sábado, 23 de novembro de 2013

NUCLEO DE APOIO À INCLUSÃO DO ALUNO COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Para os que acham que os militantes dos surdos oralizados e usuários da língua portuguesa não conseguiram nada nestes anos todos de divulgação e luta por acessibilidade: até recentemente gestores escolares e autoridades em geral achavam que todo surdo usa língua de sinais.
Hoje em dia vejo com orgulho citação dos "SURDOS USUÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA" QUANDO LISTAM NECESSIDADES DE PESSOAS SURDAS. 
Dá um orgulho danado.
Muito do que hoje se divulga usando os termos SURDOS USUÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA se deve a este blog e ao nosso Manifesto  


Porque preferimos usar a denominação SURDOS neste blog

Porque preferimos usar a denominação SURDOS neste blog?


Há alguma controvérsia no assunto, alguns consideram SURDO quem nasceu surdo e usa preferencialmente a língua de sinais, preferindo chamar os demais de DEFICIENTES AUDITIVOS.


Depois de algumas discussões em nossa equipe, lendo textos legais, científicos e também o uso comum das palavras surdo e surdez optamos por essa denominação para sermos mais abrangentes.


Como nosso interesse é centrado no uso da Língua Portuguesa para nossa integração social e cultural e queremos acolher todos os surdos ou deficientes auditivos que nela se expressam chegamos ao SULP - Surdos Usuários da Língua Portuguesa.


Não importa seu grau de perda auditiva, se usa aparelhos, implantes, se nasceu surdo ou perdeu a audição mais tarde. Se você se comunica usando a Língua Portuguesa você é do nosso time: Sulp! 

É com orgulho e alegria que  divulgamos documento da Universidade Federal da Bahia enviado pelo professor
Teófilo Galvão Filho
Para acessibilidade@yahoogrupos.com.br
Hoje em 1:44 AM
[Anexos de =?iso-8859-1?Q?Te=F3filo_Galv=E3o_Filho?= incluídos abaixo]
   

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - UFBA
PRÓ-REITORIA DE AÇÕES AFIRMATIVAS E ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL – PROAE
Núcleo de Apoio à Inclusão do Aluno com Necessidades Educacionais Especiais - NAPE


             CAROS PROFESSORES,


Vivenciamos, na atualidade, um conjunto de mudanças sociais que apontam para a valorização da diversidade humana e para a superação de antigos mecanismos de exclusão. Uma das consequências dessas mudanças manifesta-se pelo aumento da esperada e bem-vinda inclusão de estudantes com deficiência nas universidades do país, rompendo, gradativamente, com séculos de exclusão e invisibilidade dessa parcela da população em nossa sociedade.

A Universidade Federal da Bahia - UFBA tem procurado, com crescente ênfase nos últimos anos, preparar-se para receber a todos os estudantes com deficiência que ingressam nesta comunidade acadêmica, buscando disponibilizar o suporte e o apoio indispensáveis para que esses estudantes encontrem as condições de acessibilidade necessárias ao desenvolvimento, com pleno aproveitamento, dos seus estudos.

Para isso, a UFBA criou, em 2008, o Núcleo de Apoio à Inclusão do Aluno com Necessidades Educacionais Especiais - NAPE, o qual possui, entre suas diferentes atribuições, a missão central de disponibilizar suporte a todas as unidades da UFBA, para que cada uma delas possa organizar-se e oferecer estruturas e serviços de apoio, de forma que acolha, com a acessibilidade e dignidade necessárias, a todos os estudantes com deficiência que já frequentam ou que venham a frequentar essas unidades (salas de aula, bibliotecas, laboratórios, serviços etc.).

Notem que, numa Universidade Brasileira, essas ações situam-se no âmbito do estrito acesso a direitos fundamentais e básicos para o exercício pleno da cidadania, e não de medidas opcionais e secundárias. A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada na ONU em 2006, e ratificada integralmente pelo Brasil em 2008 com o status de Emenda Constitucional, preconiza a necessidade da inclusão educacional, em todos os níveis, dos estudantes com deficiência, e tipifica claramente a falta de acessibilidade como uma evidente forma de discriminação. É, portanto, a própria lei maior do país, a Constituição Brasileira, que assim se manifesta.

