terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Série Vida em Movimento

O Amankay - Instituto de Estudos e Pesquisas acaba de divulgar parte da repercussão da série Vida em Movimento, exibida em 8 programas pela Fundação Padre Anchieta TV Cultura, entre 29/11/2008 a 17/01/2009. O relatório apresenta, entre outras coisas, a divulgação e repercussão dada por veículos de imprensa, mídia alternativa, internet e o feedback de muitas pessoas com destacada atuação no que se refere ao foco dos programas, que são as pessoas com deficiência, sua realidade, contexto, conquistas e desafios. A série Vida em Movimento foi produzida com o apoio do Departamento Nacional do SESI – Serviço Nacional da Indústria.

Acesse o relatório completo neste link:
http://agenciainclusive.files.wordpress.com/2009/02/vida_em_movimento.pdf


Os programas em vídeo 320 x 240 podem ser obtidos por download através do link a seguir:
http://www.amankay.org.br/videos/vida_movimento.zip

Fonte: Agência Inclusive



E-mail enviado para TV Cultura
Enviada em: sábado, 31 de janeiro de 2009 11:13Para: Atendimento ao Telespectador


Assunto:Acabo de tentar assistir a um programa apresentado hoje sábado às 10:00 com Dudu Braga.
O assunto era deficiência auditiva e eu sou deficiente auditiva que uso aparelhos e necessito TV legendada em português porque não conheço a linguagem dos sinais. (correção necessária: língua de sinais - Sô)
Fico muito triste com a falta de consideração com um elevado número de pessoas que são deficientes auditivas e não se comunicam usando sinais.
Nos autodenominamos SULP - Surdos Usuários da Língua Portuguesa.

A TV Cultura encaminhou a mensagem ao Amankay.

Sempre atenta e gentil, reproduzimos a mensagem de Marta Gil:

Prezada So,

Agradeço muito sua atenção e o Manifesto.

Você tem razão, nem todo surdo usa LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais, assim como nem todo cego usa Braile.

Os programas originais da série Vida em Movimento estão em DVD, formato que permite usar todos os recursos de acessibilidade, um em cada canal. Assim, o produto original permite escolher entre apenas vídeo, legendas, Libras, Libras e legendas e audiodescrição. Infelizmente, a tiragem foi pequena (1.000 exemplares) e já se esgotou.

Estou organizando um clipping com as mensagens recebidas e seu comentário fará parte, sem dúvida.

Essa foi uma iniciativa pioneira da TV Cultura: é a primeira vez que um canal de TV brasileiro apresenta uma série de documentários sobre Deficiência. Acredito que é interesse da TV aperfeiçoar a comunicação com todos os telespectadores. Eles têm demonstrado muita sensibilidade e interesse.

A parceria entre a TV Cultura, o SESI, responsável pela realização dos programas e o Amankay deu certo e esperamos dar continuidade.

Abraços,
Marta Gil
Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas






sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Video de campanha IGUAIS NA DIFERENÇA

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos apresentou o filme da campanha pela inclusão "Iguais na Diferença" .
Aprovamos e elogiamos qualquer iniciativa que incentive a inclusão e o exercício da cidadania da pessoa com deficiência.
O filme conta com audiodescrição (tecla SAP da TV), janela de Libras e legendas inseridas no contexto visual da narração: em camisetas, cartazes de parede, painel de ônibus, caderno de cadeirante, capa de disco, cartazes de mão, etc... Não conta com a legendagem tradicional segundo as regras:
http://www.mpdft.gov.br/sicorde/normas/NBR15290.pdf


VEJA NO YOUTUBE:

com audiodescrição

http://www.youtube.com/watch?v=2HudTMEYl4g&NR=1

Com trilha sonora musical

http://www.youtube.com/watch?v=ANFu9gcIQho




Mas infelizmente para o surdos usuários da língua portuguesa a maneira de colocar legendas fora nas normas geraram problemas de leitura.

