&rls=com.microsoft:pt-br:IE-SearchBox&ie=UTF-8&oe=UTF-8&sourceid=ie7&rlz=1I7SUNA_en
Não é necessário comprar em sites de produtos para surdos, etc...são produtos de uso e venda comum para casas e lojas muito grandes, pontos de taxis, lugares barulhentos, gente que ouve mal etc.
O modelo mais fácil para instalar é um que possui um plug para ligar na linha telefônica e outro para ligar no telefone que ilustra este texto.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Secretarias de Estado assinam termo de cooperação para implantação de Centro de Excelência em Tecnologia e Inovação em Benefício da Pessoa com Deficiência
No dia 21 de dezembro, às 14h, as Secretarias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Desenvolvimento realizam uma cerimônia de assinatura do termo de cooperação para implantação do Centro de Excelência em Tecnologia e Inovação em Benefício da Pessoa com Deficiência. O evento acontece na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Durante a cerimônia, haverá ainda a assinatura de convênio entre o Governo do Estado de São Paulo e a Associação do Laboratório Tecnológico (LSI-TEC), com o objetivo de desenvolver o Programa de Fomento à Normalização e Fabricação de Ajudas Técnicas.
SERVIÇO
Assinatura de termo de cooperação entre as Secretarias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Desenvolvimento
Assinatura de convênio entre Governo do Estado de São Paulo e LSI-TEC
Data: 21 de dezembro de 2009
Horário: 14h
Local: Auditório da sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10 - Barra Funda - São Paulo - SP - próximo à estação do Metrô e da CPTM
http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=512&c=31
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
NOS NÃO QUEREMOS FESTA NEM HOMENAGEM PRECISAMOS RESPEITO!
O JORNALISTA JAIRO MARQUES DESCREVE EVENTO PARA PROMOVER OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
SERIA CÔMICO SE NÃO FOSSE SÉRIO!
LEIA E COMPROVE!
http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/arch2009-12-01_2009-12-31.html#2009_12-09_23_52_14-129797961-0
http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/arch2009-12-01_2009-12-31.html#2009_12-11_00_33_38-129797961-0
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Vamos zerar o déficit de equipamentos para pessoas com deficiência...
07/12/2009 -
Vamos zerar déficit de equipamentos para pessoas com deficiência até 2011, diz subsecretária nacional
Haroldo Ceravolo Sereza
Do UOL NotíciasEm São Paulo
Na semana passada houve uma mudança no organograma da Secretaria Especial de Direitos Humanos.
A Coordenadoria para a Integração da Pessoa portadora de Deficiência mudou de nome e de status: perdeu a palavra "portadora" e ganhou um degrau na escala de poder, passando a ser uma subsecretaria.
No comando da nova subsecretaria está a médica Izabel Maior. Izabel, deficiente física, resultado de uma lesão na medula há três décadas, é usuária de cadeira de rodas (embora consiga também se locomover com apoio de uma bengala, eventualmente) .Izabel afirma que a situação dos deficientes melhorou muito nos últimos anos.
Entre os marcos dessa mudança, ela aponta a Constituição de 1988, que concedeu uma série de direitos às pessoas com deficiência, o ano de 1993, quando o país começou a fabricar cadeira de rodas, e a agenda social para a área, de 2007.A agenda de 2007 identificou um número de 1,058 milhão de pessoas esperando equipamentos de saúde para deficientes físicos - como cadeiras de rodas, apoios para cabeça, lupas e aparelhos auditivos, entre outros - no Sistema Único de Saúde. Segundo ela, os números apontam que esse déficit deve ser zerado até 2011.
Embora não seja responsável pela distribuição de equipamentos, a subsecretaria comandada por Izabel tem o papel de acompanhar e articular as políticas para deficientes em diversas áreas do governo federal.
Em entrevista ao UOL Notícias, Izabel Maior falou sobre a mudança de status da área, as dificuldades que enfrenta e a situação das políticas públicas para deficientes físicos na educação, no mercado de trabalho, na previdência social e na área da saúde.
Vinte e cinco porcento das pessoas com deficiência empregadas estão em empresas que não são obrigadas a cumprir cotas.Isso mostra uma mudança cultural .
UOL: A Corde, Coordenadoria para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, que você comanda, passou na semana passada a ser uma subsecretaria, Subsecretaria Nacional de Promoção de Direitos da Pessoa com Deficiência. O que muda na prática?
Izabel Maior - O que muda na prática não é o meu cargo, isso é o menos importante. O que muda na prática é o status da política de inclusão da pessoa com deficiência. A Corde foi criada há 20 anos, logo depois da Constituição, com a função de articular a política de vários órgãos do governo, federal, estadual e municipal, para a pessoa com deficiência. Nesses 20 anos houve uma mudança muito grande e, de certa forma, um progresso. Ela foi criada subordinada à Presidência da República, passou para a área assistencial e, a partir de 1995, foi para a área dos Direitos Humanos. No governo atual, a secretaria de Direitos Humanos ganhou status de ministério, a Corde também ganhou espaço dentro da secretaria.