Portanto, há muito ainda a ser feito nessa área na Universidade Federal da Bahia.

E, para isso, é indispensável o envolvimento comprometido de toda a comunidade acadêmica, sejam gestores, professores, funcionários ou alunos, de forma a que, a crescente inclusão de alunos com deficiência na UFBA, possa ocorrer, cada vez mais, com a eficiência, agilidade e acessibilidade necessárias. E a diversidade humana possa ser percebida, não como um obstáculo ou uma dificuldade a mais, mas, sim, como uma riqueza que aponte para o crescimento e humanização da sociedade, por meio de um maior e mais harmonioso convívio na diversidade intrínseca a essa humanidade.

Dirigimo-nos, neste momento, especificamente a vocês, CAROS PROFESSORES, em função da sua proximidade do cotidiano acadêmico e das necessidades educacionais específicas desses alunos com deficiência, certos do seu compromisso com esse processo de inclusão e de efetivação de direitos, trazendo algumas informações e orientações que, embora resumidas e parciais, possam ajudá-los nas interações necessárias para a inclusão e progresso desses estudantes.

Apresentamos, a seguir, uma pequena lista de orientações e recomendações sobre as necessidades mais frequentes relacionadas, principalmente, com os comprometimentos das funções físico/motoras, funções visuais e funções auditivas, referentes às demandas encontradas na atualidade.


DEFICIÊNCIA FÍSICA/MOTORA:

  • Compreender que estudantes com deficiências físicas/motoras não apresentam deficiências intelectuais e podem aprender através dos mesmos métodos empregados com os demais estudantes. Portanto, métodos especiais de ensino só são necessários para os estudantes cujas deficiências físicas sejam complicadas por dificuldades resultantes de lesões neurológicas, com comprometimentos severos de interação e comunicação.

  • Oferecer ajuda e aguardar que o estudante com deficiência física diga como proceder.

  • Organizar a sala de aula de forma a que permita a mobilidade do estudante em cadeira de rodas. Remover carteiras ou cadeiras, de forma a possibilitar a passagem de cadeira de rodas, ou facilitar a locomoção de alunos com muletas.

  • Procurar sentar-se, durante conversas longas, ficando no mesmo nível do olhar do estudante usuário da cadeira de rodas.

  • Colaborar na acomodação do estudante usuário de muletas de modo que estas estejam sempre ao alcance de suas mãos.

  • Ficar a vontade ao utilizar vocábulos como 'correr' ou 'caminhar', pois as pessoas com deficiência também as usam.


DEFICIÊNCIA VISUAL:

  • Oferecer ajuda sempre que um estudante com deficiência visual (cegueira ou baixa visão) parecer necessitar, mas sempre perguntando-lhe antes de agir e solicitando explicações de como fazê-lo.

  • Compreender que os sentidos remanescentes (tato, audição, paladar, olfato) possibilitam, para esse estudante, a ampliação de possibilidades na obtenção de informações originadas no meio externo.

  • Prestar informações ao estudante sobre a organização do espaço físico e mobiliário da sala de aula, e sempre que houver alterações no mesmo, permitindo o reconhecimento desse espaço, de modo que ele tenha autonomia na mobilidade.

  • Adotar o princípio da redundância na comunicação, canalizando por via verbal ou via e-mail, avisos e demais informações afixadas em murais, por exemplo.

  • Fornecer ao estudante com deficiência visual, ou ao serviço de apoio, com a devida antecedência, todo o conteúdo textual da disciplina, em cópias de boa qualidade e de preferência em formato digital, tais como: os planos das disciplinas, livros digitalizados, textos, apostilas e demais materiais didáticos.

  • Nos deslocamentos, permitir que o estudante cego segure em seu braço, de preferência, no cotovelo ou no ombro, sempre que você for guiá-lo. À medida que encontrar degraus, meio-fios e outros obstáculos, oriente-o. Ao passar em lugares muito estreitos para duas pessoas caminharem lado a lado, coloque seu braço para trás de modo que o estudante cego possa segui-lo.