Reproduzimos alguns comentários de surdos usuários da língua portuguesa:

SÔ, a câmera precisa focalizar melhor os objetos, placas, cartazes que têm a escrita e pelo menos dar um tempinho pra gente ler! Cris



Cris! Totalmente de acordo, eu senti a mesma coisa! Sô

Bom eu acho que o vídeo é RÁPIDO demais e deveria ser um pouco mais demorado nos cartazes e placas. Já que é um assunto tão importante deveriam ter feito com menos pressa um pouco. Mas no geral ficou bom o problema é só esse mesmo. Diéfani

Muito rápido. Só da para ler no inicio e no fim. Elizabeth

Eu sou uma pessoa que lê muito rápido. Tenho essa habilidade não só por ler muito, mas também por ter feito curso de leitura dinâmica. Por conta disso, eu consegui ler boa parte das mensagens, não todas.Se eu com leitura dinâmica - precisei usar a técnica - consegui ler apenas parte das mensagens, não todas, imagine quem não tem essa facilidade? Não vai conseguir acompanhar. Então, para a média da população, o vídeo está rápido demais. Se é para o deficiente auditivo conseguir acompanhar o texto, a campanha (não funciona). Drauzio

O video ficou bacana, deu pra ler algumas coisas, mas estava rápido demais...Rafael

Não dá para entender nada.Faltou a legenda.A Janela de LIBRAS está horrível.E as mensagens escritas passam muito rápido, mesmo assistindo várias vezes ainda fica difícil entender algumas delas.O João não entendeu nada. Rita, mãe de surdo universitário.


São todas pessoas surdas, cultas, com hábito de leitura por isso considero uma avaliação a ser levada em conta.
Se você leitor deste blog quiser deixar seus comentários a respeito da facilidade ou dificuldade que teve em entender o vídeo agradecemos.

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Notícia que fala do filme:

Para promover a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade, sensibilizando-a para o combate à discriminação, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) estrearam uma campanha publicitária para estimular a convivência de pessoas com e sem deficiência. O filme é o primeiro do País acessível às pessoas com diferentes deficiências. A Propeg, a agência que assina o trabalho, embarcou no comercial três recursos que facilitam o acesso às pessoas com deficiência visual e auditiva: audiodescrição, recurso em que a pessoa com deficiência visual, acionando a tecla SAP da TV, pode escutar a descrição das cenas; e narração em libras e legenda diferenciada inserida nas situações ilustradas no filme. O fio condutor criativo para o filme foi o funk "Condição", do cantor e compositor Lulu Santos. O filme aproveita os versos da letra de Lulu em diversos planos, como num clipe que mostra cenas de convivência entre pessoas com e sem deficiência. O comercial mostra sequência de pessoas cantarolando a canção em diversas situações: "Eu não sou diferente de ninguém/Quase todo mundo faz assim./Eu me viro bem melhor/ Quando tá mais pra bom que pra ruim./Não quero causar impacto./Nem tampouco sensação./O que eu digo é muito exato/ É o que cabe na canção./Eu não sei viver triste, sozinho: É a minha condição". A locução, em off, encerra com a afirmação: "Iguais na diferença. Campanha pela inclusão das pessoas com deficiência." E traz as assinaturas: "Secretaria Especial dos Direitos Humanos" e "Brasil. Um País de todos." Além de filme, o plano de mídia é composto por spot e anúncios de página dupla para revistas. A campanha também tem como objetivo levar ao conhecimento da sociedade o novo conceito de deficiência expresso na Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.



Fontes:
http://www.revistapublicidad.com/View/Noticia.aspx?c=Zx7VGPICk9w=


http://agenciainclusive.wordpress.com/2009/02/19/iguais-na-diferenca-campanha-pela-inclusao-das-pessoas-com-deficiencia/



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Teste da orelhinha

O "Teste da Orelhinha" é tão importante quanto o "Teste do Pezinho" e deve ser realizado em todos os bebês, mesmo nos nascidos em condições normais de parto, sem antecedentes de casos de surdez na família ou fatores de risco aparentes. Isto porque apenas 30 a 50 % das crianças com deficiência auditiva apresentam 1 ou mais indicadores de risco. Nas demais, a deficiência auditiva é atribuida a causas desconhecidas. Saiba mais:

http://testedaorelhinha.com/index.html
http://guiadobebe.uol.com.br/recemnasc/teste_da_orelhinha.htm
http://www.gatanu.org/pais/orelhinha.php

http://arquivo.dm.com.br/texto/gz/120972

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Projeto de Pesquisa para aparelho auditivo montado no Brasil

http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=208241&c=6

Aparelho auditivo criado pela USP tem baixo custo

Cerca de 10 milhões de brasileiros são portadores de perda auditiva incapacitante e podem usar a nova prótese auditiva
Em breve, aparelho auditivo digital projetado e produzido no Brasil poderá ser adquirido a baixo custo. Sua manutenção também custará pouco ao bolso dos brasileiros. Essa é a expectativa dos pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), que desenvolveram o equipamento denominado Manaus.