UOL - Por que "pessoa com deficiência" e não "portadora de deficiência"?
Izabel - A gente já vinha utilizando "pessoa com deficiência", mas a Constituição mantinha o texto "portadora de deficiência", mas com a ratificação em 2008 da Convenção da ONU em nível constitucional, adotamos automaticamente "pessoa com deficiência".
UOL - Mas por que é importante mudar o nome?
Izabel - Primeiro, há uma tentativa de buscar uma correspondência com a maioria dos países, de modo que haja uma valorização do primeiro termo, que é pessoa, mas não haja nenhum tipo de escamoteamento e de preconceito em dizer que essa pessoa tem deficiência, no sentido de que não é ela sozinha que tem, mas ela e o meio. Portador, em língua portuguesa, especialmente, dá a impressão de que você pode deixar a deficiência em algum lugar, como se você portasse uma mala ou uma mochila. A pessoa com deficiência tem uma limitação funcional que pode ser diminuída de várias maneiras, pelo processo de reabilitação, pelo processo de inclusão, da não discriminação e, em especial, pela alteração de comportamento da sociedade e do meio ambiente, seja ele físico, de transporte, de comunicação.
UOL - Em 20 anos, o que mudou realmente para a pessoa com deficiência?
Izabel - Eu fiquei com deficiência física há 33 anos. Aos 22 anos, eu estava na faculdade de medicina da UFRJ e tive a sorte que muitas pessoas não tem: um dos meus professores usava cadeira de rodas. Ele era meu único referencial, de que eu podia continuar com meus sonhos, ser médica. Isso não era absolutamente comum, e a faculdade sequer tinha acessibilidade para ele. Foi um baque muito grande, uma situação traumática, não sabíamos como lidar com uma lesão medular. Naquela época, a sobrevida de uma pessoa com lesão medular era de cinco anos, dez anos no máximo. Ninguém imaginava que uma pessoa com lesão medular pudesse chegar aos 60 anos e agora estamos perplexos diante dessa nova realidade. Não existia, por exemplo, uma fábrica de cadeira de rodas no Brasil até 1993. Não só elas são fabricadas, como o maior comprador de todos os equipamentos é o Estado brasileiro. Essas são apenas algumas mudanças.
Não existia, por exemplo, uma fábrica de cadeira de rodas no Brasil até 1993. Não só elas são fabricadas, como o maior comprador de todos os equipamentos é o Estado brasileiro.
UOL - Qual o tamanho do problema, nessa área de equipamentos?
Izabel - Em setembro de 2007, o governo lançou uma agenda social de inclusão que apontava uma demanda reprimida de 1,058 milhão de pessoas aguardando equipamentos indispensáveis à melhor [cadeiras de rodas, aparelhos auditivos, lupas, óculos comuns, entre outros aparelhos, na área da saúde]. O déficit era muito grande, estamos diminuindo a cada ano o déficit. Esse recurso existe no governo federal, e é repassado aos Estados e municípios. O déficit está baixando em mais de 200 mil pessoas por ano. Vamos conseguir chegar a 2011 com o déficit zerado e evitando que surja uma nova fila.
UOL - E na área do trabalho? A inclusão aumentou?
Izabel - É a área que me dá mais alegrias hoje. Começamos com uma proposta de aumento da fiscalização das empresas no cumprimento de uma lei de 1991, que obriga empresas com mais de 100 empregados a reservar vagas para pessoas com deficiência. Tínhamos a lei e o não-cumprimento dela. A partir de 2002 e, especialmente de 2005. O número de pessoas empregadas vem crescendo ano a ano. Nós temos hoje em torno de 700 mil vagas destinadas a pessoas com deficiência por meio da cota. Dessas, 46% estão ocupadas. Ainda falta um pouco mais da metade. Isso vem aumentando ano a ano, através da fiscalização, mas também fora dela. Levantamento do ministério do trabalho em 2007-2008 mostrava outro dado interessante: 25% das pessoas com deficiência empregadas estão em empresas que não estão obrigadas a cumprir cotas. Isso mostra uma mudança cultural. Elas estão fazendo por responsabilidade social e por perceber que a pessoa com deficiência é produtiva.
UOL - Esse número de 700 mil é alcançável?