  • Garantir a audiodescrição, feita por colegas ou outras pessoas, quando da utilização de vídeos e/ou documentários, mediante a descrição oral das informações que compreendemos visualmente e que não estejam contidas nos diálogos, tais como expressões faciais e corporais, efeitos especiais, ambientes, mudança de tempo e espaço, entre outras.

  • Possibilitar diferentes instrumentos de avaliação, como: prova em Braille, prova oral, apresentação de seminários, portfólios, entre outros.

  • Não excluir o estudante com deficiência visual da participação plena em atividades de campo e sociais, nem minimizar tal participação.

  • Permitir, durante as aulas, o uso do gravador, da máquina de escrever Braille, de computador com programas sintetizadores de voz e ledores de texto.


DEFICIÊNCIA AUDITIVA:

  • Reconhecer a existência de duas realidades distintas, na área da Deficiência Auditiva: a existência de surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e, também, a existência de surdos usuários da Língua Portuguesa, muitas vezes não usuários de LIBRAS, oralizados, e que realizam a leitura labial. Saber que essas duas realidades necessitam de recursos de acessibilidade bem diferentes, para favorecer o seu aprendizado e comunicação.

  • Utilizar a escrita ou recursos visuais para favorecer a apropriação do conteúdo abordado verbalmente.

  • Favorecer um ambiente de classe sem muito ruído, principalmente em caso de estudante com deficiência auditiva que utilizam próteses auditivas ou Implante Coclear, e também para os que precisam fazer a gravação em áudio das aulas para depois ouvi-las.

  • Organizar a classe de modo que o estudante com deficiência auditiva possa visualizar os movimentos orofaciais dos seus professores e colegas, para realizar a leitura labial.

  • Compreender e assegurar o papel do intérprete de LIBRAS em sala de aula: traduzir/interpretar as aulas ministradas e as interações sociais estabelecidas entre docentes e discentes e entre discentes, colaborando para apreensão do conteúdo e do contexto social onde acontece a aula.

  • Utilizar o closed caption/legenda oculta quando a aula demandar filmes ou documentários.

  • Evitar falar enquanto escreve na lousa.


Em algumas situações, é importante ampliar o tempo para realização das provas e demais avaliações, para os estudantes com deficiência que disso necessitem. Em relação a todos os estudantes com deficiência, é fundamental, também, estar atentos às suas demandas e dificuldades, avaliando a necessidade de solicitar da Universidade os suportes e recursos de Tecnologia Assistiva que possam ser úteis a esses alunos na sala de aula, para o seu aprendizado, movimentação ou posicionamento, manipulação de materiais e conteúdos, comunicação e demais necessidades.

            Estas são apenas algumas rápidas orientações e recomendações, estando o NAPE disponível para outras informações e detalhamentos que se façam necessários.



Cordiais Saudações,



NAPE/PROAE/UFBA





CONTATOS:
Av. Jeremoabo, s.n., PAF 3 - Térreo
Campus Universitário de Ondina
Telefones: 3283-6979 e 3283-6980


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

RECURSO QUE TODA CLÍNICA QUE ATENDE PACIENTES COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA DEVERIA TER - ATENDIMENTO ON LINE, MARCAÇÃO DE CONSULTA PELO SITE


RECURSO QUE TODA CLÍNICA MÉDICA, FONOAUDIOLÓGICA E REVENDAS DE APARELHOS AUDITIVOS PRECISA TER: AGENDAMENTO DE CONSULTA ONLINE