Pacientes com deficiência auditiva binaural (nas duas orelhas) testaram a nova prótese e a avaliaram como satisfatória. Enquanto o equipamento nacional da FMUSP custa US$ 140,13 (R$ 250,00), o importado (com tecnologia similar) pode chegar a R$ 9 mil no varejo. O brasileiro oferece autonomia de 440 horas com única bateria e quatro programas de adaptação.

"Numa produção seriada, o custo desse aparelho deve chegar a US$ 100,00 (R$ 179,00), informa o engenheiro eletrônico Sílvio Penteado, do Laboratório de Investigações Acústicas (LIA) da FMUSP. A pesquisa de Penteado foi tema de sua tese de doutorado defendida em agosto de 2009 com orientação do professor Ricardo Ferreira Bento, titular do Departamento de Otorrinolaringologia da FMUSP e idealizador do projeto. Bento também é coordenador geral do projeto, que teve ainda a co-orientação do professor Nilton Nunes Toledo, da Escola Politécnica da USP.

Larga escala
O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) analisa o produto para em breve conceder a patente brasileira. É submetido às etapas de avaliação regulatória da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim que for aprovado pela Anvisa, Penteado acredita que o aparelho estará disponível no mercado para produção em larga escala.

O engenheiro informa que a Portaria 587, do Ministério da Saúde, classifica a prótese auditiva como tecnologia A (básica), B (intermediária) e C (avançada), de acordo com o recurso eletroacústico oferecido. Diz que os modelos disponíveis no mercado no varejo custam até R$ 12 mil (tecnologia C). Já para o Sistema Único de Saúde (SUS), os valores são de R$ 525,00 (tecnologia A), R$ 700,00 (B) e R$ 1,1 mil (C).

"O aparelho de tecnologia A é modelo analógico e representa 50% das prescrições do SUS. O tipo B é o intermédiário e tem 35% das prescrições. Já o tipo C é o de tecnologia superior e responde por 15% das prescrições", explica o pesquisador. "O modelo que desenvolvemos atende às especificações das tecnologias A e B. Isso representa 85% da demanda de aparelhos auditivos do SUS", completa.

Decibéis
A perda auditiva acomete 10% da população mundial. No Brasil, cuja população estimada é de 180 milhões de habitantes, a deficiência está presente na vida de cerca de 18 milhões de brasileiros. São pacientes com perda auditiva discreta, moderada, moderada/severa, severa ou profunda. Esta última é considerada surdez, não corrigida com nenhum tipo de aparelho auditivo.

O pesquisador informa que o Manaus atenderá a pacientes com perdas auditivas até moderadas/severas - 56 a 70 decibéis (dB). "O aparelho apresenta ganho auditivo estável de 62 dB", conta. Calcula-se que cerca de 10 milhões de brasileiros são portadores de perda auditiva incapacitante (acima de 41 dB) e podem ser beneficiados com o uso de prótese auditiva.

No Brasil, de cada dez aparelhos auditivos vendidos, seis são adquiridos pelo SUS. Em 2007, o País importou 214 mil próteses auditivas, cada uma em torno de R$ 1.090,00. Em 2005, as importações atingiram 172 mil próteses, ao custo médio unitário de R$ 1.678,00. Penteado explica que o custo de manutenção das próteses auditivas importadas é muito alto para os pacientes do SUS. "Um dos objetivos do projeto é oferecer também manutenção mais barata", destaca.

Florianópolis
Além do Manaus, os pesquisadores desenvolveram outros aparelhos a partir de componentes padronizados: o Florianópolis (tecnologia C), o Rio de Janeiro e o Sabará (tecnologia B). Os componentes do aparelho são o microfone, o processador digital de sinais e o receptor (espécie de alto-falante), que funcionam com programa de computador (software).