Izabel - Com certeza. Nós temos que, cada vez, aumentar mais. Em novembro, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador determinou que 10% das vagas dos cursos de preparação de trabalhadores devem ser reservadas para pessoas com deficiência. Isso pega os jovens com deficiência, esse conjunto de pessoas mais pobres, que recebem o benefício de prestação continuada da assistência social. Anteriormente, elas não podiam passar ao mercado de trabalho, agora elas podem ser aprendizes, entrar nos cursos de capacitação do trabalho. Desde 2007, essas pessoas podem deixar de receber a contribuição enquanto são aprendizes e, se não conseguirem se colocar, voltar a receber o benefício. Isso dá uma segurança para que eles tentem ingressar no mercado e não ficar vinculado à política de assistência social. Essa mudança feita em 2007 era um pedido das próprias pessoas com deficiência, que não queria apenas receber apenas um salário mínimo, queriam ingressar no mercado de trabalho.
UOL - Por que houve a mudança?
Izabel - Era uma espécie de engessamento, porque o critério para receber o benefício era ser "incapaz para o trabalho". Acabou virando uma camisa de força. Isso foi sanado com a abertura para a pessoa trocar o benefício pela capacitação como aprendiz, por exemplo. Se ela não conseguir o emprego, ela pode voltar a receber essa pensão. O risco de perder a pensão levava às famílias terem medo.
UOL - No mercado de trabalho, onde está a maior dificuldade enfrentada pela pessoa com deficiência?
Izabel - A maior dificuldade é a seleção. O Ministério do Trabalho está fazendo uma rodada de seminários para que a discriminação na hora da entrevista desapareça ou seja a menor possível. Tanto assim que no setor privado a faixa salarial é mais baixa, se comparada com o setor público, onde encontramos salários mais altos, em sua maioria para pessoas com terceiro grau completo, que passam nos concursos, e o grande facilitador é a não subjetividade da seleção e do estágio probatório.
UOL - E na educação? Como está a situação?
Izabel - Na agenda social, trabalhamos com três objetivos principais: preparar os professores para trabalhar com alunos com deficiência; preparar as escolas do ponto de vista da acessibilidade; e dotar as escolas de salas de recursos multifuncionais (mobiliários, equipamentos, material pedagógico), para que o aluno com deficiência possa ter um rendimento como os outros. Em 2007, adequamos 238 prédios, em 2008, 1.869, e agora em 2009, 10.489 escolas. Também estamos acima da meta na distribuição dos kits para as salas e na formação dos professores. Só em 2009, capacitamos mais de 11.370 professores. Também identificamos, ao cruzar os dados do censo escolar com os dos beneficiários de pensão com menos de 18 anos, de cerca de 370 mil pessoas, apenas 1/3 está na escola. Treinamos mais de 30 mil pessoas, entre professores, técnicos etc, que vão visitar as famílias para identificar, em quase metade dos municípios brasileiros, porque essas pessoas não estão na escola. Com isso, vamos ter uma nova política não só de inclusão, mas de promoção social.
Um exemplo funciona: quando a população passa numa calçada e ela atravessa com carrinho de bebê, carrinho de feira, e encontra uma boa calçada, ela percebe: isso é uma rampa, não é só para cadeira de rodas,é para todos
UOL - Qual é a principal dificuldade hoje para a sua nova secretaria?
Izabel - É chegar a todos os prefeitos. Uma boa parte da acessibilidade do meio físico - transporte, calçadas, construções em geral - depende dos municípios. Se você já tem todas as regras vigentes, as normas da ABNT em vigor - como a renovação da frota, que tem de ser toda acessível -, depende das prefeituras. A capacitação dos gestores municipais é para nós uma questão de honra. Vamos trabalhar em parceria com o ministério das cidades e vamos trabalhar todas essas áreas. Já selecionamos as 1.030 escolas com mais 250 alunos que já tornamos acessíveis para que haja uma intervenção no entorno das escolas, nas calçadas, sinaleiras, ponto de parada, verificar se ali passa um corredor de transporte, para que tudo isso seja articulado, criando um pequeno reduto, um exemplo. Um exemplo funciona: quando a população passa numa calçada e ela atravessa com carrinho de bebê, carrinho de feira, e encontra uma boa calçada, ela percebe: isso é uma rampa, não é só para cadeira de rodas, é para todos. Para quem é mulher, andar de salto, aliás, não é fácil.Acessibilidade, no entanto, não se restringe ao meio físico. Os países ao nosso redor não tem o que temos hoje - por exemplo, páginas web governamentais e de empresas acessíveis à deficiente visual. O maior exemplo de que a pessoa começa a ser cidadã é a página do Leão: ela é totalmente acessível, a pessoa cega pode preencher o seu imposto de renda. E ela pode preencher porque ela paga, né? E é importante isso, porque é um mercado consumidor. É extremamente importante que as empresas invistam nesse conjunto de consumidores.