São muitas coisas horríveis a respeito de perder a audição, mas perder a autonomia, entre todas elas, é a que mais me irrita. Tenho ódio de ter que pedir para alguém fazer um telefonema para mim. Quando se trata de empresas que trabalham com pessoas que não ouvem – clínicas de otorrinos, clínicas de fonos, revendas de aparelhos auditivos, consertos de aparelhos auditivos – penso que elas têm obrigação de facilitar a vida dessas pessoas. Que deprimente precisar pedir para um parente/amigo/namorado/colega que ligue pro meu médico ou fono e agende uma consulta para mim. Por favor!!! Em pleno ano de 2013 e com tanta tecnologia disponível, isso de chama negligência.Sim, porque todas as clínicas que eu conheço têm sites maravilhosos, que custaram bem caro – colocar essa ferramenta básica à disposição não custaria um real a mais.
LEIA A MATÉRIA COMPLETA EM:

http://cronicasdasurdez.com/recurso-que-toda-clinica-medica-fonoaudiologica-e-revendas-de-aparelhos-auditivos-precisa-ter-agendamento-de-consulta-online/

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

SURDOS ORALIZADOS SEM ACESSIBILIDADE PARA ESTUDAR EM UNIVERSIDADES

Estamos constantemente lembrando aos gestores culturais, escolares, organizadores de eventos etc. que precisam aprender a respeitar a acessibilidade para todo tipo de deficiência
No caso dos surdos é comum pensarem que basta colocar intérprete de língua de sinais e está tudo resolvido.
Estamos sempre enfatizando QUE NEM TODO SURDO USA LÍNGUA DE SINAIS.
OS SURDOS USUÁRIOS DE APARELHOS AUDITIVOS E IMPLANTES, QUE SE COMUNICAM NA LÍNGUA PORTUGUESA PRECISAM DE EQUIPAMENTOS DE AMPLIFICAÇÃO ESPECIAL SEJA  FM (DE USO INDIVIDUAL) SEJA O ARO MAGNÉTICO (DE USO COLETIVO) E PRINCIPALMENTE  O TELÃO COM REPRODUÇÃO DO QUE ESTÁ SENDO DITO, DIGITADO POR ESTENOTIPISTA NOS EVENTOS AO VIVO E LEGENDAGEM EM FILMES, AUDIOVISUAIS E TEATRO.
Pela falta desses recursos acabamos sendo excluídos do lazer e dos eventos culturais.  
Mas é tremendo saber que muitos estudantes são deixados de fora de escolas e universidades pela falta de recursos de acessibilidade, que permitam acompanhar as aulas.

RECEBI A MENSAGEM ABAIXO E CONFESSO ME SENTI MUITO ANGUSTIADA DIANTE DA FALTA DE RECURSOS DE ACESSIBILIDADE PARA ESTUDANTES SURDOS ORALIZADOS, USUÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA.   
SÓ SE FALA DE INTÉRPRETES DE LÍNGUA DE SINAIS E NADA SOBRE OS SURDOS QUE NÃO USAM ESSA MODALIDADE DE COMUNICAÇÃO.

Sem condição de estudar como obter uma boa formação profissional e poder trabalhar, exercer a cidadania, usufruir dos direitos, da informação, do lazer? 


UM ESTUDANTE QUE PERDE A AUDIÇÃO DEPOIS DE ALFABETIZADO E ORALIZADO NÃO VAI LARGAR TUDO E IR APRENDER LÍNGUA DE SINAIS SÓ PORQUE NO BRASIL  AS AUTORIDADES EDUCACIONAIS SE COMPORTAM COMO SE IGNORASSEM A EXISTÊNCIA DOS SURDOS USUÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA  ORALIZADOS, USUÁRIOS DE PRÓTESES AUDITIVAS DE TODO TIPO? ISSO É UMA TREMENDA INJUSTIÇA.


"Me chamo......  Tenho 27 anos.
Nasci com uma doença genética que por toda vida da pessoa gera tumores na cabeça, pescoço e coluna (meningiomas, schwannomas). E, a principal característica, é o aparecimento bi lateral de neurinomas. Daí, todos os portadores dessa doença em algum tempo vão perder a audição.


Perdi a audição do lado esquerdo em 2003, depois da retirada do neurinoma, e desde 2008 a audição do lado direito foi decaindo, até metade do ano passado, quando se foi quase 100%.......................