O fonoaudiólogo, responsável pela adaptação do aparelho auditivo em pacientes, recebe este software simples e autoexplicativo. "Alguns softwares são tão complexos que exigem treinamento do profissional e computadores cada vez com mais recursos, ou seja, mais caros", diz.

A pesquisadora Isabela de Souza Jardim testou o Manaus e outras próteses importadas em 60 pessoas com deficiência auditiva. O aparelho da FMUSP foi comparado a outros disponíveis no mercado, classificados nas categorias A e B. "Os resultados foram considerados satisfatórios de acordo com protocolos internacionais", destaca Penteado. Este trabalho integra o doutorado de Isabela, defendido na FMUSP, também sob a orientação do coordenador geral do projeto, professor Ricardo Ferreira Bento.

Segundo Penteado, o conceito de equipamento genérico pode ser usado para outros produtos médicos como marca-passo, desfibrilador, bombas de infusão e equipamentos de diagnóstico. "O projeto está inserido na Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde do Ministério da Saúde, que recomenda o desenvolvimento de tecnologias de reabilitação de baixo custo", aponta.
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http://www.arquivosdeorl.org.br/conteudo/acervo_port.asp?id=539

Sílvio Penteado aluno de doutoramento na FMUSP nos apresentou seu projeto orientado pelo Prof.Dr. Ricardo Ferreira Bento:

Introdução: Todo portador de deficiência auditiva é um candidato ao uso de aparelho de amplificação sonora individual (AASI). Indústrias internacionais dominam o mercado mundial a oferecer produtos cujos valores agregados são incompatíveis com a realidade econômico-financeira das populações de países com economias em desenvolvimento. Objetivo: Projetar e desenvolver AASIs digitais e de baixo custo no desenho BTE, construídos sob um circuito eletrônico genérico e com recursos eletroacústicos não inferiores aos AASIs hoje comercializados no mercado brasileiro. Método: Desenvolver um vínculo de relacionamento com os principais fornecedores de partes e peças para a indústria de AASIs e projetar AASIs no desenho BTE. Os testes de desempenho acústico dos AASIs montados foram realizados em laboratório independente com a utilização de equipamentos de investigação acústica. Conclusão: É possível o desenvolvimento de AASIs digitais no desenho BTE com características de desempenho não inferiores aos comercializados por indústrias internacionais, mas a baixo custo operacional.


Esperamos em breve poder usufruir os resultados dessa pesquisa traduzidos em melhor atendimento aos deficientes auditivos.

As pessoas que necessitem aparelhos auditivos devem se informar no site abaixo, onde se podem encontrar as unidades do SUS para saúde auditiva:

http://cnes.datasus.gov.br/Mod_Ind_Especialidades.asp?VEstado=00&VMun=00&VTerc=00&VServico=107&VClassificacao=00&VAmbu=&VAmbuSUS=1&VHosp=&VHospSUS=1

Conade 2009/2011

Em nome do movimento SULP - Surdos Usuários da Língua Portuguesa desejamos à Sra Denise Costa Granja, eleita presidente do CONADE 2009/2011, uma feliz gestão nessa área de enorme importância para a acessibilidade e cidadania das pessoas portadoras de deficiências no Brasil.
Nossos cumprimentos são extensivos a todos os representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Deficiente com a certeza de contar com a dedicação dos senhores a essa causa tão nobre e necessária.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Realmente os recursos para facilitar a comunicação e o reconhecimento do mundo a que pertence um deficiente auditivo, incluindo o acesso à cultura, ainda é muito restrito. Considero um descaso e uma falta de respeito à um número enorme de pessoas, que, apesar da dificuldade maior ou menor de ouvir, ainda assim são todos brasileiros e portanto usuários da língua portuguesa, independente do seu potencial de fala. Podemos assistir qualquer filme estrangeiro com legenda, mas não temos essa opção com relação aos filmes nacionais, que fazem parte do nosso contexto de vida. E da mesma forma a televisão ainda é carente de programas com legenda, especialmente os telejornais e programas educativos. Parabéns pela iniciativa, e que os resultados venham o mais breve possível. Maria Cristina

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ministério da Saúde - Serv. Atenção Saúde Auditiva

Indicadores de serviços especializados no Brasil

Serviço de atenção à saúde auditiva


S U S

Diagnóstico, Tratamento, Reabilitação, Terapia Fonoaudiológica, Implante coclear

Clicando no endereço abaixo você poderá selecionar o Estado, a Cidade em que existe prestação de serviços referentes à saúde auditiva.