PASSEATA MOVIMENTO SUPERAÇÃO
http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2009/12/07/supere-se-movimento-superacao/#comments
Veja no blog do Jairo, alegria, alegria!
http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/arch2009-12-01_2009-12-31.html#2009_12-07_08_42_19-129797961-0
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Novos textos sobre surdez
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30 de noviembre 2009:
Las mutaciones genéticas causan tinnitus
Cuando el tinnitus viene acompañado de pérdida de audición la causa puede deberse a cambios genéticos y puede llegar a tener cura con terapia génica en el futuro, dicen científicos australianos.
El tinnitus como consecuencia de una hiperactividad de las células nerviosas en las partes del cerebro que procesan el sonido suele venir acompañado de una pérdida de audición unilateral. Las razones exactas han sido siempre un misterio para los científicos que estudian la audición, y no se conoce ningún tratamiento efectivo generalizado para el tinnitus.Esto puede estar a punto de cambiar gracias a los descubrimientos realizados por investigadores de la Universidad de Western Australia.Los científicos generaron daños auditivos y el subsiguiente tinnitus en cobayas y registraron los niveles de pérdida de audición y tinnitus. Descubrieron que el aumento de actividad en las células nerviosas se producía por cambios en los genes que controlan la actividad de las células nerviosas.Terapia génicaSegún los científicos, este hallazgo aumenta las esperanzas de que controlar la actividad de las células nerviosas puede llegar a aliviar o incluso curar el tinnitus. Cuando la causa subyacente sean los cambios producidos en los genes, la terapia génica puede llegar a ser un posible tratamiento.“Identificar los genes asociados a la actividad espontánea de las células nerviosas es crucial. Quiere decir que sería posible utilizar medicamentos para bloquear esta actividad y tratar afecciones como el tinnitus en el futuro”, afirmaba Don Robertson, investigador jefe de este descubrimiento, al RNID, la organización británica de la discapacidad auditiva organizadora y patrocinadora de la investigación.Fuentes: www.rnid.org.uk
Neuroscience vol. 159, núm.3
Nuevos artículos:
30 de noviembre 2009:
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12 de noviembre 2009:
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29 de octubre de 2009:
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22 de octubre de 2009:
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19 de octubre de 2009:
La mayoría de las personas se adaptan rápidamente a los audífonos
15 de octubre de 2009:
La oclusión dental defectuosa puede causar tinnitus
5 de octubre de 2009:
Los franceses sin prejuicios sobre los audífonos
5 de octubre de 2009:
Las moléculas son clave para la audición
28 de sept. de 2009:
Se descubre el gen asociado con la pérdida de audición relacionada con la edad
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Implante coclear pelo SUS em Minas Gerais
http://br.mc339.mail.yahoo.com/mc/compose?to=fernando.zuba@otempo.com.br
Hospitais de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Montes Claros e Governador Valadares, começarão a fazer implante coclear pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Serão os primeiros municípios do estado a realizar a cirurgia na rede pública. O procedimento auxilia na recuperação da audição de pacientes com surdez por meio da implantação de uma prótese conhecida como ouvido biônico. O Ministério da Saúde repassará ao estado R$ 4,4 milhões por ano para o custeio desses novos serviços. A expectativa é que sejam feitas até 96 cirurgias por ano nos quatro hospitais. A portaria do Ministério da Saúde que habilita os novos serviços foi publicada no Diário Oficial esta semana.
O implante coclear é um equipamento computadorizado colocado dentro da cóclea, na parte interna do ouvido. Ele capta os sons e os transforma em sinal elétrico, que é interpretado no cérebro como estímulo sonoro. Além do dispositivo, o equipamento é composto por um processador de fala que fica fora do ouvido. O funcionamento do implante coclear é diferente do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI), uma vez que ele cria a possibilidade do usuário perceber o som em vez de simplesmente aumentá-lo. Ele deve ser utilizado por pacientes que obtêm pouco ou nenhum benefício com o AASI.
SUPORTE - A cirurgia de implante coclear começou a ser feita pelo SUS em 2000. Atualmente, 11 unidades em todo o país têm capacidade para realizar o procedimento. No ano passado, foram feitos 417 implantes na rede pública. São mais de 2.000 cirurgias desde a primeira até setembro deste ano. O Ministério da Saúde repassa R$ 91,6 mil para o atendimento de cada paciente. Além do custeio da cirurgia, o valor inclui o preparo do paciente (com testes de próteses auditivas e avaliação fonoaudiológica) e a sua reabilitação. As unidades habilitadas pelo Ministério da Saúde devem cumprir uma série de requisitos que garantem o acompanhamento do paciente durante todo o processo, desde o preparo para a cirurgia até a reabilitação.
HOSPITAIS HABILITADOS PELO MINISTÉRIO DA SAÚDEBelo Horizonte - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas GeraisGovernador Valadares - Hospital SamaritanoJuiz de Fora - Hospital Maria José Baeta ReisMontes Claros - Hospital Dilson de Quadros Godinho
Fonte:Jornal O Tempo -