Por fim, hoje sou surdo oralizado. Uso um aparelho auditivo.......... embora me proporcione algum som (não compreensível, cheio de ruído), é melhor do que nada, mas na faculdade, não adianta de nada.
Então, eu estava pensando sobre a questão da estenotipia em sala de aula.

A faculdade (é federal) por lei é obrigada a disponibilizar o intérprete de LIBRAS, mas eu não sei nada de LIBRAS, nem tenho interesse em aprender por enquanto, e isso levaria tempo.


Assim, pensei se seria viável a faculdade pagar um serviço de estenotipia. Nem que seja entrando com ação no Ministério Público. Se, caso, fosse viável tecnologicamente também, claro. Moro em ......., e aqui com toda a certeza não tem nenhuma empresa nesse ramo.
Vi no seu blog um post sobre uma moça que estudou nos EUA usando esse serviço. Você acha que isso seria possível aqui?

Eu até tranquei a faculdade. Não tenho condição alguma de aprender sem acessibilidade. Estava sendo tratado como se ouvisse; nem o coordenador do curso fazia alguma coisa quanto à isso."


Só me resta encaminhar a mensagem à deputada Mara Gabrilli, para que tome conhecimento de mais essa dificuldade que afeta pessoas com deficiência.



5º Fórum sobre deficiência auditiva e implante coclear São Paulo SP 19 de outubro de 2013

Leia mais sobre o evento
http://desculpenaoouvi.laklobato.com/2013/10/10/5o-forum-sobre-deficiencia-auditiva-e-implante-coclear/




segunda-feira, 30 de setembro de 2013

TEATRO COM LEGENDAS EM SÃO PAULO SP PROGRAMAÇÃO DE OUTUBRO 2013

INFORMAÇÃO DE Geni Fávero
  Bom dia a todos!
Segue a programação do Teatro Sérgio Cardoso que terá acessibilidade com o Mobi LOAD, intérprete de libras e audiodescrição.

No teatro Sérgio Cardoso:
Consulte o teatro e reserve seu ingresso.

Terça-feira e Quarta-feira (01.10.13 e 02.10.13) - às 21:00 horas - A Serpente - Com Mobi LOAD (*LEGENDAS INDIVIDUAIS NUM TABLET ACOPLADO À POLTRONA)

Sinopse:
 Débora Falabella interpreta Guida, uma mulher muito ligada à irmã Lígia (Débora  Gomez). Ambas casam no mesmo dia e, com os maridos, dividem um apartamento em Copacabana. Um ano depois do casamento, Guida vive uma intensa lua-de-mel e Lígia é praticamente virgem. Muito infeliz, Lígia expulsa o marido de casa e diz para a irmã que está pensando em morrer. Guida faz uma proposta: a irmã deve passar uma noite com seu marido. Com um ritmo rápido e texto sucinto – em apenas um ato – o dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980) conseguiu escrever uma peça inteira sobre um tema familiar: a paixão de duas irmãs pelo mesmo homem. Completam o elenco Alexandre Cioletti, Augusto Madeira e Cyda Morenyx. “É uma montagem que privilegia o trabalho do ator, ressaltando a teatralidade do texto de Nelson Rodrigues, em uma leitura com os olhos de hoje”, destaca a diretora Yara de Novaes.



Sábado (05.10.13) - às 17h - Eu Te amo Meu Brasil - Com Mobi LOAD
Sinopse: A peça acompanha, em tom de memória, o cotidiano de Tuco, um garoto de uma família comum de classe média, seus colegas de escola, namorada e professores, tendo como ambiente narrativo a história recente do Brasil e as transformações que aconteceram no país a partir da década de 1960. A narrativa tem inicio com a inauguração de Brasília e passa por Jânio Quadros, João Goulart, o golpe militar de 1964, o período da ditadura, os exilados, a censura, a anistia, as diretas-já, Tancredo, Collor, etc. Mais do que um simples pano de fundo, esses fatos históricos constituem, juntamente com o garoto, as personagens centrais do espetáculo, desencadeiam as ações e provocam as mudanças que atingem a família e os amigos de Tuco.