=1&VHosp=&VHospShttp://cnes.datasus.gov.br/Mod_Ind_Especialidades.asp?VEstado=00&VMun=00&VTerc=00&VServico=107&VClassificacao=00&VAmbu=&VAmbuSUSUS=1

sábado, 31 de janeiro de 2009

Ajudas técnicas: amplificador de indução magnética

Soramires (para SULP)

Para algumas pessoas, até parece que no Brasil só existe surdo que se comunica por Libras e leitura orofacial.

Por favor não esqueçam o grande número de deficientes auditivos póslinguais
, das pessoas da terceira idade, pessoas que usam aparelhos auditivos ou implantes, gente que pode ouvir com ajudas técnicas e que lê e escreve em português.
Não encontrei nenhuma informação brasileira a respeito deste equipamento de amplificação por indução magnética.

O "Aro Magnético" ou "hearing loop" tão difundido na Argentina, Europa, Austrália, EUA parece ser desconhecido no Brasil.

Peço por favor que se algúem sabe se é vendido no Brasil e que nome recebe me avise!!!!!


Quem sabe alguma empresa resolve patrocinar a instalação desses equipamentos? Afinal existem facilidades impositivas que impulsionam acões inclusivas, patrocínios, etc.

Não acho justo que na Argentina eu possa acompanhar concertos, cinema, conferências, aulas, cultos religiosos, etc usando meu aparelho auditivo e aqui no Brasil quando pergunto sobre o equipamento ninguém sabe me responder se existe, que nome tem, etc.

Como deficiente auditiva peço que as políticas públicas e normas de acessibilidade levem em conta este equipamento tão útil para quem usa implante ou aparelho auditivo.
Nem todo surdo conhece LIBRAS.
A informação abaixo vem do site:

http://www.mah.org.ar/

Sem Barreiras

A MAH - Mutualidad Argentina de Hipoacúsicos sempre considerou a audição uma parte fundamental da saúde. Dela depende em grande medida o processo de comunicação que as pessoas estabelecem com o mundo que as rodeia, sua interação e a plena integração social.
Contud0, a cada dia, a comunidade de hipoacúsicos se depara com muitas barreiras para o acesso aos diferentes meios de expressão culturais, principalmente os que se referem às artes audiovisuais como o cinema e o teatro.
Na maioria dos casos as salas onde se apresentam estes espetáculos não estão preparadas para atender a este tipo de deficiência.
Então, a Comissão Diretora da MAH, decidiu desenvolver o programa "Sem Barreiras". Seu objetivo principal foi conseguir uma aproximação real entre a pessoa hipoacúsica e a cultura.
Para concretizá-lo foi necessário recorrer a uma tecnologia específica adquirida pela MAH para iniciar uma série de importantes doações do equipamento chamado "amplificador de aro magnético" ou "aro de indução magnética"

Para matar a sua curiosidade clique abaixo e vai saber quantos teatros e cinemas da Argentina oferecem essa ajuda técnica aos deficientes auditivos:

CONSULTE LAS DIRECCIONES DE LAS SALAS EQUIPADAS CON ARO MAGNÉTICO

A primeira doação de aro magnético ocorreu em agosto de 1998, ao Teatro Maipo da Cidade de Buenos Aires. Nessa ocasião houve um festejo duplo: o espetáculo de Enrique Pinti "Pinti canta las cuarenta y el Maipo cumple 90" chegava às 100 representações e também se inaugurava o novo sistema no teatro.

A partir dessa ocasião a MAH continuou seu compromisso, fazendo sucessivas doações a diferentes espaços relacionados à arte, à cultura e à educação.
Em 2008 se comemora o décimo aniversário desse projeto tão importante, que segue proporcionando tanta satisfação.