Domingo (06.10.13) - às 18h - O Amor e outros Estranhos Rumores - Com Mobi LOAD

Sinopse:
 A dramaturga Silvia Gomez escreveu este espetáculo a partir de contos do mineiro Murilo Rubião (1916-1991), pioneiro do realismo fantástico brasileiro. Yara de Novaes dirige o espetáculo que mergulha em três de seus contos: Memórias do Contabilista Pedro Inácio, Os Três Nomes de Godofredo Bárbara. A montagem apresenta histórias que trazem à tona questões extraordinárias sobre amor e solidão. No elenco, Débora Falabella, Rodolfo Vaz, Maurício de Barros e Priscila Jorge.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

FESTIVAL ASSIM VIVEMOS 02-10-2013 A 12-10-2013 CCBB SP

ASSIM VIVEMOS – FESTIVAL DE FILMES SOBRE DEFICIÊNCIA

Duração do evento: 
Vários dias
Data do evento: 
De 02/10/2013 até 12/10/2013
Evento acessível?: 
Sim, o evento é acessível
Informações: 
Arte da Inclusão   A sexta edição do “Assim Vivemos – Festival de Filmes sobre Deficiência” em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil leva 28 produções de filmes de 17 países diferentes e debates.   A sexta edição do “Assim Vivemos – Festival de Filmes sobre Deficiência” em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil leva 28 produções de filmes de 17 países diferentes e debates. O foco do festival está em filmes que tenham pessoas com deficiência como protagonistas.
A programação oferece acessibilidade à todos os públicos: audiodescrição em todas as sessões e catálogos em Braille, legendas com Closed Caption nos filmes e interpretação em LIBRAS nos debates.
Data: 2 a 12 de outubro.   Horário: sessões às 13h, 15h, 17h e 19h.
Entrada é gratuita.
Confira a programação!
http://www.assimvivemos.com.br/2013/pt/programacao/#saopaulo

http://www.assistiva.org.br/evento/assim-vivemos-festival-de-filmes-sobre-deficiencia

SEMANA DE INCLUSÃO E DIVERSIDADE DO SENAC CONSOLAÇÃO SP TEM AUDIODESCRIÇÃO, LEGENDAS E LIBRAS - DE 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2013