O que é um aro magnético?

O aro magnético é um amplificador adaptado especialmente para levar seu sinal de saída (amplificada) a um cabo que se instala ao redor do perímetro da sala de um teatro, cinema, sala de aula, auditório, etc
O resultado dessa instalação é que se produz na superfície do espaço um campo magnético que copia exatamente o sinal audível. Esse sinal é captado pela bobina telefônica do aparelho auditivo, quando este é colocado na posição "T".
O uso deste tipo de amplificador permite uma transmissão direta do som ao aparelho auditivo sem os efeitos adversos da distância, do eco ou do ruído ambiente.
Para saber mais:
http://www.hearingloop.org/

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

CONCURSO DE FOTOGRAFIA

<http://agenciainclusive.wordpress.com/2009/01/27/concurso-de-fotografia-a-beleza-da-vida-diversidade-e-inclusao/>
Concurso de Fotografia
"A beleza da vida: diversidade e inclusão"
Inscrições: de 01 de dezembro a 03 de abril de 2009Divulgação dos resultados: 28 de abril de 2009Participantes: público em geral, residente no BrasilInformações: Secretaria do Depto. de Biologia Celular e Genética, Centro de Biocências, UFRN

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sobre TV e cinema nacional legendados




Porque preferimos as legendas aos programas dublados?

Soramires (para o Sulp)

Legendar programas de TV, filmes e produções audiovisuais ajudam a promover o acesso à informação, cultura, diversão, ensino, etc. do deficiente auditivo.

A legenda ajuda também as pessoas de terceira idade que perderam parte da audição.

A legenda incentiva o aprendizado do português para crianças e adultos que estão se alfabetizando, igualmente ajuda o estrangeiro a assimilar nosso idioma.

Como devem ser as legendas?

Alguns consideram que a pessoa surda tem dificuldade de compreensão do português escrito e defendem legendas condensadas.

Mesmo levando em conta que existam esses casos de dificuldades, acreditamos que uma legenda de boa qualidade, sem resumir idéias, incentiva a aquisição da língua de uma maneira mais completa, desafiando o deficiente auditivo a se superar e a superar as barreiras de comunicação. E esse tipo de legenda será útil também para as pessoas que por outras razões necessitam ver filmes legendados.

Em obras de ficção

O que deve ser colocado nas legendas além das conversas?

Transcrever todo e qualquer som? Por exemplo colocar notinhas musicais ou escrever música alegre, triste, animada, ritmada, batucada, coral...

Se aparece um leão rugindo, deve-se legendar "rugido de leão" ou isso é redundância?
Se vemos uma ambulância ou carro de bombeiros com sirena tocando, deve-se colocar "sirena de ambulância"? Se aparece um raio e depois o trovão colocamos ou não "ruído de trovão"?

Legendar absolutamente todos os sons não vai criar uma sobrecarga de texto atrapalhando mais do que informando?

Acho que o bom senso e o conhecimento da narrativa cinematográfica devem conduzir o processo de legendagem.

Se o som "off" é importante para a narrativa deve ser indicado:
Num filme de terror, uma família ouve lobos uivando e se assusta. Se os lobos não aparecem e somente o som indica sua presença é óbvio que isso deve ser indicado nas legendas.

Se o personagem ouve uma música que traz lembranças, se o par romântico ouve a "sua música", se o motor do avião "falha"...esse ruídos não são enfeites, fazem parte da história, são necessários à compreensão da trama.

Outro tema que gera polêmica: muitos acham que no caso do filme estrangeiro a tradução legendada deve ser literal, o que não é viável. Existem expressões idiomáticas que devem ser adaptadas, o tradutor deve conhecer muito bem os idiomas com os quais está trabalhando, o estilo do filme, etc.
Há questões técnicas como a quantidade ideal de caracteres que se for ultrapassada torna a leitura impossível.

E ainda questões de estilo: um cineasta valoriza a literatura e faz seus personagem citarem poemas, a tradução deve seguir essa lógica; outro apresenta personagens que falam gírias muito específicas e assim por diante.
Traduzir um filme é um trabalho criativo, de pesquisa que não pode ser feito por qualquer tradutor automático, não por enquanto.

Filmes e vídeos didáticos e científicos

Nesses casos o mais importante é a informação, então parece que o melhor é sintetizar o menos possível, se forem citados termos ou conceitos científicos devem ser escritos corretamente assim como o nome de autores e obras.
Vale até para maior clareza intercalar painéis informativos, mais ou menos como aquelas legendas de filmes mudos...

Outra coisa que mais atrapalha do que informa é a sobreposição da fala traduzida à fala original. Nesse caso a legenda é muito útil até para quem ouve bem.

Tenho visto filmes ou vídeos preparados para aprender idiomas estrangeiros onde a legenda reproduz fielmente cada palavra dita, nesse caso não há tradução, há transcrição para a mesma língua.

São todas situações que devem ser estudadas e levadas em conta ao se preparar legendas de um modo geral.

O que foi dito acima vale apenas para a legendagem feita antes da exibição e não para o processo feito no momento da transmissão que geralmente aparece como closed caption ou legenda oculta.
No caso de transmissão ao vivo, telejornais, entrevistas, etc os recursos de estenotipia ou programas de reconhecimento de voz geram legendas que têm características específicas, objeto de outras indagações.

Lamentavelmente algumas pessoas defendem a dublagem em lugar da legendagem usando o argumento do analfabetismo de uma parte da população.
Não seria melhor investir na alfabetização dessas pessoas? Usando para isso exatamente os recursos audiovisuais e a TV?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Querer escutar: Exemplo de Ação Solidária

Grupo solidário argentino coleta aparelhos auditivos e pilhas para doação a crianças e pessoas de terceira idade que não podem adquirí-los.

Quando a escolha está entre comprar comida ou pilhas para os aparelhos...

http://www.desearescuchar.com.ar/

domingo, 18 de janeiro de 2009

Ouvir com os óculos?

Quando perdi a audição, na década de 70 do século passado, existiam aparelhos auditivos embutidos em hastes de óculos...mas eram meio pesadões, modelos meio masculinos e os retroauriculares, embora grandes, a gente podia esconder sob os cabelos.
Mas na verdade eu nunca quis esconder nada e usava cabelos curtos ou presos e os aparelhos lá pendurados para quem quisesse ver, até me poupava ficar explicando porque eu pedia para repetir alguma coisa ...
Afinal eram tempos em que a atriz Leila Diniz ia à praia com o barrigão de grávida exposto ao sol, a herança libertária de 1968 circulava por toda parte, porque querer esconder aparelhos auditivos?
Agora algo que parecia ultrapassado volta a circular e com edição melhorada. Estou curiosa para ver esses óculos, quem sabe sejam mais bonitinhos?
Sô


Clipping Eletrônico - Departamento de Comunicação, PUC-Campinas

Inventos facilitam vida de deficientes

20/04/2006

Quer escutar melhor? Coloque os óculos. Pesquisadores holandeses criaram um novo aparelho auditivo que vem embutido nas hastes desse acessório.
O dispositivo, desenvolvido por cientistas da Universidade Delft em parceria com empresas e já em fase de comercialização, é constituído por quatro pequenos microfones interligados. Por uma questão estética, decidiu-se fabricar óculos em cujas hastes essa aparelhagem poderia ser escondida. Chamado Varibel, o novo produto tem uma sensibilidade direcional de 8.2 decibéis -segundo os pesquisadores, os equipamentos tradicionais apresentam apenas 4.2 decibéis.
O objetivo foi criar um equipamento auditivo mais potente e capaz de filtrar melhor os ruídos de um ambiente com muitas pessoas falando ao mesmo tempo -resolvendo, assim, a dificuldade que muitos portadores de deficiência auditiva têm para reconhecer de onde vem a voz da pessoa que está falando.

Fonte: Universia - Brasil

terça-feira, 13 de janeiro de 2009


GENTE! Olha quem está vestindo a camiseta da LEGENDA NACIONAL!!!!!!!
http://www.legendanacional.com.br/
fotinho copiada do blog do Jairo
http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

CÃES PARA SURDOS



"Foi nos Estados Unidos que apareceram os primeiros cães para surdos. Efetivamente a formação de cães para surdos começou em 1976, com a American Humane Association, em Denver, Colorado.