informação enviada por Iguale
Posted: 26 Sep 2013 09:57 AM PDT
 Com os recursos de acessibilidade de audiodescrição, legenda open caption e tradução em LIBRAS o evento possibilita uma participação ainda mais completa do público com deficiência visual e auditiva
 São Paulo, 26 de setembro de 2013 – De 1 a 5 de outubro, o Senac Consolação realiza a Semana Senac de Inclusão e Diversidade. Ao longo da programação, que promoverá o diálogo e o compartilhamento de experiências sobre inclusão social e educacional, tendo como tema principal o mercado de trabalho, diversidade profissional e valorização da competência, recursos de acessibilidade como a audiodescrição, legenda open caption e tradução em LIBRAS serão desenvolvidos, paralelamente, para que o público com deficiência visual e auditiva participe efetivamente.
 Na Semana Senac de Inclusão e Diversidade, explica a coordenadora do Setor de Responsabilidade Social do Senac Consolação, Maria Aparecida Capellari, a Iguale Comunicação de Acessibilidade fará a audiodescrição ao vivo do Workshop de Inclusão que abrirá o evento, no dia 1º. Esta atividade, que objetiva sensibilizar para promover a inclusão da pessoa com deficiência, terá informações, vivências e reflexões sobre o assunto, proporcionando o convívio em condições de igualdade entre pessoas com e sem deficiências. Por isso, a audiodescrição se faz essencial neste momento, para que mais pessoas conheçam o que, como funciona e quais são seus benefícios.
 A audiodescrição ao vivo, feita pelos audiodescritores da Iguale, estará também disponível em outras palestras ao longo do evento. Já dos dois filmes em cartaz na sessão pipoca, o Intocáveis terá a audiodescrição e open caption da Iguale e o Colegas, da empresa Tagarellas Produções. Em sua 8ª edição, a Semana Senac de Inclusão e Diversidade do Senac Consolação oferece pelo segundo ano consecutivo a audiodescrição e pela primeira vez a legenda open caption na atividade chamada de sessão pipoca”. Já a tradução em LIBRAS é algo que acompanha o evento desde 2005. Segundo Maria Aparecida, ao incluir a audiodescrição nas palestras busca-se mostrar, principalmente para quem ainda desconhece, como funciona e quais são os seus diferenciais no quesito acessibilidade para quem tem a deficiência visual.
Confira a programação da Semana de Inclusão e Diversidade, do Senac Consolação e prestigie
Clique na imagem para ampliar a viasualização
Para Maria Aparecida, em uma semana dedicada à inclusão e diversidade é fundamental que os recursos criados para promover a acessibilidade estejam presentes ao longo da programação, tornando a participação da pessoa com deficiência visual e auditiva ainda mais efetiva, e com melhor entendimento, pois a informação e o conhecimento são direitos de todos os cidadãos. Ainda de acordo com a coordenadora, em 2012 quando a audiodescrição foi incluída no evento, a recepção foi muito positiva e contribuiu para um aumento significativo na participação do público com deficiência visual. Por isso, espera-se um número de participantes ainda maior no evento deste ano. O evento é gratuito.
 Programação*
Evento: Semana Senac de Inclusão e Diversidade
Dia 1/10 (terça-feira)
Workshop de Inclusão
Horário: das 14h às 17h
Dia 2/10 (quarta-feira)
Oficina de Libras – Noções Básicas de Cultura Surda e como se comunicar com surdos
Horário: 15h às 16h
Dia 2/10 (quarta-feira)
Oficina Sem Sentido, tem Sentido: Como a aprendizagem ocorre quando se é privado do sentido da visão?
Horário: das 16h30 às 17h30
Dia 2/10 (quarta-feira)
Horário: das 19 às 21h
Sessão Pipoca – Filme Colegas em português com legenda e audiodescrição da Tagarellas Produções
Duração: 1h 39min
Dia 3/10 (quinta-feira)
Sessão Pipoca: Filme Intocáveis – dublado com legenda e audiodescrição da Iguale Comunicação de Acessibilidade
Duração: 1 h52min
Horário: das 15 às 17h
Dia 3/10 (quinta-feira)
World Café – As diferentes posturas empresariais frente ao processo de inclusão
Horário: das 19h às 21h30
Dia 4/10 (sexta-feira)
Palestra: Mercado de Trabalho, Diversidade Profissional e Valorização da Competência e Roda de Conversa com profissionais convidados
18h30: Credenciamento / 19h: abertura
Dia 5/10 (sábado)
Palestra Intolerância: Preconceito ou incompreensão?
Horário: 9h – Credenciamento / Palestra: das 9h30 às 11h
Palestra: A inclusão no trabalho começa na empresa ou na família?
Horário: 11h às 12h30
Intervalo para almoço: 12h30 às 13h30
Palestra: Ver o outro: dialogar e compreender para incluir
Horário: 13h30 às 14h30
Palestra: Eu posso você pode
Horário: 14h30 às 15h30
Palestra: Segurança no trabalho e o compromisso de incluir
Horário: das 15h30 às 16h30
Encerramento
Apresentação artística com Roseli Behacker Garcia
Horário: 16h45
Realização: Senac Consolação
Audiodescrição e legenda open caption: Iguale Comunicação de Acessibilidade
Público-alvo: educadores, gestores de recursos humanos e do terceiro setor, estudantes, empresários, profissionais da área da saúde e público interessado no tema.
*Confira a programação completa: clique aqui!