Com o objetivo de responder à crescente requisição deste serviço, a associação adquiriu uma fazenda no estado de Massachussets para instalar um centro de formação chamado Hearing Dog.

O programa norte-americano dirige-se , prioritariamente, para a educação de cães destinados a pessoas que sofrem de uma surdez grave e buscam uma independência. Cada cão é minuciosamente escolhido em função das necessidades e possibilidades do futuro dono.

Como o cão sai em companhia do surdo, deve usar obrigatoriamente algo que o identifique com um cão especial. Nos Estados Unidos, convencionou-se o uso de uma coleira e de uma guia cor de laranja, o que lhe permite o acesso aos lugares públicos oficialmente proibido aos animais."

http://www.solbrilhando.com.br/Animais/Caes/A_Servico_do_Homem/Caes_a_S_dos_Surdos.htm


Cães guias para surdos e cegos: Na Catalunha ESP legislação sobre o acesso desses animais a lugares acompanhando os deficientes.

http://www.lavanguardia.es/lv24h/20090114/imp_53619152190.html

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Palavras da Patty, nossa fonoaudióloga

'A FONOAUDIOLOGIA E O DEFICIENTE AUDITIVO, PARCERIA NA AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM"

"Não existiria som, se não houvesse o silêncio, não haveria luz, se não fosse a escuridão..."Lulu Santos

Esta música retrata nossa interação, me faz crer que somos parte de um todo, cada um com sua particularidade ensina e aprende num círculo infinito ... só assim nos completamos...Patty


Uma das grandes formas de aprender e crescer, é desenvolvendo duas capacidades; a de observar e a de interagir. Observando podemos saber o que a pessoa tem latente e o que ela precisa para melhor se adaptar à sua condição; interagindo, mergulhamos ainda mais fundo no conhecimento da pessoa com a qual estamos lidando, aprendemos com ela e construimos "caminhos" para melhor condição de vida e de socialização.

Tratar, habilitar, desenvolver e reabilitar são termos comuns na Fonoaudiologia, para a facilitar tais processos, é preciso respeitar cada um, cada caso clínico e cada história de vida. Olhando sempre para o que a pessoa tem de positivo, sendo na questão psicológica, social, cognitiva, auditiva e de linguagem. Assim, serão fortalecidas as bases, os "pilares", só se constrói seres humanos positivos e seguros, desenvolvendo neles bases positivas e fortes.Cabe a nós, reabilitadores, acreditar na pessoa e na família. Acreditar e estimular, para que se dê o processo da habilitação do indivíduo dentro da sua condição, trabalhando suas facilidades para melhor adaptar suas dificuldades. Acolhendo a família tentando abrandar seus medos e ansiedades.

No Serviço Público temos grande diversidade de histórias de vida e condição de trabalho, tendo em vista que lidamos com um número considerável de pessoas, porém, hoje aprendi que a grande mágica é saber observar, quanto mais interação, mais aprendizado...nada é impossível assim como nada é fácil, as melhorias são conquistadas no dia a dia com paciência e um pouco de teimosia rs! Já se vão 12 anos de Serviço Público muitas mudanças ocorreram e muitas ainda estão por vir.

Até aqui aprendi que a luta é de todos, família, escola, profissional de saúde e pacientes, não fazemos nada sozinhos e que melhorar é sempre possível...vamos seguir fortes reenvindicando mais, reclamando menos e sempre acreditando que dias melhores virão.

O trabalho dentro da Fonoaudiologia é uma caixinha de surpresas, cada uma mais linda e surpreendente que a outra, é um trabalho que nunca cansa pelo fato de nunca ser igual, eis a mágica que é trabalhar com gente e suas peculiaridades! É um caminho que nunca se trilha igual, pois em cada paciente temos uma fonte inesgotável de aprendizado. Nem preciso dizer que a estimular a questão comunicativa me encanta, que ajudar a facilitar o processo "sentimento, pensamento e expressão" é tudo de mais rico ao meu ver!

Deixo meus parabéns pela iniciativa deste espaço dedicado a informação e a troca! Só colocando as nossas dificuldades somos "socorridos" então vamos falar, comunicar e plantar boas sementes.


Beijocas!

Patrícia Escobar