Mostra Internacional de Arte + SENTIDOS DE 10 A 27 DE OUTUBRO EVENTOS COM AUDIODESCRIÇÃO, LEGENDAGEM E LIBRAS

MOSTRA INTERNACIONAL DE ARTE + SENTIDOS REÚNE ARTISTAS COM E SEM DEFICIÊNCIA NO TEATRO SÉRGIO CARDOSO

E-mailImprimir
Realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, evento inédito apresenta espetáculos selecionados pela qualidade estética. Plateia terá recursos de acessibilidade comunicacional 
A Secretaria de Estado da Cultura promove a mostra internacional de arte + SENTIDOS, no Teatro Sérgio Cardoso, de 10 a 27 de outubro. O público será convidado a assistir espetáculos reconhecidos por sua qualidade estética produzidos por artistas com e sem deficiência e que, apresentados numa mostra única, levam ao debate sobre a produção e o consumo da arte por todas as pessoas. Ao todo, se apresentam 11 grupos e solistas do Brasil, Portugal e Escócia, com 12 montagens, sendo quatro inéditas em São Paulo.
A mostra + SENTIDOS faz parte das ações realizadas pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio das Secretarias da Cultura e dos Direitos da Pessoa com Deficiência, para promoção da acessibilidade comunicacional em museus, teatros, espetáculos e eventos. Por isso, todas as apresentações terão recursos de audiodescrição, legendagem e libras.
 SAIBA MAIS:

ACESSIBILIDADE CULTURAL PARA PESSOAS COM TODAS AS DEFICIÊNCIAS LEIA E ASSINE


ASSINE NO LINK ABAIXO

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2013N44281

terça-feira, 24 de setembro de 2013

TEATRO LEGENDADO EM SÃO PAULO SÁBADO 28.09.2013 TEATRO SÉRGIO CARDOSO E TEATRO TUCA

PARA EVITAR CONTRATEMPOS PEDIMOS QUE SE COMUNIQUEM COM OS TEATROS PARA CONFIRMAR DATA, HORÁRIO E SE HAVERÁ DE FATO O RECURSO DA LEGENDA.

Compartilhando, divulgando e  está confirmado esse fim de semana 3 peças em 2 teatro diferentes com legendas através do recurso Mobi LOAD 
SAIBA MAIS SOBRE O PROCESSO DE LEGENDAGEM 
No teatro Sérgio Cardoso: 
Sábado (28.09.13) às 18:00 horas - "Eu te amo Meu Brasil" - Com Mobi LOAD
                               às 21:00 horas - "O Amor e Outros Estranhos Rumores" - Com Mobi LOAD
No teatro TUCA (da Universidade PUC): 
Sábado (28.09.13) às 21:30 horas - "Tribos" - Com Mobi LOAD
saiba mais
http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2013/09/uma-nova-ferramenta-inclui-surdos-e-cegos-nas-plateias-de-teatro.html

http://blog.stenomobi.com.br/

Minha experiência pessoal com tablet e com legenda abaixo do palco: ainda prefiro legenda abaixo do palco porque não precisamos fazer movimento de cabeça ou de olhos para lugares diferentes, no caso o palco ou a tela. Gostei mesmo da disposição da foto abaixo, a ela do cinema e abaixo dela uma tela estreita de comprimento um pouco menor que a  tela principal com as legendas.


Foto de SôRamires da tela do Cinesesc em São Paulo com a tela menor para legendas.

Acabo de voltar do teatro Sérgio Cardoso, peça EU TE AMO MEU BRASIL.


Sala lotada. Muitos cegos aproveitando a audiodescrição, nos tablets com legendas apenas eu e mais duas pessoas surdas:a Geni Favero e uma amiga dela. Atores emocionados de poder ter um público novo para eles. Pessoal do teatro também contente. Idem o pessoal da audiodescrição e a turma da Steno (legendas nos tablets). Na sala pequena, com boa acústica pude ouvir grande parte das falas mas o tablet com legendas ajudou em algumas passagens. Juntei então aparelhos auditivos, leitura labial e legendas; As músicas em gravações deu pra ouvir muito bem. Para os surdos sinalizados teve intérprete mas como ela ficou ao lado do palco e muito visível eu virei para o lado oposto porque se não atrapalharia porque chama a atenção mesmo sem a gente querer. A peças que fala do Brasil dos anos 50 até agora tem um tom meio circense, leve...eu que vivi esses anos não me entusiasmei muito mas para os mais jovens deve ter sido interessante.